Ciclo de Debates sobre Gêneros e Sexualidades

Unifal-MG, câmpus Sede - Alfenas, a partir de 26 de outubro de 2017.

       Próxima Atividade:
      16 de novembro de 2017.

      

Apresentação

Este evento é uma continuidade dos debates realizados no Grupo de Estudos de Alfenas sobre Gênero e Sexualidade na Ótica da Teoria Queer, realizado em 2016 na UNIFAL-MG. Desta vez, nossos objetivos são proporcionar debates sobre gêneros e sexualidades a partir de textos teóricos e filmes. A mediação será realizada basicamente por discentes e docentes da UNIFAL-MG, além de contar com a participação de convidados externos. A atividade é aberta para toda a comunidade (acadêmica ou não) e não tem pré-requisito. Solicita-se apenas a leitura do texto sugerido antes do encontro que o debaterá.

Programação Geral

DEBATE DE FILME: das 16h30 às 19 horas.

DEBATE DE TEXTO: das 17 às 19 horas.

DATA

TEMA E OBRA

RESPONSÁVEL(VEIS)

26 de outubro

(quinta-feira)

Sexualidades: uma questão de rótulos? (filme espanhol A pele que habito)

- Jônatas Silva (Graduando/Letras – UNIFAL)

- Daniel Mazzaro (Professor/Letras – UNIFAL)

16 de novembro

(quinta-feira)

Mulheres e a economia política do sexo (texto O tráfico de mulheres: notas sobre a “economia política” do sexo, de Gayle Rubin)

- Silas Paixão (Graduando/Letras – UNIFAL)

- Carolina Gomes (Graduanda/Letras – UNIFAL)

29 de novembro

(quarta-feira)

Percepção, existência e resistência lésbica (filme estadunidense Ashley)

- Jussara Martins (Coletivo Quilombo e Graduanda/Letras – UNIFAL)

- Kíssila Valadares Souza (Graduanda /História – UFV)

04 de dezembro

(segunda-feira)

Muitos em um: notas sobre o conceito do armário (texto Epistemologia do Armário, de Eve Kosofsky Sedgwick)

- Carolina Rodrigues Gonçalves (Graduanda/Ciências Sociais – UNIFAL)

25 de janeiro

(quinta-feira)

O Complexo de Édipo na formação dos gêneros (texto a ser escolhido)

- Gerson Soares (Graduando/Psicologia – Centro Universitário UNA)

- Cláudia Gomes (Professora/Psicologia –  UNIFAL)

07 de fevereiro

(quarta-feira)

Intersexualidade: além do corpo físico (filme argentino XXY)

- Jônatas Silva (Graduando/Letras - UNIFAL)

- Raquel Rodrigues (Graduanda/Letras - UNIFAL)

Inscrições

Inscrições gratuitas, no CAEX: https://sistemas.unifal-mg.edu.br/app/caex/inscricoes

Obs.: As inscrições serão abertas individualmente dias antes de cada atividade. Ao se inscrever pela primeira vez no Ciclo de Debates, proceda normalmente como outras ações de extensão.
A partir da segunda atividade, caso deseje participar, vá até a aba "inscrições", encontre o evento/curso na lista de ações nas quais vc já está inscrito, clique em "gerenciar atividades" e complete/atualize sua inscrição.

Saiba mais sobre as atividades do Ciclo de Debates sobre Gêneros e Sexualidades

26 de outubro de 2017 (quinta-feira) - Sexualidades: uma questão de rótulos? (filme espanhol A pele que habito)

Trailer

Sinopse - A pele que habito - um outro olhar

"Podemos olhar e ver o óbvio. Ou, podemos inverter: olhar e enxergar, o que não é óbvio. O que não aparece, claramente. A Psicanálise – e todos que o queiram -, entre outras coisas, busca isto: ver além das aparências." (Cláudia Antonelli)

Relembrando o enredo, já de quatro anos atrás (quem não assistiu ao filme, agora é o momento!): “Trata-se de um drama de vingança na história de um médico cirurgião plástico que tenta encontrar o homem que estuprou sua filha”, diz-nos a sinopse do filme. Este, é o óbvio. É o que (a)parece.

Vicente, um jovem rapaz, sai de uma festa onde vive momentos tensos, atordoado despenca de uma ribanceira com sua moto e se dá por morto/desaparecido. Um médico o rapta, inflige nele uma série de cirurgias mutativas que o transformarão, com o tempo, em uma mulher: Vera. Isto, também, é o que aparece. Ou – o que parece.
Proponho então agora, por um instante, olharmos de uma forma diferente. Olharmos, como se olha, ou melhor, como se escuta, a um sonho: com seus elementos deslocados, transfigurados, confusos e camuflados.
Ou seja, escutar a história contada por Almodóvar, não como factícia, real. Sim, real, mas não da realidade externa: mas da interna, dele, de quem a conta.

Para mim, é um filme que trata de Identidade. Como disse, de uma transformação de gênero e de identidade sexual. Mas não somente: identidade num sentido mais amplo. De nome, de ser no mundo. É um filme que fala disto. De forma brutal e, ao mesmo tempo, sim, delicada. Pois humana. Sim, ele é violento. Mas não talvez enquanto um psicopata que mutila um jovem passivo (que é o que aparece na tela). Mas talvez, violento, porque a busca da identidade de gênero, ou da identidade, “simplesmente”, pode-nos ser e é, muitas vezes, um processo violento.

Quem somos, o que somos, no mundo para os outros e para nós mesmos? Quem somos – no fundo e na superfície – de nós mesmos?

16 de novembro de 2017 (quinta-feira) - Mulheres e a economia política do sexo (texto O tráfico de mulheres: notas sobre a “economia política” do sexo, de Gayle Rubin)

Leia o texto que motivará o debate: clique aqui para baixar.

Gayle Rubin é uma antropóloga que escreveu grande número de artigos muito influentes, entre os quais "The Traffic in Women: Notes on the Political Economy' of Sex", "Thinking Sex", "The Leather Menace" e "Misguided, Dangerous and Wrong: An Analysis of Anti-Pornography Politics". [...] Rubin é militante do movimento feminista desde o final da década de 1960, e teve intensa atuação na política gay e lésbica por mais de duas décadas. Ela foi uma crítica apaixonada do movimento contra a pornografia e da agressão às minorias sexuais. Seu trabalho apresentou uma série de sugestões metodológicas para os estudos do feminismo e da homosssexualidade masculina que estabeleceram algumas balizas no processo de desenvolvimento de ambos os campos de estudo.

Segundo a autora, "Traffic in Women [Tráfico de Mulheres, como foi traduzido para o português] tem sua origem nos primórdios da segunda onda do feminismo, quando muitas de nós que tínhamos atuado no final da década de 1960 estávamos tentando fazer uma ideia de como pensar e entender a opressão das mulheres. O ambiente político sofria o impacto da New Left, principalmente o movimento contra a guerra e a oposição ao imperialismo militarizado dos EUA."
(Adaptado de Tráfico sexual - entrevista)

- REFERÊNCIA DO TEXTO: RUBIN, Gayle. O tráfico de mulheres: notas sobre a "economia política" do sexo. Trad. Christine Rufino Dabat, Edileusa Oliveira da Rocha e Sonia Corrêa. Recife: SOS Corpo, 1993. Disponível em https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/1919, acesso em 21 out. 2017.

29 de novembro de 2017 (quarta-feira) - Percepção, existência e resistência lésbica (filme estadunidense Ashley)

Trailer e Sinopse

Uma adolescente, perturbada por sua vã tentativa de se conectar a sua mãe distante, começa a retrair-se. Quando ela desenvolve um relacionamento online com uma mulher mais velha, aprende a aceitar sua sexualidade e a solidão infinita dos subúrbios.

04 de dezembro de 2017 (segunda-feira) - Muitos em um: notas sobre o conceito do armário (texto Epistemologia do Armário, de Eve Kosofsky Sedgwick)

Em breve

25 de janeiro de 2017 (quinta-feira) - O Complexo de Édipo na formação dos gêneros (texto a ser escolhido)

Em breve

07 de fevereiro de 2017 (quarta-feira) - Intersexualidade: além do corpo físico (filme argentino XXY)

Em breve

Coordenação

Coordenador

Daniel Mazzaro Vilar de Almeida
Instituto de Ciências Humanas e Letras/Departamento de Letras (DL)
(35)3701-9643
daniel.almeida@unifal-mg.edu.br

Coordenador Adjunto

André Luiz Sena Mariano