Projetos da UNIFAL-MG ganham visibilidade em evento da SBPC

Versão para impressãoEnviar por email
“Macrocélula” e “Realidade Virtual para o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico”

Os projetos “Macrocélula” e “Realidade Virtual para o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico” da UNIFAL-MG ganharam repercussão nacional durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) sediada pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, entre os dias 16 e 22/07, no campus Pampulha, em Belo Horizonte.

Mais de 15 mil pessoas, entre estudantes e professores do Ensino Fundamental e Médio, e, também, familiares dos estudantes, visitaram os estandes montados para a ExpoT&C e SBPC Jovem, lotando ainda auditórios, para participar de debates, palestras, oficinas, conferências e divulgação científica.

Desvendando as estruturas da Biologia Celular

Conforme narra a professora Andréa Amarante Paffaro, coordenadora do projeto Macrocélula da Universidade, a participação da UNIFAL-MG se deu por meio de convite realizado pela professora Patrícia Gama, docente da Universidade de São Paulo - USP e presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Celular( SBBC).  Ao conhecer o projeto a Profa. Marimelia Porcionatto, docente da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e vice-presidente da SBBC, propôs dividir o espaço cedido à UNIFESP no evento da SBPC 2017, para dar visibilidade também à célula gigante da UNIFAL-MG.

Acompanhada por quatro alunos vinculados ao projeto, bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID do curso de Ciências Biológicas Licenciatura, uma aluna da Enfermagem, um aluno do Ensino Médio de Alfenas e um aluno da UNIFESP, vinculado ao grupo; a professora Andréa levou a Macrocélula para o evento, onde foi reproduzido em estande, o ambiente com espumas, isopor, tecidos e tintas fluorescentes, para representar a célula em 3D ampliada em 100 mil vezes com todas as suas estruturas. “O material foi transportado com o apoio da Viação Gardenia e no local, montamos a sala escura, onde os visitantes puderam visualizar as estruturas fluorescentes como o núcleo celular com sua cromatina, as mitocôndrias, os lisossomos e todas as demais organelas de uma célula animal”, conta.

De acordo com a coordenadora, diferentemente do que ocorre nos eventos "Uma Noite no Museu" e o "O Museu e a Feira” em Alfenas, o tempo das visitas guiadas foi reduzido para que mais pessoas pudessem conhecer a estrutura celular. “A cada 15 minutos, vinte pessoas entravam para a visita guiada”, acrescenta, informando que a equipe trabalhou no esquema de rodízio para conseguir receber todo o público no período entre 8h e 17h30. “Foi uma experiência fantástica”, ressaltou.

Após a visibilidade propiciada pelo evento, a equipe foi convidada a participar da 20ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular – SBBC, que acontecerá no ano de 2018, oportunidade em que montará um estande para visitação e apresentará material didático sobre biologia celular, histologia e embriologia desenvolvido na UNIFAL-MG. Vale destacar que a experiência adquirida com as dinâmicas realizadas com os alunos da escola pública no âmbito do projeto, integrará também a programação do 5ª Simpósio de Integração dos Programas de Pós-Graduação em Biologia Celular (V-SIBC), promovido pelas Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Uberlândia (UFU), de Viçosa (UFV) e de São João Del-Rei (UFSJ), na UFMG, entre os dias 18 e 22/09. Segundo Profa. Andréa, além da palestra, o evento constituirá um grupo para elaborar um curso de Formação de Professores, do qual será membro.

Ao comentar a repercussão do projeto, a professora destacou as parcerias que permitiram a participação da UNIFAL-MG na Reunião Anual da SBPC. “A experiência de montar a Macrocélula em um evento como a SBPC foi muito gratificante. Foi uma possibilidade única de troca de conhecimentos com pesquisadores e professores que se preocupam com metodologias de ensino e aprendizagem na área de ciências”, ressaltou Profa. Andréa. 

Conforme a pesquisadora, o apoio e o reconhecimento da SBBC foram essenciais para todo o grupo. “Não esperávamos tanta repercussão e ficamos muito realizados com o reconhecimento do nosso trabalho e com a possibilidade do desenvolvimento de projetos futuros em conjunto com outras universidades como a UFMG, a USP e a UFRJ. Assim como a troca de ideias e experiências com docentes coordenadores de museus de ciências em todo o Brasil”, relatou, dizendo acreditar ainda que a montagem deste espaço na SBPC pode abrir um precedente importante para a participação da UNIFAL-MG em outros eventos semelhantes. “O trabalho foi grande, mas o saldo muito positivo. Não esqueço a emoção de todo o grupo ao constatar que a imagem divulgada na mídia pela SBPC referente ao sábado com a família na UFMG era da Macrocélula. Eu só tenho a agradecer a toda equipe pelo sucesso, fiquei muito orgulhosa com o desempenho e a dedicação dos alunos”, concluiu.

Inovação para tratamento preventivo ou terapêutico das disfunções do assoalho pélvico

O Laboratório de UroFisioterapia – LAUFI, coordenado pela professora Simone Botelho, também foi representado durante a Reunião Anual da SBPC,  com exposição de um dos projetos desenvolvidos, intitulado “Realidade Virtual para o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico”, conduzido pelas mestrandas Natália Martinho e Valeria Regina Silva, e pela doutoranda  Anita Nagib.

Durante o evento, os visitantes tiveram a oportunidade de experimentar a realidade virtual (gameterapia) como proposta de tratamento preventivo ou terapêutico das disfunções do assoalho pélvico, como por exemplo, o tratamento da incontinência urinária. 

A apresentação do projeto contou com a participação de integrantes do LAUFI: Silvia Monteiro (PUC-BH) e duas alunas da PUC MINAS, Laryssa Gallo e Nathália Brito, Adriana Piccini, mestranda Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da UNIFAL-MG; Júlia Gentil,  do projeto de extensão universitária Atenção à Saúde da Mulher da UNIFAL-MG, e Isabela Garcia, bolsista de Iniciação Científica da Universidade. O objetivo da proposta é conscientizar a população sobre o que são os músculos do assoalho pélvico, onde se localizam, quais suas funções e sua importância; e também, demonstrar formas inovadoras de treinamento desses músculos facilitando o acesso e a interação das pessoas.

“A primeira impressão dos visitantes quando viam as pessoas jogando sentadas na plataforma usada para a fisioterapia era que aquilo fosse apenas um jogo interativo para crianças e adolescentes, mas quando explicávamos que o jogo tinha função terapêutica tanto de prevenção quanto de reabilitação, independente da idade, todos se interessavam pelo assunto, faziam perguntas e queriam experimentar”, relatou a experiência no evento, a aluna Adriana Piccini.

Os resultados das pesquisas podem ser acessados no laboratório de UroFisioterapia da UNIFAL-MG.

A repercussão dos projetos da UNIFAL-MG no evento gerou destaques na mídia, como na reportagem de Alicianne Gonçalves, da Rádio UFMG Educativa, para qual a professora Andréa concedeu entrevista, a fim de explicar a proposta de ensino-aprendizagem de Biologia Celular por meio da estrutura celular gigante. O projeto "Realidade Virtual para o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico" foi destaque na reportagem de Paulo Henrique Lobato, divulgada no jornal Estado de Minas, na edição do dia 22/07.

Confira:

Reportagem da Rádio UFMG Educativa sobre o projeto Macrocélula:

Reportagem do jornal Estado de Minas sobre o projeto Realidade Virtual para o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico

Galeria de imagens

Fotos: arquivo pessoal da coordenação dos projetos