UNIFAL-MG CONTRA A COVID-19
Medidas e protocolos de segurança adotados pela Universidade

Comunicados oficiais

Orientações gerais à comunidade UNIFAL-MG quanto aos protocolos sanitários de segurança

Comunicados

Documentos que dispõem sobre as atividades desenvolvidas pela comunidade UNIFAL-MG durante a pandemia

Normativas

Resoluções que regulamentam as atividades desenvolvidas pela comunidade UNIFAL-MG durante a pandemia

Audiências Públicas

Apresentação de ações institucionais durante o período de afastamento social, bem como iniciativas no enfrentamento à pandemia

Vídeos Informativos

Confira série de vídeos do projeto InfoCovid do epidemiologista Sinézio Inácio da Silva Júnior, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNIFAL-MG

Por que a exigência de vacinação é estratégia fundamental de controle da pandemia?

Tomei vacina e peguei covid-19. Por quê?

Diferenças entre pandemia e endemia

FAQ

Perguntas e Respostas elaboradas com apoio de pesquisadores das áreas de Microbiologia e Imunologia, Leonardo Augusto de Almeida, Ana Carolina Barbosa Padovan e Paulo Márcio de Faria e Silva, professores do Instituto de Ciências Biomédicas da UNIFAL-MG

Leonardo Augusto de Almeida Imunologista
Ana Carolina Barbosa Padovan Microbiologista
Paulo Márcio de Faria e Silva Microbiologista

    As vacinas são componentes do agente causador de uma doença, capazes de ativar nosso sistema imune e gerar uma memória sem causar a doença. Assim, quando o causador da doença tenta invadir o corpo de alguém vacinado, o sistema imune irá perceber que ele possui algo parecido com o que estava na vacina e, de forma mais rápida e mais eficiente, irá lutar contra esse agente estranho, evitando casos graves da doença.

    Naturalmente, a presença de algo estranho no nosso organismo irá estimular nosso sistema imune, gerando respostas fisiológicas como dor e vermelhidão no local, febre branda, entre outros efeitos que são bem menores do que a doença.

    Ainda não se sabe exatamente quando tempo dura a imunidade contra a covid-19, mas a duração da imunidade contra o novo coronavírus é maior em pessoas vacinadas do que pessoas naturalmente infectadas.

    A imunização vacinal, muitas vezes, depende de mais doses para evitar a queda da memória gerada pela vacina. Uma segunda dose ou um reforço da vacina aumenta consideravelmente a manutenção de uma resposta efetiva contra um patógeno, protegendo de forma mais eficiente contra a doença.

     

    Porque o vírus, quando entra no nosso organismo, usa de diversas estratégias para evitar ser eliminado, se escondendo ou manipulando o organismo para sua manutenção e replicação. Assim, a resposta gerada é menos eficiente do que aquela direcionada pela vacinação. Logo, para ter uma memória eficiente contra esse vírus, é importante que seja via vacinação.

    Todas as vacinas utilizadas na população devem ser exaustivamente testadas em diversos níveis para obter seu licenciamento. Hoje as tecnologias de análise de dados de forma ampla e eficiente permitem uma rápida avaliação de segurança para o uso. É importante lembrar que os investimentos para o desenvolvimento e avalição das vacinas contra a covid-19 foram intensos, em prol de um bem comum mundial. Todas as novas tecnologias usadas nas vacinas já são estudadas e avaliadas há mais de 30 anos, faltando investimento para que entrassem nas diferentes fases de teste antes de chegar à população.

    Que a vacina é eficaz realmente não resta nenhuma dúvida: o declínio do número de casos, a diminuição das internações por covid-19 e, em especial, a redução do número de óbitos após o início da vacinação, tudo isso é inquestionável. Contudo, a duração da resposta imunológica ainda não é precisa: alguns dados têm sugerido que há uma perda da eficiência da resposta imunológica com o passar do tempo. Assim, por precaução, foi recomendado o reforço vacinal, começando pela população mais suscetível (idosos, pessoas imunocomprometidas e com comorbidades). A duração de uma resposta imunológica sofre influência de muitos fatores. Em algumas doenças, como na caxumba, a imunidade é duradoura (a pessoa só tem a doença uma única vez). Já em outras, como na gripe, há necessidade de doses de reforço. Um dos fatores que influenciam é o próprio vírus: vírus que sofrem poucas mutações geram respostas mais duradouras, enquanto vírus que apresentam maior taxa de mutação (como o coronavírus) podem ter a eficácia da resposta diminuída com o passar do tempo, em especial se surgirem novas variantes virais.

    Ainda não temos essa resposta. Como se trata de uma pandemia ainda em curso, apenas a análise dos dados epidemiológicos ao longo do tempo poderá fornecer informações ao Ministério da Saúde, responsável pela política de vacinação no país, para definir se a vacina será anual ou não. O mais importante nesse momento é conseguir a reversão do estado pandêmico da doença. Em outras palavras, a covid-19 não deve acabar de uma hora para outra, mas a tendência é ela deixar de ser uma pandemia, existindo ainda na forma de epidemia em regiões do planeta menos protegidas.

    É importante lembrar que temos um período pré-sintomático, e alguns indivíduos podem ser transmissores mesmo com pouco sintomas ou mesmo assintomáticos. Caso seja contatante próximo de pessoas de risco, como idosos, portadores de comorbidades e outros, é importante manter isolamento e, se possível, realizar testagem.

    A testagem deve ser prioritária nos sintomáticos. Para diminuir possibilidade de resultado falso negativo (principalmente dos testes rápidos), orienta-se testar a partir do terceiro dia de sintomas. A maioria das pessoas A maioria tem sintomas leves, restritos às vias aéreas superiores, com boa resolução. Entretanto, a evolução é individual e depende de aspectos imunológicos e clínicos de cada pessoa. Orientamos atenção a alguns sinais de alerta de gravidade, os quais necessitam de avaliação. Com mais urgência, destaca-se a piora da dificuldade para respirar, a diminuição da saturação periférica de oxigênio, a alteração de cor das extremidades, a confusão mental etc.

    A vacina não é uma forma de eliminar o vírus. Ela auxilia o nosso sistema imune a ser mais eficiente e não deixar o vírus causar a doença. Logo, mesmo vacinada, a pessoa pode contrair o novo coronavírus e transmiti-lo. Somente mantendo os protocolos sanitários e uso de máscaras é que o vírus diminuirá a circulação e a possibilidade de formação de novas variantes.

    As duas principais medidas para se manter são: mãos sempre limpas e usar máscaras, mesmo em ambientes abertos. Nós sabemos que a variante ômicron pode ser até 3 vezes mais contagiosa que as anteriores e ela está totalmente espalhada pelo Brasil. A máscara é a única barreira para não aspirarmos gotículas ou aerossóis com o vírus ou, se contaminados, não espalharmos o vírus. Vale destacar que para ambientes fechados, o distanciamento social também deve ser considerado.

    Além da manutenção das regras de uso de máscara, número reduzido de pessoas por ambiente para manter o distanciamento e álcool 70% para higiene das mãos sempre disponível, não podemos nos esquecer de receber a dose de reforço vacinal, bem como, incentivar os familiares que temos em casa a fazer o mesmo, incluindo as crianças. Dessa forma, com o tempo, o vírus vai encontrar cada vez menos pessoas sem proteção vacinal ou de barreira pela máscara para se multiplicar e a pandemia irá acabar. Contudo, acredito que vamos conviver com esse vírus por muitos anos mais e possivelmente necessitaremos de vacinas anuais,

    como acontece com o vírus da gripe H1N1 e mais recentemente, H3N2, que causam surtos. É importante ressaltar que observamos que quando as pessoas estão vacinados, a COVID-19 é uma doença de sintomas tratáveis em casa, com baixa gravidade e baixa mortalidade. O vírus está se adaptando e nós também! Vacine-se para que em breve possamos ter uma vida na universidade e fora dela praticamente normais.

    Porque dessa forma o vírus é eliminado. Quando lavamos as mãos com sabonete ou sabão, quando utilizamos álcool 70%, ou mesmo quando limpamos os ambientes com água sanitária, por exemplo, o envelope do vírus que é composto por gordura, se desfaz, assim como, inativa as proteínas, como a Spike, que é aquela que se liga às nossas células na infecção. Com isso, o vírus é inativado e não poderá mais nos infectar e causar a doença.

     

    Havendo servidor, colaborador, estudante, pesquisador ou estagiário, em atividade presencial ou semipresencial testado positivo deve imediatamente informar mediante atestado médico: ao superior imediato (chefe de setor ou diretor), em caso de servidor ou colaborador (também ao proposto, em caso de colaborador); ao supervisor, em caso de estagiário ou pesquisador ao orientador, em caso de projeto de pesquisa ou extensão, em caso de discente; ao professor responsável, em caso de disciplina ou módulo acadêmico. 

    Casos de covid-19 confirmados não deverão participar de qualquer atividade presencial por 10 dias, a contar do diagnóstico, ou por não menos de 7 dias, a contar do diagnóstico, desde que haja a liberação para as atividades, segundo protocolos recomendados pelas autoridades e serviços de saúde locais. Para mais informações acesse aqui.