Febre amarela é tema do informativo "Comunicação e Informação em Enfermagem"

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Equipe do projeto fala da importância da prevenção da doença

A febre amarela é uma infecção viral aguda transmitida ao homem pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três a doze dias. Há uma forma mais rara e mais grave da doença que provoca insuficiência nos rins e no fígado, hemorragias e cansaço intenso. Não existe um tratamento específico para a febre amarela. O paciente deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas quando necessário. Os casos graves devem ser atendidos em ambiente hospitalar de modo que as complicações sejam controladas e o perigo da morte, eliminado.

O número de casos da Febre Amarela tem aumentado muito em Minas Gerais, nas regiões de Teófilo Otoni, Governador Valadares, Coronel Fabriciano e Manhumirim. Até o início do mês de fevereiro de 2017 foram confirmados 152 casos e 55 óbitos da doença.

A prevenção da doença é feita por meio da vacinação, do combate a proliferação do Aedes aegypti e do uso do repelente. A vacina contra a febre amarela possui 95% de eficácia, ela é oferecida de forma gratuita na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde recomenda que sejam feitas duas doses da vacina: a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos de idade. As pessoas que já receberam duas doses da vacina não precisam de reforço, são consideradas imunes a doença. Caso a criança, o jovem ou o adulto tenha perdido o cartão de vacinas, é indicado que um novo esquema vacinal seja iniciado, principalmente se for viajar para locais com casos comprovados de febre amarela, uma dose da vacina deve ser aplicada até 10 dias antes da viagem. A vacina está contraindicada para gestantes e mulheres que amamentam; crianças abaixo de seis meses de idade; pessoas infectadas pelo vírus HIV; pacientes que fizeram transplante de órgãos; pacientes com câncer e pessoas que tenham alergia a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha, por exemplo). Os idosos sem comprovação da vacina somente podem ser vacinados após avaliação médica, pois têm maior risco de ter reações adversas. O combate ao Aedes aegypti deve ser intenso e o uso de repelente contínuo (desde que esteja devidamente registrado na ANVISA, conforme descrito no rótulo).

O enfermeiro tem grande importância na prevenção da febre amarela, pois é o responsável pelo serviço de vacinação da população. Na Estratégia de Saúde da Família (ESF) atua com a equipe de atenção básica, planejando e desenvolvendo ações educativas e de mobilização da comunidade, com o intuito de informar sobre os riscos de ocorrência da doença, a importância da vacinação de crianças e adultos e as medidas de combate ao mosquito.

Colaboraram: Escola de Enfermagem da UNIFAL-MG; projeto Comunicação e Informação em Enfermagem e Saúde; Grupo PET Enfermagem; Profa. Simone Albino da Silva; Profa. Erika de Cássia Lopes Chaves; Fio Cruz; Ministério da Saúde; Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; Portal da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunização –SBIm.