Intercâmbio no PPGCB

   Dayana Aparecida Queiroz Castilho , nutricionista formada pela UNIFAL-MG, é atualmente mestranda no Programa de Pós Graduação em Ciências Biológicas da UNIFAL-MG e, atualmente, trabalha na linha de pesquisa de Biologia Celular, Molecular e Estrutural de Doenças Agudas e Crônicas. Orientada pela Professora Dra. Lívia Máris Ribeiro Paranaíba, Dayana pesquisa sobre marcadores prognósticos para câncer de boca. Em seu intercâmbio realizado no Chile neste ano a discente teve a oportunidade de trabalhar marcadores prognósticos para lesões pré-malígnas orais (Leucoplasias). A seguir, Dayana nos fala sobre como foi o preparo para esta experiência e o início de sua estadia no Chile.

 

   Como foi o processo para ir ao Chile?     Como foi realizada essa proposta?

   A professora Lívia já possuía um vínculo com o professor Wilfredo Gonzalez Arriagada da Universidad de Valparaíso - Chile, e ano passado uma outra aluna já tinha ido ao Chile realizae intercâmbio científico por lá também, na mesma universidade e com o mesmo professor. Sendo assim, Profa Lívia viu para mim a possibilidade de eu ir também para lá realizar uma parte da minha pós-graduação.

Aproximadamente um semestre anterior à data proposta para ir ao Chile, precisei concluir meus créditos e parte da minha pesquisa aqui na UNIFAL-MG pois lá daria continuidade a ela. Foi feito um cronograma anterior à viagem, meses de planejamento com o auxílio dos orientadores e muito trabalho.

 

Quais os documentos que foram necessários?

   Primeiramente o passaporte, mesmo não sendo obrigatório foi feito por segurança, e uma declaração do Prof.  Wilfredo atestando e concordando com a minha ida para o Chile, caso fosse necessário apresentar o documento em algum lugar.

 

Quais foram suas principais preocupações em relação ao intercâmbio?

Principalmente o custo da viagem e o idioma. Apesar de parecer que tinha muito tempo, na prática o tempo foi corrido para o preparo da viagem, sendo assim, o fator tempo foi primordial e uma preocupação também.

 

Quais as recomendações para quem deseja fazer uma pós?

Primeiramente saber o que será feito, pesquisar o tema em que se deseja trabalhar, gostar da área escolhida e um dos principais conselhos é conhecer muito bem a linha de pesquisa do orientador desejado e como ele trabalha; entrar com contato com pessoas que já foram orientadas por este orientador e entender tudo isso. Muitos alunos entram no mestrado sem o conhecimento aprofundado sobre o que será realizado durante a pós-graduação almejada, é preciso tomar cuidado com isso. Em suma, se identificar com o tema e trabalho que será realizado, gostar e querer dar continuidade a isto, pois envolve muito investimento, tempo e dedicação.  Pessoalmente tive muita sorte com minha orientadora e com o suporte e a relação que temos, que reflete no nosso trabalho.

 

Você é daqui de Alfenas? Sua família é daqui? Eles te apoiaram durante todo o processo?

Eu sou daqui e posso dizer que tive suporte de toda minha família, me incentivaram a alcançar coisas novas, crescimento pessoal e profissional, experiência em outros países. E além de todo este apoio também tive auxílio financeiro da família, que foi algo bem importante para a realização desta viagem e tomada de decisões.

 

Como foram os gastos iniciais da viagem?

Os gastos iniciais para a viagem foram com a documentação (passagens e o passaporte) e principalmente com a alimentação e transporte. Minha hospedagem ficava um pouco distante do laboratório, e tive recomendações para ter cautela quanto à segurança, usando serviços de aplicativos de transporte e coisas assim. Então foi um lado do financeiro que pesou um pouco, depois com o tempo conhecendo melhor as pessoas e língua, então comecei a pegar ônibus e ficou bem mais tranquilo. A alimentação também é cara, mas o maior problema foi que o real é muito desvalorizado; quando você vai pra outro país você percebe o quanto a nossa moeda é desvalorizada e não rende lá fora. Então tentei cozinhar em casa na maioria dos dias para diminuir os custos. Praticamente todas as refeições eu cozinhava onde me hospedei (aliás, a hospedagem não foi cobrada) e levava para onde fosse preciso. Poucas vezes foi feita uma refeição fora, tanto pelo custo, quanto pela diferença nutricional, é muito diferente, a composição da alimentação de lá é muito rica em fritura e carboidratos.

 

A parceria da sua orientadora com a universidade chilena, como isso funciona? Existe essa oportunidade para ir fazer uma parte do mestrado lá fora para todos os orientados?

Sou a segunda aluna de mestrado da professora Lívia, e acredito que essa oportunidade varia de acordo com as possibilidades, tanto da universidade estrangeira estar aberta a nos receber quanto a nós daqui conseguirmos o auxílio para irmos para lá. Minha orientadora sempre me disse que quanto maior a possibilidade de crescimento pessoal, de interações, tanto na área acadêmica e o que ela puder proporcionar para nós é muito bom. Então se houvesse a possibilidade da unirmos as linhas de pesquisa com o auxílio da universidade e a disponibilidade do aluno, seria de grande enriquecimento. É possível dizer que esta oportunidade varia de acordo do encaixe da linha de pesquisa e as sua variáveis.

 

 

 

 

 

 

Em breve teremos aqui a segunda parte da entrevista, onde Dayana nos contará sobre como foi sua estadia no Chile durante o tempo que ficou por lá desenvolvendo uma parte de sua pós-graduação. Fique de olho em nossas próximas postagens!