13. Lilian Almeida Silva

Lilian Cristina de Almeida Silva é artista plástica, ceramista, arte-educadora, coreógrafa e carnavalesca, nascida e atuante em São João del-Rei/MG. Bacharela em Artes Aplicadas com ênfase em Cerâmica, pela UFSJ, licenciada em Artes, pós-graduada em Cultura Afro-Brasileira na Educação e mestranda do PIPAUS/UFSJ. Sua poética articula memória, ancestralidade, território, corpo e cultura popular. Integra, desde os cinco anos, o Grupo Raízes da Terra, do qual é atualmente presidente, e a GRES Unidos de São Geraldo, onde integra a Comissão Carnavalesca.

Saias que sustentam o samba

Saias que sustentam o samba é uma série de três esculturas em cerâmica que investiga a figura da baiana como corpo de memória, ancestralidade, movimento e resistência no Carnaval. A série nasce da relação da artista com a GRES Unidos de São Geraldo e de suas memórias familiares e comunitárias, especialmente da presença de mulheres que, por meio de seus corpos, saberes e fazeres contribuíram para a construção e continuidade da escola de samba. A saia, elemento central das obras, ultrapassa a dimensão da fantasia e torna-se metáfora de sustentação: sustenta o corpo que dança, guarda memórias e simboliza as mulheres que sustentaram e ainda sustentam o samba. Em “O giro da baiana”, o movimento celebra a memória da avó da artista, Dona Cema, cuja trajetória está profundamente ligada à escola. “Braços que erguem o samba” amplia esse gesto para a força coletiva das mulheres. Já “Alicerce de saia: a velha guarda feminina” homenageia as mulheres que fizeram da vida cotidiana, das casas e dos espaços comunitários lugares de criação e permanência do Carnaval. Em barro, memória e gesto, a série transforma lembranças pessoais em narrativa coletiva.

O giro da baiana, 2026
Alicerce de saia: a velha guarda feminina, 2026
Braços que erguem o samba, 2026