Comunicado! Esclarecimentos sobre os critérios de isenção na Olimpíada GeoBrasil 2021

Antes de falarmos sobre os critérios e justificativa das isenção para escolas públicas municipais e estaduais, gostaríamos de fazer algumas considerações sobre a GeoBrasil 2021.

A realização da Olimpíada Brasileira de GeoBrasil 2021 resulta do esforço conjunto de professores de diversas instituições de ensino superior e estudantes de graduação, sendo que, todos atuam de forma voluntária, acrescentando às suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, àquelas relacionadas à administração, produção de provas, atendimento ao público e divulgação, relacionados a olimpíada.

Mesmo assim, existem despesas diversas,  principalmente para o desenvolvimento, implementação e aperfeiçoamento do sistema de inscrição e realização das provas, bem como o desenvolvimento do sistema de banco de questões e gerenciamento de banco de dados, que possam atender as milhares de equipes de todo o país. Além disso, a de se acrescentar as elevadas despesas com a participação da equipe brasileira na iGeo, que em participações anteriores tiveram custos próximos a 10 mil dólares.

Na edição deste ano temos tido o apoio da UNIFAL-MG hospedando o evento e dando todo suporte tecnológico de integração do sistema ao portal da universidade, segurança e privacidade dos dados, porém não obtivemos apoio financeiro, quer seja do governo federal ou de patrocínios, resultando na necessidade da cobrança de inscrições. Caso contrário não seria possível a realização desse ano.

Analisando a situação econômica do país e a realidade dos diversos tipos de escolas que participam da GeoBrasil em tempos de Pandemia de COVID 19, a comissão organizadora tem debatido diversas formas de viabilizar o máximo de participação possível. Com isso, decidiu-se em reduzir os valores de inscrição para as escolas públicas de ensino técnico, federal, militar (federal e estadual) e escolas particulares na primeira fase de inscrições, e isentar as escolas públicas municipais e estaduais de ensino regular, pois entre os diversos tipos de instituições de ensino, essas são as que mais tem sido impactadas com a realidade do ensino remoto ou até mesmo com a suspensão do calendário escolar. Temos acompanhado o esforço hercúleo de alunos e professores, em especial aos das escolas públicas municipais e estaduais, para se adaptarem ao contexto do ensino remoto, sem as devidas condições, apoio pedagógico e/ou treinamento para utilizarem as tecnologias digitais.

Temos recebido solicitações para ampliar a isenção para os institutos federais (IFE’s) considerando que o perfil de muitos alunos é semelhante aos de escolas municipais e estaduais, porém, os institutos federais e universidades federais possuem verbas específicas para a assistência estudantil, relacionadas ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) para alunos de baixa renda. Temos ainda o registro de IFE’s que no período da Pandemia tem aumentado o aporte da assistência estudantil, e até criado novos auxílios, como o de acessibilidade e inclusão digital, para contratação de internet para as aulas remotas e o empréstimo de notebooks.

No geral, outro aspecto importante relaciona-se a assistência pedagógica a alunos e professores e a infraestrutura dessas instituições, serem melhor aparelhadas do que a maioria das escolas municipais e estaduais do país. Além disso, mesmo considerando os cortes orçamentários das instituições federais, tivemos em edições anteriores o relato de diversos professores-coordenadores de equipes dos IFE’s, em que as taxas foram pagas pelas instituições, pois sabemos que a Assistência Estudantil é para auxiliar o aluno nas suas despesas básicas.

Assim, incentivamos tanto aos IFE’s, como os demais tipos de escolas públicas e particulares, que envolvam as coordenações pedagógicas e a direção das unidades escolas solicitando auxílios nesse sentido, haja vista que o envolvimento com a olimpíada traz um inegável engajamento de alunos e professores com os conteúdos escolares, bem como mostrar para a sociedade que a escola cumpri o seu papel social e possui uma formação para o exercício da cidadania, sendo esse um dos objetivos da olimpíada, promover discussões onde a ciência geográfica seja discutida na escola de forma aplicada.

Salientamos que, o critério de isenção está relacionado mais com as condições em relação ao desenvolvimento e funcionamento das escolas nesse período de Pandemia de COVID 19, do que pelas condições sociais dos alunos dessas unidades. Nesse sentido, outras unidades de perfil filantrópico ou profissionalizante ou escolas militares estaduais, também não se enquadram no critério de isenção para essa edição da GeoBrasil.

Sabemos que o atual momento que passamos é delicado, e que o ideal seria que as inscrições fossem gratuitas ou a isenção se estendesse para todas as escolas públicas, porém isso inviabilizaria a realização da edição 2021, a participação na iGeo 2022, bem como a realização da olimpíada no ano que vem.

Estamos trabalhando para conseguir apoio e auxílios de forma que possam viabilizar a ampliação do período de isenção e/ou até mesmo dos valores reduzidos, porém a priori, solicitamos às equipes que façam suas inscrições considerando os valores atuais e tenham como base o critério de isenção previsto no regulamento.

A realização da GeoBrasil é resultado não somente do esforço voluntário de um grupo de mais de 30 professores universitários e alunos de graduação, mas também de professores/as, coordenadores/as pedagógicos, coordenadores/as de olimpíadas das escolas, diretores/as e dos alunos/as que participam. Nosso objetivo é o mesmo, fortalecer o ensino de Geografia e Ciências da Terra nas escolas, e contribuir para a formação para a cidadania. 

Agradecemos pela compreensão e por participarem do GeoBrasil 2021!

Comissão Organizadora da Olimpíada GeoBrasil 2021.

 

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