Universidade Federal de Alfenas      

Seminários do PET-Biologia

 

 

  SEMINÁRIOS DO

PET-BIOLOGIA

 

21 a 24/05/2018

e

18 a 21/06/2018

 

17-19 h

 

Inscrições pelo Caex 

 

Programação

 

     

Título

Local

vagas

Data

Início

Término

Palestrante(s)/
Ministrante(s)

As gigantes do Brasil: aspectos gerais da biologia e conservação de tartarugas-marinhas

R102 – Campus sede

100

21/05/2018

17:00 h

18:00h

Ana Laura da Silva Paiva (UNIFAL-MG)

Baleia Franca Austral: da caça a conservação

R102 – Campus sede

100

22/05/2018

17:00 h

18:00h

Tainá da Silva Dias dos Santos (UNIFAL-MG)

Astrobiologia: hipóteses para possíveis adaptações da vida em diferentes astros e o que os tornaria habitáveis

R102 – Campus sede

100

22/05/2018

18:00 h

19:00 h

Ana Silveira de Souza (UNIFAL-MG)

Serpentes e dragões: psiconeurologia dos mitos

R102 – Campus sede

100

23/05/2018

17:00 h

18:00h

Adolfo Paulo de Mattos Junior (UNIFAL-MG)

Desenvolvimento cognitivo e aplicações clínicas de videogames

R102 – Campus sede

100

23/05/2018

18:00 h

19:00 h

Gabriella Martiniano Pereira (UNIFAL-MG)

Microbiota: como nossos microrganismos controlam nossa saúde

R102 – Campus sede

100

24/05/2018

17:00 h

18:00h

Raíne Piva Amaral (UNIFAL-MG)

Aspectos da fragmentação florestal, seu efeito e as perspectivas de estudos na área relacionada à Fisiologia Vegetal

R102 – Campus sede

100

24/05/2018

18:00 h

19:00 h

Bianca Aparecida Borges e Silva (UNIFAL-MG)

HIV sobre uma nova perspectiva

R102 – Campus sede

100

18/06/2018

17:00 h

18:00h

Yuri Jose Carvalho Correa (UNIFAL-MG)

O grande fenômeno do branqueamento dos corais

R102 – Campus sede

100

18/06/2018

18:00 h

19:00 h

Maria Paula Bandoni Chaves (UNIFAL-MG)

Metagenômica: métodos, aplicações e perspectivas

R102 – Campus sede

100

19/06/2018

17:00 h

18:00h

Mateus Pereira da Silva (UNIFAL-MG)

Alzheimer e envelhecimento

R102 – Campus sede

100

19/06/2018

18:00 h

19:00 h

Danyelle Silva Amaral (UNIFAL-MG)

Desafios da reciclagem frente ao consumo desenfreado: soluções e possibilidades

R102 – Campus sede

100

20/06/2018

17:00 h

18:00h

Aline Beatriz Seriani Chiarotto (UNIFAL-MG)

Seleção sexual de aves e opiliões: uma abordagem comportamental e evolutiva

R102 – Campus sede

100

20/06/2018

18:00 h

19:00 h

Bianca Bigatti (UNIFAL-MG)

Sono e estudos: Os malefícios da privação de sono no desempenho acadêmico

R102 – Campus sede

100

21/06/2018

17:00 h

18:00h

Luiz Otávio Lourenço (UNIFAL-MG)

Estágio no exterior: uma visão geral e experiência pessoal na Universidade de Toyama (Japão)

R102 – Campus sede

100

21/06/2018

18:00 h

19:00 h

Gezianne Lopes de Freitas e Karolyne Cordeiro de Oliveira (UNIFAL-MG)

 SEMINÁRIOS PET-BIOLOGIA

2018

Título: Serpentes e dragões: psiconeurologia dos mitos.

Ministrante: Adolfo Paulo de Mattos Junior

 

O presente seminário visa investigar as respostas neurofisiológicas desencadeadas por elementos ameaçadores presentes durante a evolução dos primatas, e as implicações sobre a cultura e a formação dos mitos nas sociedades humanas. O seminário foca no aspecto psicoevolutivo e de respostas neuroendócrinas a padrões observados não só em humanos mas também em primatas em resposta a padrões ameaçadores, passando pela comunicação de perigo, anatomia cerebral e IRM, à exemplificações destes instintos nas construções de mito do mundo. A literatura base deste seminário é baseada no livro “An instinct for dragons” do professor de Antropologia da Universidade Central Florida, David E. Jones.

 

Referências bibliográficas

DAVID E, J. An instinct for dragons, NY: New york,Routledge, 200 p, 2016.

ADOLPHS, R. The Biology of Fear, Current Biology, v. 23, n. 2, 2013.

RACHMAN, S. The conditioning theory of fearacquisition: a critical examination, Behav. Res. & Therapy, vol. 15, p. 375-387, 1977.

WILLIAMS, L. E. et al. Fear of the Unknown: Uncertain Anticipation Reveals Amygdala Alterations in Childhood Anxiety Disorders, Neuropsychopharmacology, v. 40, p. 1428-1435, 2015.

BURRA, N. et al. Amygdala Activation for Eye Contact Despite Complete Cortical Blindness, The Journal of Neuroscience, v. 33, n. 25, p. 10483-10489, 2013.

CHOI, J., KIM, J. J. Amygdala regulates risk of predation in rats foraging in a dynamic fear environment, PNAS, v. 107, n. 50, p. 21773-21777, 2010.

DIANO, M. et al. Amygdala Response to Emotional Stimuli without Awareness: Facts and Interpretations, Frontiers in Psychology, v. 7, 2017.

HOEHL, S. et al. Itsy Bitsy Spider...: Infants React with Increased Arousal to Spiders and Snakes, Frontiers in Psychology, v. 8, 2017.

 

 

Título: Desafios da reciclagem frente ao consumo desenfreado: soluções e possibilidades

Ministrante: Aline Beatriz Seriani Chiarotto

 

O ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando, após serem usados pelos consumidores, são descartados. Há muito se fala em reciclagem e reaproveitamento dos materiais utilizados, mas pouco é feito a respeito, vendo que esse tipo de resíduo necessita de grande atenção socioambiental e gestores que se responsabilizem pelo seu correto descarte e/ou reutilização, levando em consideração o consumo desenfreado de setores como eletroeletrônicos, vestuários e seus departamentos, sem que haja conscientização em relação ao seu descarte.

Tópicos a serem abordados:

  • Produção de resíduos a partir de produtos comercializados, o impacto ambiental e social que esse tipo de lixo pode gerar;
  • Fatores que podem alterar a produção de resíduos orgânicos e inorgânicos;
  • Gestão de resíduos sólidos, compostagem, coleta seletiva;
  • Otimização dos processos de reciclagem;
  • Educação ambiental e ações sustentáveis;

 

Referências bibliográficas

Santos, Amélia SF, José Augusto M. Agnelli, Sati Manrich. Tendências e desafios da reciclagem de embalagens plásticas. Polímeros: Ciência e Tecnologia, v. 14, n .5, p. 307-312, 2004.

Galbiati, Adriana Farina. O gerenciamento integrado de resíduos sólidos e a reciclagem. São Paulo, 2012.

Giovannini, Fabrizio, and Isak Kruglianskas. Fatores críticos de sucesso para a criação de um processo inovador sustentável de reciclagem: um estudo de caso. RAC-Revista de Administração Contemporânea, v.12, n. 4, 2008.

Valente, B. S., et al. Fatores que afetam o desenvolvimento da compostagem de resíduos orgânicos. Archivos de Zootecnia, v. 58, n .1, p. 59-85, 2009.

 

Título: As gigantes do Brasil: aspectos gerais da biologia e conservação de tartarugas-marinhas

 

Ministrante: Ana Laura da Silva Paiva

 

Ao longo dos anos, a população de tartarugas-marinhas foi decrescendo devido à interferência humana, como seu consumo, caça, pesca incidental e, principalmente, a poluição marinha. Hoje, essas tartarugas, que são tão importantes para o ecossistema marinho, estão sendo criticamente ameaçadas de extinção, podendo causar todo um desequilíbrio ecológico.  Este seminário abordará a biologia das cinco espécies de tartarugas-marinhas existentes no Brasil e sua importância na conservação das mesmas, garantindo sobrevivência a muitos seres vivos e conscientização da população humana.

Referências bibliográficas

Lutz, P. L.; Musick, J. A.; Wyneken, J. (Ed.). The biology of sea turtles. CRC press, 2002.

Marcovaldi, M.Â. & Marcovaldi, G.G. dei. 1999. Marine turtles of Brazil: the history and structure of Projeto TAMAR-IBAMA. Biological Conservation, Washington, USA n.91, pp.35-41.

 

National research council. 1990. Decline of the sea turtles: causes and prevention. National Academy Press, Washington, D.C., USA. 259 p.

 

Wyneken, J., Godfrey, M. H. & Bels, V. 2008. Biology of Turtles: 1-389; color photographs 24; CRC Press, Boca Raton, Florida.

 

Título: Astrobiologia: hipóteses para possíveis adaptações da vida em diferentes astros e o que os tornaria habitáveis

Ministrante: Ana Silveira de Souza

 

A astrobiologia é uma área de pesquisa que surgiu na atualidade graças ao desenvolvimento das ciências como a astronomia, física, química, biologia, geologia, sendo uma área que envolve conhecimentos multidisciplinares. Ela busca entender a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida, tanto na Terra como também além dela. Para tal ela explora a diversidade de mundos e o que poderia torna-los habitáveis. Para supor as possíveis formas de vida que poderiam ser encontradas fora da Terra, a Astrobiologia exige um conhecimento prévio da origem e evolução da vida em nosso próprio planeta, sendo ele a base científica conhecida para criar suposições a cerca da vida extraterrestre. Como a vida na Terra se iniciou com seres unicelulares e eles até hoje são as formas de vida que habitam as mais diferentes condições ambientais terrestres, os micro-organismos são o principal alvo da Astrobiologia, assumindo que eles seriam as formas de vida mais prováveis de existir em outros astros.

Há também o questionamento de que as buscas por vida extraterrestres não deveriam ser limitadas a busca de metabolismos do “tipo terrestre” – que eliminem Co2 e consomem H2o, e se baseiam em carbono- já que a biologia terrestre é adaptada a um planeta de condições relativamente constantes e baixas de temperatura, pressão, campo gravitacional e radiação ionizante, pressões ambientais que são comparativamente confortáveis e não exigiriam grandes adaptações. As correntes atuais tentam buscas hipóteses de metabolismos que poderiam seguir uma regra diferente da conhecida com base na vida na Terra, mas é preciso que essas hipóteses tenham validade científica- é necessário que não se faça confundir a ciência com a ficção científica.

Até pouco tempo atrás a vida era concebida como um evento raro e um processo muito delicado, restrita a condições específicas e especiais. A descoberta dos extremófilos modificou esse pensamento, já que eles são organismos unicelulares (bactérias e arqueobatérias) capazes de viver e reproduzir em ambientes muito extremos para permitir a vida como;

- Temperaturas extremas: bactérias capazes de viver em temperaturas de até 113°C e a -15°C

-Elevadas pressões: centenas de atmosferas de pressão

-pHs extremos: ambientes extremamente ácidos ou alcalinos

-Alta salinidade

-Quimicamente letais: com metano ou gás sulfídrico

-Elevadas radiações: bactérias resistentes a doses de radiações letais

-*Alguns organismos ainda encontrados sobrevivem independentes de luz  oxigênio: organismos litoquimioautotróficos, que vivem no interior de rochas a quilômetros de profundidade

*Essa descoberta de que a vida na Terra é ainda mais vasta em nichos e tenaz do que se imaginava, é um impulso para que se investigue a existência de vida em contextos biológicos diferentes do que se encontram na Terra.

Alguns dos principais corpos celestes com características potenciais para tornar a existência de vida extraterrestre viável são: Marte, Titã (Satélite Natural de Saturno), Encélado (Satélite Natural de Saturno), Tritão (Satélite Natural de Netuno). O seminário aprofundará nas características que torna cada um desses corpos celestes bons candidatos para abrigar vida e como seriam as adaptações da vida para as perturbações que diferem das terrestres nesses astros.

Tópicos:

  1. O que é a Astrobiologia?
  2. Diferenças entre alienígenas disseminados pela mídia e o que verdadeiramente poderia ser um extraterrestre
  3. Corpos celestes conhecidos capazes de abrigar a vida e critérios que determinam a possibilidade de vida.
  4. Características evolutivas da vida hipotética em planetas e satélites naturais capazes de abrigar vida.
  5. Evidências de vida em outros astros: mito e realidade
  6. Aplicações da Astrobiologia
  7. Perspectivas da Astrobiologia no Brasil

 

Referências bibliográficas

 

Astrobiologia [livro eletrônico]: uma ciência emergente / Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia. -- São Paulo: Tikinet Edição : IAG/USP,2016. 10 Mb ; ePUB e PDF

Vários autores.

 

A vida no Cosmos. Scientific American Brasil, v. 4.

 

RAMPELOTTO, Pabulo Henrique. A química da vida como nós não conhecemos. Química Nova, v. 35, n. 8, 1619-1627, 2012.

-DE SOUZA, A. B. Estudo da Produção de Moléculas de Interesse Astrobiológico em Experimentos Simulando a lua Encélado na Presença de Fótons UV, Raios-X, Elétrons e Íons Rápidos."

Quillfeldt, Jorge Alberto. "Astrobiologia: água e vida no sistema solar e além." Caderno Brasileiro de Ensino de Física27 (2010): 685-697.

Paulino-Lima, Ivan Gláucio, and Claudia de Alencar Santos Lage. "Astrobiologia: definiçao, aplicaçoes, perspectivas e panorama brasileiro." Boletim da Sociedade Astronômica Brasileira 29.1 (2010): 14-21.

Des Marais, D. J., and M. R. Walter. "ASTROBIOLOGY: Exploring the Origins, Evolution, and Distribution of Life in the Universe." Annu. Rev. Ecol. Syst 30 (1999): 397-420.

McKay, David S., et al. "Search for past life on Mars: possible relic biogenic activity in Martian meteorite ALH84001." Science273.5277 (1996): 924-930.

Paulino-Lima, Ivan Gláucio. "A institucionalização da Astrobiologia no Brasil e no mundo." Revista da flora medicinal 1.42 (2013): 57-69.

Neto, Augusto Damineli. "Procura de vida fora da terra." Caderno Brasileiro de Ensino de Física 27 (2010): 641-646.

Onde estão todos os outros?. Eduardo Dorneles Barcelos e Jorge Alberto Quillfeldt. Reportagem da Scientifc American Brasil. Disponível em <http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/onde_estao_todos_os_outros_.html> , Acesso em: 25 de Março de 2018.

Lago e praias em Titã, lua de Saturno. Adam Hadhazy. Reportagem da Scientifc American Brasil. Disponível em < http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/lago_e_praias_em_tita_lua_de_saturno.html> , Acesso em: 25 de Março de 2018

Lua de Saturno pode abrigar vida como não a conhecemos.  Bruno vaiano. Reportagem da Revista Galileu, 2016. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/09/lua-de-saturno-pode-abrigar-vida-como-nao-conhecemos.html>, Acesso em: 25 de Março de 2018.

 

 

Título: Aspectos da fragmentação florestal, seu efeito e as perspectivas de estudos na área relacionado a fisiologia vegetal.

Ministrante: Bianca Aparecida Borges e Silva

 

Tópicos:

  • O que é fragmentação, principais causas e perspectivas futuras.
  • A fragmentação no Brasil e no mundo.
  • Efeitos da fragmentação: efeito de borda, efeito de área, efeito da distância e efeito do habitat matriz.
  • O que é ecofisiologia vegetal?
  • Como a fragmentação pode afetar a ecofisiologia das plantas.
  • Perspectivas de trabalhos na área.

 

Referências bibliográficas

 

ALMEIDA, S. M. Z. et al. Alterações morfológicas e alocação de biomassa em plantas jovens de espécies florestais sob diferentes condições de sombreamento. Ciência Rural, Santa Maria, v. 35, n. 1, p. 62-68, 2005.

 

ALVARENGA, A. A. et al. Effects of differents light levels on the initial growth and photosinthesis of Croton urucurana Baill.In southeastern Brazil. Revista Árvore,v. 27, n. 1, p. 53-57, 2003. 

 

ATROCH, E. M. A. C. et al. Crescimento, teor de clorofilas, distribuição de biomassa e características anatômicas de plantas jovens de Bauhinia forficata Link submetidas à diferentes condições de sombreamento. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 25, n. 4, p. 853- 862, 2001.

 

GASCON, C.; LAURENCE, W. F. LOVEJOY, T. Fragmentação florestal e biodiversidade na Amazonia Central. In: GARAY I,; DIAS, B. (Org).Conservação da biodiversidade em ecossistemas tropicais. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 29-42. 

 

PACIENCIA, M. L. B. &  PRADO, J. Efeitos de borda sobre a comunidade de pteridófitas na Mata Atlântica da região de Una, sul da Bahia, Brasil.  Revista Brasileira de Botânica, São Paulo, v. 27, n; 4, p. 641-653, out. - dez. 2004.

 

MELO, N. C. de Morfologia de Psychotria vellosiana (Benth) sob influência de borda e matriz em fragmentos florestais. 2012. 78f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Tecnologia Ambietal)- Universidade Federal de Alfenas, Alfenas, 2012.

 

RAMBALDI, D. M.; OLIVEIRA, D. A. S. (Org.). Fragmentação de ecossistemas: causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de políticas públicas. Brasília, 2003.

 

 

Título: Seleção sexual de aves e opiliões: uma abordagem comportamental e evolutiva

Ministrante: Bianca Bigatti

 

- Conceitos Básicos da Evolução Biológica

- O Contexto Ecológico da Mudança Evolutiva

- Biogeografia

- Adaptação

- Conceitos de fisiologia comparada

- Relação da variação do Ambiente com fisiologia

 

Referências bibliográficas:

 

SENE, Fábio de Melo. Cada Caso, Um Caso... Puro Acaso: Os processos de evolução biológica dos seres vivos. 1. ed. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de Genética, 2009. 252 p. v. 1.

FUTUYMA, Douglas J. Biologia Evolutiva. 2 ed. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de Genética, 1993. 646 p. v.1.

SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal – Adaptação e Meio Ambiente. 5. Ed. Reimpressão. São Paulo: Santos, 2002. 611p.

 

Título: Alzheimer e envelhecimento

Ministrante: Danyelle Silva Amaral

 

O Alzheimer é uma síndrome devida à doença cerebral, habitualmente de natureza crônica e progressiva, em que há comprometimento de funções corticais, incluindo memória, raciocínio, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem e julgamento.

A doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906, por um psiquiatra alemão chamado Alois Alzheimer, que identificou em uma de suas pacientes, a senhora August D., um quadro de déficit de memória, alterações comportamentais e incapacidade de realizar atividades rotineiras. A essa descrição ele adicionou duas alterações anatômicas que encontrou ao examinar o cérebro da senhora August, após sua morte. O nome da doença foi uma homenagem à importante descoberta feita pelo Dr. Alzheimer.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. Algumas das principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

A proteína beta-amiloide é acumulada nas placas senis, um dos marcos patológicos da doença. Essa proteína é produzida normalmente no cérebro e há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios viáveis. O problema na DA é que sua produção aumenta muito e moléculas acumulam-se como oligômeros, levando à alteração nas sinapses, o primeiro passo para a série de eventos que leva à perda de neurônios e aos sintomas da doença.

Normalmente, a beta-amiloide é eliminada pelo liquor, mas na DA sua acumulação no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios, que é outra alteração patológica conhecida da DA. Com a morte neuronal, a fosfo-tau é eliminada pelo liquor, aumentando sua concentração. Dessa forma, na DA ocorre diminuição da concentração de beta-amiloide e aumento da concentração de fosfo-tau no liquor.

De acordo com o relatório de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo têm demência, número que deverá duplicar em 2030 (66 milhões) e triplicar até 2050 (115 milhões). A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, respondendo por 60% a 70% dos casos, não tem cura e não existem tratamentos aprovados que impeçam a progressão dos sintomas.

A demência é diagnosticada quando há sintomas cognitivos ou comportamentais que interferem com a habilidade no trabalho ou nas atividades básicas da vida diária e que necessariamente representam declínio em relação a níveis prévios de funcionamento e desempenho. Os comprometimentos cognitivos ou comportamentais afetam, no mínimo, dois dos seguintes domínios:

• memória, caracterizado por comprometimento da capacidade para adquirir ou evocar informações recentes, com sintomas que incluem: repetição das mesmas perguntas ou assuntos, esquecimento de eventos, compromissos ou do lugar onde guardou seus pertences;

• funções executivas, caracterizado por comprometimento do raciocínio, da realização de tarefas complexas e do julgamento, com sintomas tais como: compreensão pobre de situações de risco, redução da capacidade para cuidar das finanças, de tomar decisões e de planejar atividades complexas ou sequenciais;

• habilidades visuais-espaciais, com sintomas que incluem: incapacidade de reconhecer faces ou objetos comuns, encontrar objetos no campo visual, dificuldade para manusear utensílios, para vestir-se, não explicáveis por deficiência visual ou motora;

• linguagem (expressão, compreensão, leitura e escrita), com sintomas que incluem: dificuldade para encontrar e/ou compreender palavras, erros ao falar e escrever, com trocas de palavras ou fonemas, não explicáveis por déficit sensorial ou motor;

 • personalidade ou comportamento, com sintomas que incluem alterações do humor (labilidade, flutuações atípicas), agitação, apatia, desinteresse, isolamento social, perda de empatia, desinibição, comportamentos obsessivos, compulsivos ou socialmente inaceitáveis.

Habitualmente, a doença de Alzheimer é de evolução lenta e pode afetar o indivíduo de diferentes maneiras. O padrão mais comum de sintomas começa de forma insidiosa, com a piora gradual da memória, acompanhada de dificuldades na apreensão de novas informações e perda da habilidade de realizar tarefas da vida diária. À medida que a doença evolui, a deterioração é progressiva e as pessoas experimentam dificuldades no gerenciamento da sua vida, o que as torna dependentes de ajuda para a realização de simples tarefas do dia a dia. Na fase avançada, além do comprometimento da memória remota, ocorre a necessidade de supervisão para atividades básicas como tomar banho, se vestir, ir ao banheiro, comer e outros afazeres da vida diária, além de alterações comportamentais como irritabilidade, agressividade e alucinações. Na fase final da doença a pessoa perde a capacidade de se comunicar, deixa de reconhecer seus familiares e amigos, fica restrita ao leito e dependente de cuidados permanentes em horário integral.

Diversos e complexos são os fatores que, combinados, podem aumentar ou diminuir o risco de uma pessoa desenvolver DA. Dentre os fenômenos reconhecidos se encontram idade avançada, histórico familiar da demência e aspectos genéticos. Outros fenômenos ainda estão sendo estudados, como, por exemplo, ser do sexo feminino, ter baixa escolaridade, histórico de depressão e ser portador de doenças vasculares.

O avanço na idade como dado isolado não é sinônimo de adoecimento nem de chegada da morte. Doença e morte são condições próprias dos seres humanos, em qualquer idade. Entretanto, existem evidências de que o envelhecimento humano torna o organismo mais suscetível a doenças. Concretamente, dados epidemiológicos expressivos demonstram a vulnerabilidade das pessoas que, cada vez mais velhas, estão expostas à doença de Alzheimer.

 Estima-se que, de cada 100 mil pessoas entre os 40 e 60 anos de idade, de duas a três são portadoras de DA. Quando são considerados os indivíduos acima de 60 anos, o número aumenta para 130 portadores a cada 100 mil pessoas. Uma análise de estudos da prevalência de demência em todos os continentes verificou tendência geral de concentração de casos acima dos 65 anos de idade e observou no aumento da idade uma importante influência sobre os resultados da prevalência.

Referências bibliográficas

 

FALCO, de Anna et al. DOENÇA DE ALZHEIMER: HIPÓTESES ETIOLÓGICAS E PERSPECTIVAS DE TRATAMENTO. Quím. Nova. Rio de Janeiro, Vol. 39, No. 1, 63-80, 2016.

LIMA, Juliana Silveira. Envelhecimento, demência e doença de Alzheimer: o que a psicologia tem a ver com isso? Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, EDUFSC, n. 40, p. 469-489, Out 2006.

BURLA, Cláudia et al. Envelhecimento e doença de Alzheimer: reflexões sobre autonomia e o desafio do cuidado. Rev. Bioét., Rio de Janeiro, 2014; 22 (1): 85-93

 

GONÇALVES, Fernandes da Silva, et al. REVISÃO EM UMA Doença ALZHEIMER: DIAGNÓSTICO. Evolução E CARE. Psicologia, Saúde e Doenças 2017, 18(1), 131-140.

REITZ, C.; MAYEUX, R. Alzheimer disease: Epidemiology, diagnostic criteria, risk factors and biomarkers. Rev. Biochemical Pharmacology 88 (2014) 640–651.

 

KENSINGER, Elizabeth A. Remembering emotional information:effects of aging and alzheimer’s disease. Department of Psychology, Harvard University, The Athinoula A. Martinos Center for Biomedical Imaging. 2006.

 

Associação Brasileira de Alzheimer. Atualizações Científicas. Disponível em: <http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/atualizacoes-cientificas>. Acesso em: 02 de Março de 2018.

 

Título: Desenvolvimento cognitivo e aplicações clínicas de videogames.

Ministrante: Gabriella Martiniano Pereira

 

Objetivos:

 mostrar a influência (principalmente positiva) do videogame sobre as funções cognitivas de indivíduos, tais como atenção, percepção e funções executivas;

apresentar técnicas que usam o videogame em: reabilitação de paciente, treinamento de funções cerebrais em idosos, e até mesmo TDAH.

Referencias bibliográficas:

Boot, W. R., Blakely, D. P., & Simons, D. J. (2011). Do action video games improve perception and cognition? Frontiers in Psychology, 2, 226. Acesso em: 26 de Março de 2018. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3171788/

MENDES, F. A. S. et al. Pacientes com a Doença de Parkinson são capazes de melhorar seu desempenho em tarefas virtuais do Xbox Kinect: “uma série de casos”. Motricidade, vol. 11, n. 3, p. 68-80, 2015. Acesso em: 19 de Março de 2018. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/pdf/mot/v11n3/v11n3a08.pdf

Nouchi, R., Taki, Y., Takeuchi, H., Hashizume, H., Akitsuki, Y., Shigemune, Y.,Sekiguchi, A., Kotozaki, Y., Tsukiura, T., Yomogida, Y., &, Kawashima, R. (2012). Brain Training Game Improves Executive Functions and Processing Speed in the Elderly: A Randomized Controlled Trial. Plos One, 7(1), 1-9. Acesso em: 26 de Março de 2018. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3256163/

RIVERO, T. S.; GUERINO, E. H. G.; ALVES, I. S. Videogame: seu impacto na atenção, percepção e funções executivas. Neuropsicologia latino-americana, vol. 4, no. 3, 2012. Acesso em: 19 de Março de 2018. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2075-94792012000300004

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SOARES, M. D. et al. WII reabilitação e fisioterapia neurológica: uma revisão sistemática. Faculdade Estácio do Rio Grande do Norte. Revista Neurociência, p. 81-88,2015. Acesso em: 19 de Março de 2018. Disponível em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2015/2301/original/982original.pdf

Título: Estágio no exterior: uma visão geral e experiência pessoal na Universidade de Toyama.

Ministrantes: Gezianne Lopes de Freitas e Karolyne Cordeiro de Oliveira

 

No término do ano de 2017, as alunas foram convidadas juntamente com o grupo que trabalha na Universidade Federal de Alfenas para auxiliarem o seu orientador, o Professor Dr. Tales Alexandre Aversi Ferreira, a complementar a sua pesquisa sobre Macaco Japonês na Universidade de Toyama, no Japão.

Com esta oportunidade, trabalharam no Centro para Inovação em Ciências Médicas e Farmacêuticas da Universidade de Toyama, realizando escrita de papers e dissecação de membros superiores, vasos e músculos do Macaco Japonês para a realização de um estudo de anatomia comparada além da produção de um artigo de opinião sobre a Febre Amarela, um assunto que está em alta no momento.

Este seminário tem como objetivo mostrar desde a preparação da viagem, o primeiro contato com a Universidade de Toyama até o trabalho realizado, o funcionamento da pesquisa realizada pelas alunas além de tirar dúvidas sobre o estágio, o idioma, a cultura e as demais dificuldades que elas tiveram ao longo dos 35 dias que estiveram no Japão.

 

Principais pontos:

  • Primeiro contato com a Universidade;
  • Preparação da viagem;
  • Universidade de Toyama;
  • Dificuldades com o idioma, cultura etc
  • Linha de Pesquisa – Macaco Japonês (musculatura e vasos) e Febre Amarela;
  • Publicação dos artigos;

 

Referências bibliográficas

Ackermann, R. R. (2003). A Comparative Primate Anatomy. Dissection Manual. Capetown, University of Capetown.

Ankel-Simons F. (2000). Primate anatomy: an introduction. San Diego, Academic Press.

Aversi-Ferreira, R. A., Nishijo, H., & Aversi-Ferreira, T. A. (2015). Reexamination of Statistical Methods for Comparative Anatomy: Examples of Its Application and Comparsons with Other Parametric and Nonparametric Statistics. Biomed Res Int. 2015 ID 902534.

Aversi-Ferreira, R. A. G. M. F., Cordeiro-de-Oliveira, K., Freitas, G. L., et al. (2018). Primates and its relationship with yellow fever. Int J Avian & Wildlife Biol. 3(2):95- 96.

Aversi-Ferreira, T. A. (2009). Comparative anatomical description of forearm and hand arteries of Cebus libidinosus. International Journal of Morphology 27:219-226.

Cheng, E. J., & Scott, S. H. (2000). Morphometry of Macaca mulatta forelimb. I. Shoulder and elbow muscles and segment inertial parameters. Journal of Morphology 245:206-224.

Furuya, Y., Matsumoto, J., Hori, E., Villas Boas, C.,  Tran, A. H., et al. (2014). Place-Related Neuronal Activity in the Monkey Parahippocampal Gyrus and Hippocampal Formation During Virtual Navigation. Hippocampus. 24(1):113-30.

Gray, H. (1918).  Anatomy of the Human Body. Philadelphia: Lea & Febiger.

Hartman, C. G. I., & Strauss, W. L. I. (1933). The anatomy of Rhesus monkey (Macaca mulatta). The Willians & Wilkins Company. 383p.

Manner-Smith T. (1910a). The Limb Arteries of Primates: Part I. Journal of Anatomy and Physiology. 45(PT3): 271-302.11.

 

Título: Sono e estudos: Os malefícios da privação de sono no desempenho acadêmico

Ministrante: Luiz Otávio Lourenço

 

O seminário visa abordar aspectos pertinentes dentro do contexto universitário, em especial, aqueles voltados a privação de sono. A demanda acadêmica pode por vezes se estender e demandar muitas horas na execução de tarefas cotidianas como estudos e mesmo no desenvolvimento de experimentos, que dessa forma leva alunos ao desgaste físico, emocional e que consequentemente reduz ainda mais seu desempenho. A privação de sono, meio para o qual muito recorrem ao não conseguirem lidar com todas as tarefas, apresenta muitos efeitos negativos que vão desde redução da capacidade de memória, dificuldades de discernimento de emoções e principalmente a atenção. O intuito é relatar seus efeitos já descritos na literatura e quais suas implicações na saúde e no desenvolvimento acadêmico.

 

Referências bibliográficas

<!--[if supportFields]> style='mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:"Arial","sans-serif"'> style='mso-element:field-begin;mso-field-lock:yes'>ADDIN Mendeley
Bibliography CSL_BIBLIOGRAPHY <![endif]-->ALFARRA, R. et al. Changes in attention to an emotional task after sleep deprivation: Neurophysiological and behavioral findings. ‎Biol. Psychol, v. 104, p. 1–7, 2015.

ALHOLA, P.; POLO-KANTOLA, P. Sleep deprivation: Impact on cognitive performance. Neuropsychiatr Dis Treat., v. 3, n. 5, p. 553–567, 2007.

FRENDA, S. J.; FENN, K. M. Sleep Less, Think Worse: The Effect of Sleep Deprivation on Working Memory. J Appl Res Mem Cogn., v. 5, n. 4, p. 463–469, 2016.

MARQUES, D. R. et al. Associations between sleep quality and domains of quality of life in a non-clinical sample: results from higher education students. Sleep Health, v. 3, n. 5, p. 348–356, 2017. <!--[if supportFields]><![endif]-->

 

 

Título: O grande fenômeno do branqueamento dos corais.

Ministrante: Maria Paula Bandoni Chaves

 

Tópicos:

O que são recifes de corais?

O que é o efeito de branqueamento?
 - Quais suas causas?
 - Suas consequências

Ocorrências do branqueamento nos recifes do Brasil.

Importância da preservação desse ecossistema.

 

Referências bibliográficas

BROWN, B. E. Coral bleaching: causes and consequences. Coral Reef, v. 16, n. 2, p. 129-138, 1997.

CASTRO, C. B.; PIRES. D. O. Brazilian coral reefs: What we already know and what is still missing. Bulletin of Marine Science, v. 69, n. 2, p. 357-371, 2001.

CLOVIS, B. C.; PIRES, D. O. A bleaching event on a Brazilian coral reef. Revista brasileira de oceanografia. v. 47, n. 1, p. 87-90, 1997.

CONNELL, J. H. Diversity in Tropical Rain Forests and Coral Reefs. Science, v. 199, n. 4335, p. 1302-1310, 1978.

LEÃO, Z. M. A. N., KIKUCHI, R. K. P.; OLIVEIRA, M. D. M. Branqueamento de corais nos recifes da Bahia e sua relação com eventos de anomalias térmicas nas águas superficiais do oceano. Biota Neotrop, v. 8, n. 3, p. 69-82, 2008.

MOBERG, F., FOLKE, C. Ecological goods and services of coral reef ecosystems. Ecological Economics, v. 29, n. 2, p. 215-233, 1999.

 

 

Título: Metagenômica: métodos, aplicações e perspectivas

Ministrante: Mateus Pereira da Silva

 

A análise metagenômica, têm permitido avanços significativos nos estudos de populações microbianas em seu ambiente natural e também na identificação de novos genes de interesse. Este seminário, abordará o cenário atual da utilização desta ciência, apresentando os métodos empregados e algumas pesquisas já publicadas. Além disso, também serão discutidas tendências no desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas.

 

Referências bibliográficas

OULAS A. et al. Metagenomics: Tools and Insights for Analyzing Next-Generation Sequencing Data Derived from Biodiversity Studies. Bioinformatics and Biology Insights. v.9, p.75-88, 2015.

VILLMONES, H. C. et al. Species Level Description of the Human Ileal Bacterial Microbiota. Nature, v.8, n. 4736, 2018.

MARTINS L. F. et al. Metagenomic Analysis of a Tropical Composting Operation at the Sao Paulo Zoo Park Reveals Diversity of Biomass Degradation Functions and Organisms. Plos One, v.8 n.4, 2013

 

Título: Microbiota: como nossos microrganismos controlam nossa saúde

Ministrante: Raíne Piva Amaral

 

1. Conceito.

2. Função.

3. Efeitos no hospedeiro.

     - Até quando possui efeito benéfico?

4. O papel da microbiota no desenvolvimento pós-natal.

5. Aspectos gerais da participação de bactérias comensais e seus componentes no desenvolvimento de doenças inflamatórias, autoimunes e neoplásicas:

     - Doença inflamatória do intestino

     - Doença celíaca

     - Diabetes Mellitus tipo I

     - Doenças neurológicas e psiquiátricas

     - Doenças reumáticas

     - Obesidade, doenças cardiovasculares e aterosclerose

     - Alergia

     - Câncer

     - Doenças respiratórias

6. Considerações finais.

 

Referências bibliográficas

 

BUDDEN, K. F. et al. Emerging pathogenic links between microbiota and the gut-lung axis. Nature Reviews Microbiology. v. 15, n.1, p. 55-63, 2017.

CLAESSON, M. J. et al. Gut microbiota composition correlates with diet and health in the elderly. Nature. v. 488, n. 7410, p. 178-184, 2012.

FRANK, D. N. et al. Disease phenotype and genotype are associated with shifts in intestinal-associated microbiota in inflammatory bowel diseases. Inflammatory Bowel Diseases, v. 17, n. 1, p. 179–184, 2011.

GOLLWITZER, E. S. et al. Lung microbiota promotes tolerance to allergens in neonates via PD-L1. Nature Medicine. v. 20, n. 6, p. 642-7, 2014.

HANSKI, I. et al. Environmental biodiversity, human microbiota, and allergy are interrelated. PNAS. vol.1, n. 21, p. 8334-9, 2012.

LASKALOVÁ-HOGENOVÁ, H. et al. The role of gut microbiota (commensal bacteria) and the mucosal barrier in the pathogenesis of inflammatory and autoimmune diseases and cancer: contribution of germ-free and gnotobiotic animal models of human diseases. Imunologia Celular e Molecular. v. 8, n. 2, p. 110-20, 2011.

PEREZ-CHANONA, E.; TRINCHIERI, G. The role of microbiota in cancer therapy. Current Opinion in Immunology. v. 39, p. 75-81, 2016.

PRAGMAN, A. A. et al. The Lung Microbiome in Moderate and Severe Chronic Obstructive Pulmonary Disease. PLoS One. v.7, n. 10, 2012.

ROY, S.; TRINCHIERI, G. Microbiota: a key orchestrator of cancer therapy. Nature Reviews Cancer. v. 17, n. 5, p. 271-285, 2017.

SJÖGREN, Y. M. et al. Altered early infant gut microbiota in children developing allergy up to 5 years of age. Clinical & Experimental Allergy. v. 39, n. 4, p. 518-26, 2009.

ZHAO, L. The gut microbiota and obesity: from correlation to causality. Nature Reviews Microbiology. v. 11, n. 9, p. 639-47, 2013.

 

 

Título: Baleia Franca Austral: da caça a conservação

Ministrante: Tainá da Silva Dias dos Santos.

 

Objetivos: Detalhar as características morfológicas da Baleia Franca Austral, a alimentação, reprodução, comportamento, migração e porque escolhem o Brasil para se reproduzir. Pontuar sobre a caça da Baleia Fraca, uma vez que a caça desta espécie moveu muitas estações baleeiras até o fechamento da última estação por falta de baleias e os desafios atuais de preservação da espécie.

Referências bibliográficas

CAMPOS, C. C. R. et al. Plano de ação nacional para preservação dos mamíferos aquáticos – Grandes cetáceos e pinípedes. Série Espécies Ameaçadas nº 14. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Brasília. 2011. Acesso em: 24 de Março de 2018. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-plano-de-acao/pan-gdes_cetaceos_sirenios/livro_grandescetaceos_icmbio-web.pdf

GROCH, K.R. Biologia populacional e ecologia comportamental da Baleia Franca Austral, Eubalaena australis (Desmoulins, 1822), CETACEA, MYSTICETI, no litoral Sul do Brasil. 2005. 164f. Tese de pós-graduação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005. Acesso em: 24 de Março de 2018. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/11993

LODI, L.; BOROBIA, M. Baleias, botos e golfinhos do Brasil: Guia de identificação. 1.ed. Rio de Janeiro: Technical Book Editora, 2013.

PALAZZO JR, J. T.; GROCH, K. R.; SILVEIRA, H. A. Projeto Baleia Franca - 25 anos de pesquisa e conservação, 1982-2007. Santa Catarina: Internacional Wildlife Coalition (IWC)/Brazil, 2007.

 

 

Título: HIV sobre uma nova perspectiva.

Ministrante: Yuri Jose Carvalho Correa

 

  1. Explicação de como é o vírus do HIV em sua fisiologia e funcionamento no corpo humano.
  2. Diferenciação entre HIV e Aids.
  3. Explicação sobre a Aids.
  4. Fármacos.
  5. Uma breve explicação histórica sobre o HIV no Brasil.
  6. Desmistificação com uso de gráficos do conceito “grupo de risco” relacionado ao HIV.
  7. Métodos de preventivos (Camisinha, PeP e PrEP)
  8. Teste rápido e Demonstração com fotografias do CTA de Alfenas.

 

Referências bibliográficas

 

ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. H. I. V. Imunologia celular e molecular. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

BRITO. et al. AIDS e infecção pelo HIV no Brasil: uma epidemia multifacetada. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, São Paulo, v. 34, p. 207-217, fev. 2001.

FERREIRA, M. P. Nível de conhecimento e percepção de risco da população brasileira sobre o HIV/Aids, 1998 e 2005. Revista Saúde Pública, São Paulo, p. 65-71, fev. 2008.

JP, M. et al. Resposta de fase aguda, subnutrição e estado nutricional do ferro em adultos com AIDS. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 33, n. 2, p. 175-180, mar. 2010.

AnexoTamanho
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