Universidade Federal de Alfenas      

05/02 - Notícias Anfarmag

Saúde e Medicamento

 

05/02/2012 - Farmacêuticas fecham centros de pesquisa em Alzheimer e Parkinson (G1)

03/02/2012 - Medicamento personalizado (FolhaWeb)

04/02/2012 - Novo teste genético promete indicar dieta personalizada(Folha.com)

05/02/2012 - Comprimidos fazem parte do cotidiano (Bom Dia Jundiaí)

 

Economia e Negócios

02/02/2012 - Governo mexicano anuncia patente da primeira vacina contra heroína (Estadão)

02/02/2012 - Army Studies Workout Supplements After Deaths (The New York Times)

30/01/2012 - Homeopáticos da francesa Boiron avançam no Brasil (Brasil Econômico)

02/01/2012 – Mais aquisições e fusões no varejo farmacêutico (Brasil Econômico)

 

Notícias:

 

Portal G1 – 05/02/2012

Farmacêuticas fecham centros de pesquisa em Alzheimer e Parkinson

Suíça Novartis vai fechar em breve unidade em Basileia, onde fica a sede.
Britânicas GlaxoSmithKline e AstraZeneca fizeram o mesmo em 2010.

A farmacêutica suíça Novartis vai seguir o caminho dos laboratórios britânicos GlaxoSmithKline e AstraZeneca e fechará em breve a unidade de neurociência em Basileia, onde fica a sede da empresa. Em 2010, as duas multinacionais inglesas encerraram atividades de pesquisa para novos tratamentos de doenças cerebrais.

Os centros fechados estudavam tratamentos para problemas como depressão, Alzheimer, Parkinson, psicoses e transtornos de humor, entre outros.

A estratégia de mudar a direção dos investimentos ocorre após essas farmacêuticas investirem pesado em uma área que envolve alto risco e requer anos de estudos e testes clínicos em animais e humanos para obter resultados e remédios com segurança e eficácia comprovadas.

Segundo o psiquiatra Mauro Aranha, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), é natural que os laboratórios revejam suas linhas de financiamento.

“Eles trabalham dentro de uma lógica de mercado, e as novas descobertas de psicotrópicos não acrescentam muito às drogas tradicionais, que são muito boas e mais baratas que as modernas”, diz.

Segundo Aranha, os medicamentos mais eficazes para tratar transtornos de humor, depressão e psicoses, por exemplo, são das décadas de 1950 e 1960. É o caso do carbonato de lítio, da imipramina, da clomipramina e da clorpromazina. “Eles são excelentes ainda hoje, com efeitos colaterais mais suaves que os recentes”, acrescenta.

O psiquiatra destaca, porém, que os governos precisam ter métodos de controle de vigilância sanitária para que os laboratórios não tirem do mercado os remédios que são eficazes e baratos.

“O fato de as farmacêuticas acabarem com pesquisas a gente até pode aceitar, mas descontinuar o que já existe e é de interesse público, não”, afirma.

Esse foi o caso da piridostigmina, contra miastenia grave (doença que causa fraqueza muscular), que saiu das prateleiras das farmácias e depois voltou.

neurologista Elza Tosta, presidente da Academia Brasileira de Neurologia, diz que o impacto dessa estratégia das farmacêuticas pode ser grande, porque atualmente todos os grandes estudos na área são feitos pela indústria.

“Deveria haver uma maior presença do governo e parcerias com as universidades. Entendo que a indústria tenha que ver o lucro dela, mas é preciso repensar as políticas”, ressalta.

Aranha concorda: “As universidades públicas deveriam ser providas pelo Estado para não dependermos tanto das farmacêuticas na fabricação de novos medicamentos.”

Elza cita que nos EUA as universidades trabalham em pesquisas de forma paralela e independente dos laboratórios.

Pesquisa intensa
A médica afirma que, nos últimos 20 anos, tem havido ampla pesquisa sobre as doenças do sistema nervoso central, com uma excelente relação custo-benefício, já que problemas degenerativos, como o Alzheimer, não param de crescer com o envelhecimento da população.

“Ainda não há um medicamento 100% eficaz. Precisamos de mais prevenção e, enquanto muitas doenças não puderem ser evitadas, de mais poder curativo, com drogas eficientes”, diz.

Outro problema, na opinião dela, é o alto custo dos remédios contra doenças neurológicas, cognitivas e psiquiátricas. “E não é pela carga de impostos, é porque os estudos e testes são muito caros e podem levar décadas para darem certo”, comenta.

Segundo Aranha, os transtornos mentais são tratados com basicamente quatro grupos de medicamentos: antidepressivos (contra depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo- compulsivo, estresse pós-traumático e fobias sociais), estabilizadores de humor (contra transtorno bipolar e outros), antipsicóticos ou neurolépticos (contra esquizofrenia e transtornos de impulso ou agressividade) e ansiolíticos ou tranquilizantes (contra ansiedade e insônia).

A versão das farmacêuticas
Segundo nota da Novartis, após o fechamento da unidade na Basileia, as pesquisas em neurociência vão ser centradas nos componentes genéticos das diferentes doenças e serão realizadas na região de Cambridge e Boston, nos EUA.

O laboratório também pretende se concentrar mais na área molecular e de desenvolvimento humano. Mais tarde, a empresa quer estudar doenças autoimunes, inflamações e transplantes. Programas clínicos já previstos ou em andamento não serão prejudicados, de acordo com a nota.

Também via assessoria, a GlaxoSmithKline informa que vai manter os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no campo da neurociência, apesar do encerramento das atividades no centro de Verona, na Itália.

Atualmente, o laboratório britânico mantém estudos sobre doenças como esquizofrenia, depressão, ansiedade, distúrbios do sono e epilepsia. Este ano, a empresa deve solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação de 12 novos produtos voltados para o tratamento dessas doenças no Brasil. Hoje, a GlaxoSmithKline comercializa nove produtos no país com essa finalidade.

Ainda segundo a nota, a farmacêutica fechou no ano passado um acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para apoiar projetos de pesquisa, capacitação de profissionais e co-investimentos iniciais de até R$ 3 milhões. Além disso, estuda doenças negligenciadas, como a malária, e novos antibióticos contra bactérias resistentes.

De acordo com a AstraZeneca, as pesquisas canceladas são especificamente no campo da psiquiatria, e há um empenho para desenvolver novos tratamentos em neurociência. Hoje, o laboratório tem dez medicamentos no mercado, entre anestésicos, antipsicóticos e remédios contra enxaqueca.

A empresa diz que também concentra estudos em fase 2 para o tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson, dor crônica e depressão. E seu foco são principalmente drogas contra problemas infecciosos, gastrointestinais, cardiovasculares, respiratórios e oncológicos.

A versão das farmacêuticas
Segundo nota da Novartis, após o fechamento da unidade na Basileia, as pesquisas em neurociência vão ser centradas nos componentes genéticos das diferentes doenças e serão realizadas na região de Cambridge e Boston, nos EUA.

O laboratório também pretende se concentrar mais na área molecular e de desenvolvimento humano. Mais tarde, a empresa quer estudar doenças autoimunes, inflamações e transplantes. Programas clínicos já previstos ou em andamento não serão prejudicados, de acordo com a nota.

Também via assessoria, a GlaxoSmithKline informa que vai manter os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no campo da neurociência, apesar do encerramento das atividades no centro de Verona, na Itália.

Atualmente, o laboratório britânico mantém estudos sobre doenças como esquizofrenia, depressão, ansiedade, distúrbios do sono e epilepsia. Este ano, a empresa deve solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação de 12 novos produtos voltados para o tratamento dessas doenças no Brasil. Hoje, a GlaxoSmithKline comercializa nove produtos no país com essa finalidade.

Ainda segundo a nota, a farmacêutica fechou no ano passado um acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para apoiar projetos de pesquisa, capacitação de profissionais e co-investimentos iniciais de até R$ 3 milhões. Além disso, estuda doenças negligenciadas, como a malária, e novos antibióticos contra bactérias resistentes.

De acordo com a AstraZeneca, as pesquisas canceladas são especificamente no campo da psiquiatria, e há um empenho para desenvolver novos tratamentos em neurociência. Hoje, o laboratório tem dez medicamentos no mercado, entre anestésicos, antipsicóticos e remédios contra enxaqueca.

A empresa diz que também concentra estudos em fase 2 para o tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson, dor crônica e depressão. E seu foco são principalmente drogas contra problemas infecciosos, gastrointestinais, cardiovasculares, respiratórios e oncológicos.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/02/farmaceuticas-fecham-centros-de-pesquisa-em-alzheimer-e-parkinson.html

 

Folha Web – 03/02/2012

Medicamento personalizado

Farmácias de manipulação não trabalham somente com produtos naturais, produzindo fórmulas com os mesmos princípios ativos da indústria

Por mais que se tente evitar, ninguém consegue ficar totalmente longe dos medicamentos. Eles são indispensáveis para prevenir, curar ou aliviar sintomas e doenças, contribuindo para aumentar a qualidade de vida quando utilizados com responsabilidade e sob orientação médica. Mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor frequência, todo mundo precisa visitar uma farmácia.

E a indústria não é a única alternativa disponível ao consumidor, que pode recorrer também às farmácias de manipulação. Atualmente é possível manipular medicamentos cardiovasculares, anti-hipertensivos, antidepressivos, antibióticos, hormônios, para diabetes, doenças de pele, colesterol, osteoporose, terapia ortomolecular, entre outros.

''O medicamento manipulado é elaborado através de receita médica com os mesmos princípios ativos dos medicamentos comuns'', afirma Daianny Festti Sussai, farmacêutica da Phloraceae em Londrina. O segmento cada vez mais conquista o seu espaço. De acordo com o Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR) existem cerca de 4 mil farmácias em funcionamento no Estado e 526 estabelecimentos de manipulação, sendo 36 situados em Londrina.

''A farmácia de manipulação tem total condições de trabalhar como a indústria, oferecendo o mesmo padrão de qualidade e eficiência. Mas é preciso preencher alguns requisitos'', afirma a farmacêutica Maristela Lelis Dias, gerente do setor de farmácia do Hospital Evangélico.

Segundo ela, diferente do medicamento industrializado, que é produzido em larga escala para atender a população de forma geral, o manipulado é uma medicação personalizada. ''Uma fórmula específica é desenvolvida exclusivamente para determinada pessoa na dose e quantidade indicadas pelo médico'', explica, ressaltando que a manipulação segue a mesma regra da indústria farmacêutica no que diz respeito à receita. ''Algumas fórmulas, como as controladas, em nenhuma hipótese podem ser comercializados sem receita'', alerta Maristela.

A farmacêutica Mylena Cristina Dornellas da Costa, docente da UniFil, ressalta que no início o medicamento manipulado era indicado principalmente quando a dose disponível pela indústria não era a ideal para um determinado caso.

Entre as vantagens da manipulação, Mylena destaca o fato de ser produzido na quantidade ideal, evitando sobras e descartes irregulares. ''Além disso, é possível manipular fórmulas que a indústria farmacêutica deixou de fabricar ou produzir a forma líquida de um medicamento disponível somente em comprimidos na indústria'', pontua a farmacêutica, ressaltando que outro atrativo é o preço. O medicamento manipulado pode custar até 50% mais barato.

Cuidado com a escolha da farmácia

As especialistas alertam que é preciso tomar alguns cuidados no momento de escolher a farmácia de manipulação. ''O estabelecimento deve contar com um farmacêutico habilitado para garantir a qualidade necessária'', considera Maristela, ressaltando que o CRF-PR e a Vigilância Sanitária de Londrina são bastante atuantes.

Recomenda-se verificar se o local conta com o certificado do CRF que indica a presença do farmacêutico e as autorizações de funcionamento, que devem estar dentro do prazo de validade. ''Normalmente estes documentos ficam expostos'', afirma Maristela.

Para fazer a escolha adequada, é importante também procurar farmácias que possuam certificados de qualidade como o ISO 9001, assim como outros programas de qualidade magistral.

A infraestrutura, de acordo com as farmacêuticas, pode dizer muito sobre o estabelecimento. ''A farmácia que trabalha corretamente faz questão de mostrar isso'', pontuam.

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--203-03/02/2012

 

Folha.com – 04/02/2012

Novo teste genético promete indicar dieta personalizada

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

 

Um teste genético lançado há três semanas no Brasil promete indicar o "mapa da mina" de cada pessoa e oferecer orientações personalizadas de dieta e exercícios.

A proposta do exame genético Pathway Fit, lançado há dois anos nos EUA, é avaliar mais de cem genes para sugerir dicas de nutrição e exercícios que possam ser mais benéficos para cada um.

Os resultados podem indicar quatro tipos de dieta (mediterrânea, com pouca gordura, com pouco carboidrato e balanceada) e dizer se a pessoa tem tendência a recuperar os quilos já eliminados.

O teste também pode dizer se o paciente tem deficiência de vitaminas e se ele se beneficiaria mais de exercícios de resistência ou de força, entre muitos outros resultados.

"É como um GPS próprio do paciente, que vai direto ao ponto", compara o endocrinologista Tércio Rocha, que já começou a prescrever o teste para seus pacientes.

"Até existir o Pathway, os médicos indicavam a dieta meio no escuro. E a genética explica por que algumas pessoas respondem a certas dietas e outras, não. Agora, podemos saber quais alimentos aceleram ou diminuem o metabolismo de cada um."

O exame está disponível no laboratório Sérgio Franco, da rede Dasa, no Rio. Deve ser oferecido também em São Paulo, mas ainda não há previsão de data.

Aqui o exame recebeu o longo nome de "perfil genômico para condicionamento e preparação física". Segundo Rocha, custa cerca R$ 950.

De acordo com Monica Freire, diretora médica dos laboratórios Dasa, o teste ajuda os médicos a tratar seus pacientes.

Ela afirma que o exame é baseado em estudos que mostram que pessoas com determinados genes respondem melhor ou pior a determinadas ações ou dietas.

E reforça que não se trata de um teste "cosmético", que qualquer pessoa poderia fazer apenas para emagrecer.

"Tudo é personalizado a partir do que o paciente quer. E são necessárias solicitação e interpretação médicas."

O ator Jayme Periard, 50, recebeu a recomendação de seu médico para fazer o teste. "Meu corpo é minha ferramenta de trabalho. Não busco só o emagrecimento, mas saúde em geral. No teatro, é preciso uma boa condição física", afirma ele, que recentemente atuou na novela do SBT "Amor e Revolução".

"Essa espécie de raio-X pode fazer com a gente tenha mais saúde para aproveitar a vida de forma mais intensa", diz o ator, que ainda não recebeu seu "perfil" genético.

DÚVIDAS

Segundo o cientista Stevens Rehen, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, é inevitável que testes como esse comecem a ser cada vez mais comercializados -já há diversos exames que mapeiam o risco de doenças genéticas, como cânceres hereditários.

"A base teórica parece ser sólida, mas é difícil dizer até que ponto o teste consegue predizer o que promete."

Ele diz ainda que só com o tempo e com a análise populacional de quem fez o teste será possível ver se houve impacto na qualidade de vida.

Ele faz outra ressalva: o exame foi baseado em estudos com populações brancas e, segundo o site do teste, "há fatores genéticos e não genéticos em diferentes etnias que podem produzir diferentes resultados em populações não caucasianas".

Rehen questiona a eficácia do exame em uma população diversificada. "No Brasil, as pessoas terão que ser bem informadas sobre a variação."

Freire lembra que estamos expostos a fatores ambientais que podem mudar o que está determinado pela genética. "Não há 100% de certeza."

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1043921-novo-teste-genetico-promete-indicar-dieta-personalizada.shtml

 

Bom Dia Jundiaí – 05/02/2012

Comprimidos fazem parte do cotidiano

Quem toma remédio diariamente conta que é fácil se acostumar com nova rotina quando se trata da saúde

 

Michele Stella

Há mais de duas décadas a aposentada Inaíra de Araújo Rodrigues,  61 anos, convive com a diabetes. Descobriu a doença por causa de um machucado que demorou para cicatrizar. Foi ao médico e voltou para casa com uma receita que a fez se adaptar a uma nova realidade de vida: tomar remédio todo santo dia, sem esquecimentos e sempre no mesmo horário.

“No começo eu tinha que colocar bilhete no armário da cozinha para lembrar, mas agora já acostumei e tenho até uma malinha de remédios para quando vou ficar fora de casa.”

Atualmente, além do comprimido para controle da diabetes, Inaíra precisa aplicar insulina de manhã e à noite e ainda toma remédio para pressão alta. Três vezes por semana, precisa medir o nível da diabetes. Uma rotina que tiraria qualquer um do sério, mas que a aposentada encara com naturalidade.  “Tenho um aparelho emprestado pela prefeitura há mais de um ano. É bem mais fácil medir em casa, vou até a policlínica só a cada três meses para eles checarem o funcionamento do aparelho.”

Inaíra é uma entre centenas de diabéticos que mensalmente recorrem a medicamentos distribuídos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde. São 820 mil comprimidos entregues por mês. Para a aposentada, a economia gira em torno de R$ 200. “Faço o acompanhamento com médico do meu convênio, mas retiro os remédios na UBS [Unidade Básica de Saúde] perto de casa. Eles dão até insulina e as fitas usadas para medir o nível da doença”, diz, contando que usa nove dessas fitas por semana. Se fosse comprar, o gasto seria de R$ 80 a cada 25 fitas.

Pressão alta / Para a auxiliar administrativo Marta Regina Mendes do Carmo, 41, não ter que comprar remédio para a pressão alta todo mês é um alívio no orçamento. “Não custa caro, mas é um gasto a menos”, diz. Ela toma o medicamento há três anos e descobriu o problema de pressão após sentir tonturas e cansaço excessivo. “Acabei acostumando rápido com a rotina de tomar remédio diariamente porque com saúde não dá para brincar”, considera, contando que a mãe e a irmã também sofrem com pressão alta. Mensalmente, a Secretaria de Saúde distribui dois milhões de comprimidos para quem tem o problema.

No caso de Cristiane Donizete Passos Trindade, 40, auxiliar administrativo, o gasto mensal com remédios é inevitável. Ela tem reumatismo e o medicamento que toma não faz parte dos 270 distribuídos gratuitamente na cidade. “É uma fórmula que mando manipular. Custa R$ 86 com 60 cápsulas, que dá para dois meses”, diz, completando: “Não dá para esquecer de tomar porque a dor é muito forte, no corpo todo.”

Alto custo
Jundiaí também faz o repasse de medicamentos de alto custo, do Governo do Estado de São Paulo. São seis mil pessoas cadastradas na cidade de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura e 1,5 mil medicamentos entregues por semana.

R$ 7 mi
foi o gasto da secretaria de Saúde em 2010 com medicamentos para serem distribuídos à população.

http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/12273/Comprimidos+fazem+parte+do+cotidiano+

 

 

Economia e Negócios

Estadão.com.br – 02/02/2012

Governo mexicano anuncia patente da primeira vacina contra heroína

Imunização será adotada para combater e prevenir a dependência da droga no país, principalmente entre crianças e jovens

02 de fevereiro de 2012 | 19h 25

O governo mexicano anunciou nesta última quarta, 1, a patente da primeira vacina contra heroína, que será utilizada para combater e prevenir a dependência da droga no México, principalmente entre crianças e jovens.

O México conseguiu patentear a primeira vacina contra o uso de heroína e estamos trabalhando para realizar mais ações", disse o secretário de Saúde do país, Salomón Chertorivski, durante a apresentação da Rede de Transferência de Tecnologia para a Atenção das Dependências.

Segundo Chertorivski, a medida faz parte das iniciativas do governo em fornecer tratamento ao invés de colocar na prisão as pessoas que cometem um crime grave sob a influência de drogas.

Ele também alertou que a dependência é um insulto para a saúde e a liberdade.

A Rede de Transferência de Tecnologia para a Atenção das Dependências, inaugurada pela subsecretária americana de Estado para Assuntos Políticos, Wendy Sherman, é uma plataforma tecnológica que tem como objetivo ajudar na luta contra a dependência das drogas, tendo recebido 18 milhões de dólares do governo dos EUA.

Já foram montadas cerca de 8.500 equipes, distribuídas em 400 centros de saúde.

Como os registros eletrônicos estarão na rede, será possível, entre outras coisas, monitorar informações estratégicas sobre o consumo das drogas, além de descobrir qual é a população de risco, a idade de início e a substância de maior impacto.

O México tem aumentado significativamente o seu orçamento para prevenção da toxicodependência, que passou de 135 milhões de pesos (10,9 milhões de dólares) em 2006 para 400 milhões de pesos (31 milhões de dólares) em 2011.

Segundo o secretário de Saúde Chertorivski, o projeto é um exemplo da sólida cooperação entre o México e os Estados Unidos.

O país tem recebido cerca de 750 milhões de dólares como parte da Iniciativa Mérida, um plano de segurança lançado em 2008 pelos EUA, para ajudar o México e a América Central no combate ao narcotráfico e o crime organizado.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,governo-mexicano-anuncia-patente-da-primeira-vacina-contra-heroina-,830602,0.htm

 

 

 

The New York Times – 02/02/2012

Army Studies Workout Supplements After Deaths

By PETER LATTMAN and NATASHA SINGER

The United States Army is investigating whether certain dietary supplements for athletes, available until recently at stores on military bases in the United States, may have played a role in the deaths of two soldiers.

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William P. O'Donnell/The New York Times

Dietary supplements like Jack3d and OxyElite Pro were removed from  military bases.

Both soldiers died last year after having heart attacks during fitness exercises, according to a spokesman for the Army’s assistant secretary of defense for health affairs.

With names like Jack3d and OxyElite Pro, these supplements are popular with athletes because they contain an ingredient, known as dimethylamylamine or DMAA, advertised to increase energy, concentration and metabolism. The products are best sellers among fitness buffs at stores like GNC and the Vitamin Shoppe, as well as on Web sites like bodybuilding.com.

As a precaution, the Defense Department has removed all products containing DMAA from stores on military bases, including more than 100 GNC shops, pending the completion of an Army safety review, said Peter J. Graves, an Army spokesman.

Consumers, however, can still buy Jack3d, a “preworkout booster,” and OxyElite Pro, a fat burner, at GNC stores and other retailers in the United States.

In a statement, USPlabs, the Dallas company that markets OxyElite Pro and Jack3d (pronounced “jacked”), said there was no medical evidence to suggest the products are dangerous when used as directed. The company said it stood by the safety of its products and was fully cooperating with the inquiry by the Defense Department.

The company and retailers say that DMAA is a dietary supplement. But some medical experts said it should be classified as a drug, which would require approval from the Food and Drug Administration before it could be marketed.

Greg Miller, a spokesman for GNC, said that a variety of retailers in the United States have sold DMAA and that “there is absolutely no reason to believe there are any safety issues.” The Army investigation comes as the F.D.A. has been increasing its scrutiny of the supplement industry. Tamara Ward, a spokeswoman for the F.D.A., declined to comment on whether the agency was investigating products containing DMAA .

Some sports organizations including the World Anti-Doping Authority, the international body that regulates drug use by Olympic athletes, and several professional sports leagues have listed DMAA as a banned stimulant. In Canada, where the government health agency has classified DMAA as a drug, companies cannot sell products containing it as a dietary supplement.

Mr. Graves, the Army spokesman, said that DMAA had been identified in the toxicology reports of the two soldiers’ deaths. He added that the Army had also received some reports of liver and kidney failure, seizures, loss of consciousness and rapid heartbeat in other military personnel who have used products containing DMAA. Mr. Graves said the Army was evaluating whether there were links between the use of the DMAA products and the reported health problems.

Kerri Toloczko, a USPlabs spokeswoman, said in a statement that “there have been over one billion doses of DMAA-containing products taken without a single corroborated serious” health problem among people who used the products as directed.

DMAA, she wrote in the statement, is a naturally occurring compound found in an Asian geranium and has been used as food for more than a century. It is a mild stimulant with effects similar to caffeine, she said, adding that studies of Jack3d and OxyElite “have proven definitively that products containing DMAA are safe when used as directed.”

But some medical and industry experts said DMAA is a powerful drug, and have raised concerns about its widespread availability.

DMAA is a stimulant similar to amphetamine, said Edward Wyszumiala, the general manager of dietary supplement programs at NSF International, a nonprofit organization that tests supplements for the National Football League and other professional sports groups to rule out performance-enhancing substances. He added that Eli Lilly, the pharmaceutical company, originally developed DMAA in the 1940s as a nasal decongestant formula called Forthane.

Although Eli Lilly later stopped marketing Forthane, medical literature in the 1950s warned doctors that DMAA was more potent in animals than ephedrine, an amphetamine-like stimulant, said Dr. Pieter Cohen, an assistant professor of medicine at Harvard Medical School who has studied tainted dietary supplements.

“Unfortunately, what we have now is pharmacological levels of an amphetamine derivative easily available,” said Dr. Cohen, also an internist at the Cambridge Health Alliance. Dr. Cohen added that he was concerned about the results of a recent study of OxyElite Pro that reported the kinds of responses in users — like cold sweats and increased blood pressure — that might foreshadow serious heart problems.

Ms. Toloczko, the spokeswoman for USPlabs, said DMAA met the legal definition of a dietary supplement, denying that it was a drug.

Even so, several prominent professional sports and supplement industry experts said that companies marketing DMAA as a dietary supplement are exploiting lax regulations and potentially putting consumers at risk.

Under United States law, dietary supplements are defined as products containing only supplemental dietary ingredients, like vitamins or minerals, and do not need F.D.A. approval before they are sold.

“How is this possibly being legally sold under the current rules for dietary supplements?” said Travis Tygart, the chief executive of the United States Anti-Doping Agency and an advocate for tighter regulation of supplements.

Last summer, a 22-year-old soldier collapsed at an Army base in the Southwest during a training run with his unit. Last fall, a 32-year-old soldier at the same base also collapsed after taking a physical fitness test. DMAA was identified in both soldiers’ toxicology reports, the Army spokesman said, but he declined to identify them.

Mr. Tygart said the issues raised by DMAA reminded him of the case of ephedra, another stimulant. The F.D.A. banned ephedra as a dietary supplement in 2004 after the deaths of several prominent athletes, including Steven S. Bechler, a pitcher for the Baltimore Orioles, who had used the substance.

USPlabs is run by Jacobo E. Geissler, who, according to the company’s Web site, studied nutrition at Texas A&M. In 2003 , before he started USPlabs, Mr. Geissler was criminally charged in Texas with buying illegal steroids, according to court records . He pleaded no contest and served a term of community service.

Many fitness enthusiasts remain devoted to Jack3d, which, according to a widely disseminated online product description, “gives you the mad aggressive desire and ability to lift more weight, pump out more reps and have crazy lasting energy.”

Some of its users raved about the product last week on Twitter. “Jack3d got me feeling beastly! Gym time!! #beastmode,” Luis Vasquez wrote.

Last summer, the United States Anti-Doping Agency issued a warning notice about DMAA to athletes, but Mr. Tygart said he worried about ordinary consumers.

“As long as it is not being removed from stores, we’ve got to ensure, as we have with our athletes, that consumers are aware of this issue and are making informed, reasoned decisions,” Mr. Tygart said.

http://www.nytimes.com/2012/02/03/business/army-studies-workout-supplements-after-2-deaths.html?_r=1&nl=todaysheadlines&emc=tha25

 

Brasil Econômico – 30/01/2012

 

 

 

Brasil Econômico – 02/01/2012