Recomendações de Livros Gerais

Organização
Administração da Vida Científica – Gilson Luiz Volpato
“É triste vermos, ao final de uma carreira, o insucesso profissional de pessoas que, potencialmente, poderiam ter sido brilhantes.” A tese defendida neste livro é que competência na especialidade não é suficiente para se conseguir sucesso profissional. É necessária administração eficiente da vida científica. As atividades dessa vida científica incluem pesquisa, ensino, extensão e administração, seja na Universidade ou em Institutos de pesquisa. Porém, nessas instituições, há infinitos bugs administrativos. Livrar-se deles é uma arte… que é tratada neste livro.

A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal – Christian Barbosa
Este não é apenas um livro sobre como administrar tempo, mas fala de um conceito mais amplo, de uma nova teoria sobre o tema, diferente no conceito de tudo o que foi dito em décadas. É uma metodologia baseada nas necessidades e problemas que os trabalhadores do conhecimento possuem nos dias de hoje, com um enfoque moderno. O livro identifica os principais problemas na administração de tempo, que “parou no tempo”, e propõe uma abordagem atualizada e de fácil aplicação por qualquer pessoa.

Administração do Tempo – Como Organizar e Ganhar Produtividade na Vida e no Trabalho. Marcelo De Almeida.
O seu Tempo é valioso! A nova sociedade do conhecimento, exige que você aprenda a planejar e priorizar o seu tempo para responder as exigências do mercado de trabalho e ainda manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.


Ciências e filosofia da ciência
Filosofia da Ciência – Introdução ao jogo e suas regras – Rubem Alves
“Todo mito é perigoso porque induz o comportamento e inibe o pensamento. O cientista virou um mito. Existe uma classe especializada em pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Antes de mais nada, é necessário acabar com o mito de que o cientista é uma pessoa que pensa melhor que as outras” (Rubens Alves)

Frank H. Rigler & Robert Henry Peters. 1995. Science and Limnology (Excellence in ecology). Ecology Institute. 239 pages.
This book reaches far into the realms of science history, philosophy and methodology, the significance of science for society, and the research and teaching in universities. It documents that ecologists have collected impressive amounts of observations and facts, but that they have failed to sufficiently identify and formulate theories which go beyond the facts — theories that can be tested and that can predict

Isto é biologia – a ciência do mundo vivo – Ernst Mayr
A humanidade evoluirá em uma super-espécie? Qual é o lugar dos seres humanos na evolução? Pode a evolução explicar a ética? Essas são apenas algumas das perguntas que Mayr se propõe a responder em Isto é biologia. Escrito na sétima década de sua carreira e nona de sua vida, o livro é ao mesmo tempo uma profunda historiografia da ciência e uma reflexão lúcida sobre o papel da biologia na construção da sociedade no século XXI. Mas o cientista-filósofo vai além da descrição do campo ao qual dedicou sua vida: Mayr tenta mostrar que compreender a biologia é fundamental para a vida humana moderna. Provocador, sugere que os valores éticos atuais, calcados nos direitos do indivíduo, se tornaram obsoletos, por serem incapazes de estimular a solidariedade e o cuidado com o planeta — essenciais para a sobrevivência da espécie. A saída para esse impasse, propõe, é adotar uma nova ética, baseada no que ele chama de humanismo evolutivo.Somente ao reconhecermos o homem e sua sociedade como produtos da evolução,ensina o biólogo, poderemos superar as limitações impostas pelo passado ao nosso futuro comum.

Cartas a um jovem cientista – O universo, a vida e outras paixões – Marcelo Gleiser
Neste livro, Marcelo Gleiser conta sobre todo o seu aprendizado adquirido em quase trinta anos de dedicação à Ciência: suas experiências, escolhas, sucessos e fracassos. Ao contar um pouco de sua história, o autor espera que os jovens – que passam pelos mesmos dilemas e procuram pelo seu caminho – possam encontrar algumas respostas às questões que os afligem. Por isso, deciciu escrever cartas para quem ele foi: um garoto apaixonado pela natureza, mas inseguro em relação ao futuro, a procura de sua identidade e de seu lugar em um mundo nem sempre fácil, mas invariavelmente fascinante.


Evolução
Os Herdeiros de Darwin – Marcel Blanc
Não estamos mais na época de Darwin, quando as autoridades religiosas combatiam violentamente sua teoria da evolução das espécies. Hoje ninguém mais se choca com o fato de que o homem possa descender do macaco. No entanto, a teoria evolucionista mantém-se como um dos campos da ciência mais férteis em controvérsias. Marcel Blanc nos convida a um panorama da historia do darwinismo e a um balanço das atuais discussões sobre sua revisão, anunciada como necessária pelo paleontólogo Stephen jay Gould. 

DARWIN – A VIDA DE UM EVOLUCIONISTA ATORMENTADO – ADRIAN DESMOND, JAMES MOORE
Os autores desvendam desde a batalha que se travava na mente e na alma do Darwin estudante até suas glamurosas incursões etílicas na rua das prostitutas em Cambridge. Com vivacidade, eles recriam a viagem de cinco anos de Darwin a bordo do Beagle e reconstituem seus esforços para desenvolver a teoria da evolução. Então, acompanham Darwin em suas décadas de tormento.

A ORIGEM DAS ESPÉCIES – CHARLES DARWIN.
As ideias gerais da Teoria da Evolução das Espécies sofreram, aos poucos, alterações e aperfeiçoamentos. Todavia, as teses do evolucionismo subsistem até hoje, e o nome de Darwin ficou ligado a uma das mais notáveis concepções do espírito humano. Na base da teoria evolucionista de Darwin está a luta pela vida. Somente os mais fortes e os mais aptos conseguem sobreviver, e a própria natureza se incumbe de proceder a essa seleção natural.

O bico do tentilhão. Uma História da Evolução no Nosso Tempo. Jonathan Weiner
“Em minha teoria da evolução há problemas tão graves que jamais pude refletir sobre eles sem ficar desconcertado”, afirmou Charles Darwin no século passado. Apesar de suas pesquisas, fortalecidas por uma profunda intuição científica, ele não teve oportunidade de certificar-se de sua teoria. Segundo o cientista, a evolução das espécies aconteceria tão lentamente, que ninguém poderia observá-la. No entanto, 150 anos depois, os pesquisadores Rosemary e Peter Grant mostraram que Darwin se enganou – mas sua teoria está certa. O casal de cientistas, da Universidade de Princeton, estudou o mais celebrado local da ciência da evolução: o arquipélago de Galápagos, no Pacífico, visitado por Darwin e por ele considerado “origem de todas as minhas visões”. Ali, os Grant observaram os tentilhões, aves típicas do local, cujos bicos inspiraram as primeiras sugestões veladas de Darwin sobre a teoria evolucionista. Mas se o cientista não pôde permanecer no local para comprovar sua teoria, Rosemary e Peter estiveram lá durante vinte anos. O relato está no O bico do tentilhão, do jornalista Jonathan Weiner. “Não vemos nenhuma dessas mudanças vagarosas e progressivas, pois a mão do tempo marcou o lapso das eras”, imaginou Darwin. Mas o trabalho dos Grant mostra que esta evolução é bem mais rápida do que Darwin imaginava. Anualmente o casal ia conhecer cada tentilhão da ilha. Eles reuniam os filhotes em ninhos, mediam-lhes as pernas, a envergadura das asas e os bicos, e recolhiam amostras de sangue para analisar se as modificações morfológicas tinham relação com alterações genéticas. Os cientistas confirmaram a teoria de Darwin, mostrando que a seleção natural existe, e que seus efeitos são visíveis de um ano para o outro. Eles documentaram mudanças significativas nos tentilhões: depois de uma seca, em 1977, o número deles foi reduzido em 85%, os pássaros sobreviventes cresceram em tamanho e envergadura das asas, e seus bicos ficaram maiores. Posteriormente, observou-se que os bicos da próxima geração eram maiores. Em 1983, tempestades e tormentas transformaram o clima desértico de Galápagos, e a tendência reverteu-se: nesta época, os bicos das futuras gerações dos sobreviventes diminuíram, adaptando-os às pequenas sementes. Constatou-se mais uma vez a evolução. Para Weiner, Darwin não soube avaliar a extensão de sua própria teoria. “A seleção natural não é nem rara nem vagarosa. Ela orienta uma evolução que ocorre dia a dia, hora a hora, em tudo ao nosso redor, e podemos observá-la”, diz ele.

O fim da evolução: extinções em massa e a preservação da biodiversidade. Peter Ward
“O ritmo de extinção das espécies provocada pela rapacidade humana pode atualmente equivaler ao ritmo da perda nos grandes eventos de extinção em massa que pontuaram a história da vida. Precisamos de uma perspectiva ampla desse mais extraordinário de todos os desastres ecológicos e evolucionários e quem melhor do que um paleontólogo como Peter Ward para fornecê-la?Este livro deveria ser lido por todas as pessoas pensantes e conscienciosa “Stephen Jay Gould.

O gene egoísta.  Richard Dawkins
‘O gene egoísta’ foi publicado em 1976. Propunha-se a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si – e a ir além. Richard Dawkins inovou de muitas maneiras. Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e fórmulas matemáticas. Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos; o gene é quem comanda, quem busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, num processo competitivo em busca da máquina mais eficaz. E a influência dos genes não pára aí. Organismos interagem entre si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos. O livro não só apresenta a biologia evolutiva de forma acessível, mas acrescenta uma interpretação metafórica que inspirou gerações de biólogos e simpatizantes – somos máquinas de sobrevivência a serviço dos genes. Esta edição comemorativa traz uma nova introdução do autor.

O imperialismo ecológico. Alfred W. Crosby.
Nesta instigante análise da contribuição dos animais, das plantas e das doenças para o sucesso da colonização europeia nas zonas temperadas do Novo Mundo, o professor Alfred W. Crosby narra uma história bastante conhecida de uma perspectiva inovadora.

O andar do bêbado: Como o Acaso Determina Nossas Vidas. Leonard Mlodinow
“O Andar do Bêbado”, do físico americano Leonard Mlodinow, explica por que as pessoas apresentam tanta dificuldade em aceitar o acaso e compreendê-lo. Segundo Mlodinow, os processos aleatórios são fundamentais na natureza e onipresentes em nossa vida cotidiana. Ainda assim, a maioria das pessoas não os compreende nem pensa muito a seu respeito. Como não estamos preparados para lidar com o acaso, muitas vezes tomamos decisões erradas por ignorá-lo, apoiados na ilusão de controle. Num tom irreverente, o autor costura casos emblemáticos a teorias matemáticas, citando pesquisas e exemplos presentes em todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina. Mais do que uma visão geral sobre aleatoriedade, sorte e probabilidade, Mlodinow lembra que muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada. É impossível manter o mesmo olhar diante dos acontecimentos depois de ler essas teorias.

Pegando fogo. Por que cozinhar nos tornou humanos. Richard Wrangham.
Wrangham é um ícone da antropologia moderna.” VejaNesse livro surpreendente e transformador, Richard Wrangham redesenha completamentenossa compreensão sobre nós mesmos com sua original “hipótese do cozimento”. Para ele, ao contrário do que se pensa desde Darwin, passamos a cozinhar antes de nos tornarmos homens, e nos tornamos homens justamente porque passamos a cozinhar.O autor une áreas diversas para defender sua teoria, sempre com um texto claro e ao mesmo tempo profundo. Entre histórias sobre comunidades de dieta crua ou vegetariana, sobreviventes na selva e no mar, o cotidiano alimentar de esquimós, índios brasileiros e aborígenes australianos, ele nos conta sua própria experiência no território selvagem dos chimpanzés – onde viveu com eles e, sobretudo, comeu o que eles comem.

O mundo até ontem: O que podemos aprender com as sociedades tradicionais? Jared Diamond
A maior parte de nós toma como natural as características de nossa sociedade moderna, desde viagens aéreas e telefones celulares até alfabetização e obesidade. No entanto, por quase todos os seis milhões de anos de sua existência, a sociedade humana não conhecia nenhuma dessas coisas. Jared Diamond se baseia em pesquisas de campo com sociedades tradicionais — povos das ilhas do Pacífico, os inuítes, os índios da Amazônia e o povo san do deserto Kalahari — e encontra muitos exemplos com quais podemos aprender sobre questões universais como educação dos filhos, tratamento dos idosos, solução de brigas, avaliação de riscos e manutenção da saúde e do bem-estar.

O espetáculo da evolução. Sexualidade, origem da vida, DNA e clonagem. Bertrand Jordan
Nesse livro, Jordan transmite sua paixão pela pesquisa, ao mesmo tempo em que põe de cabeça para baixo algumas imagens prontas sobre a ciência. E o faz imbuído do desejo de retraçar uma rede humanista que apoie o trabalho científico, ao reintroduzir na racionalidade aparentemente fria da ciência, preocupações demasiadamente humanas, descrevendo de maneira poética alguns dos aspectos mais polêmicos da disciplina que estuda: evolução, pesquisas sobre o DNA humano, cura do câncer, clonagem, transgênicos. Ao mesmo tempo sugerindo com delicadeza ao leitor.


História da ciência
POEMA IMPERFEITO, O: CRÔNICAS DE BIOLOGIA, CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E SEUS HERÓIS. FERNANDO FERNANDEZ.
Na verdade, apesar de seu título, não se trata de um livro de poemas. Uma interessante metáfora: o poema é a natureza, e o livro trata de ecologia. Não a ecologia acadêmica, mas uma interpretação distinta que abrange evolução e biogeografia, descentralizando o homem desta concepção e introduzindo uma nova lógica para a conservação da natureza. Fernando Fernandez aborda o tema passando pela literatura, filosofia e por cientistas incompreendidos como Thomas Huxley, George Hutchincon e Leon Croizat, que trouxeram contribuições fundamentais para esta ciência. É um livro de crônicas e, como tal, seus capítulos podem ser lidos separadamente por tratarem de assuntos distintos.

A FERRO E FOGO – A HISTÓRIA E A DEVASTAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA BRASILEIRA. Warren Dean
    Um dos primeiros atos dos portugueses que chegaram ao Brasil em 1500 foi abater uma árvore para montar a cruz da primeira missa. Nesse gesto premonitório fez-se a primeira vítima da ocupação européia da Mata Atlântica, que cobria boa parte do território brasileiro. Nos cinco séculos que se seguiram, cada novo ciclo econômico de desenvolvimento do país significou mais um passo na destruição de uma floresta de um milhão de quilômetros quadrados, hoje reduzida a vestígios. É esse desdobramento trágico de uma lógica sempre apresentada como inexorável pelos defensores da civilização que Warren Dean conta neste livro pioneiro de história ambiental, trazendo uma visão nova e polêmica da História do Brasil.

Sergio Machado Rezende. 2010. Momentos da Ciência e Tecnologia no Brasil – Uma Caminhada de 40 Anos Pela C&T. Vieira & Lent. 428 páginas.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, publica pela Vieira & Lent, o livro Momentos da Ciência e Tecnologia no Brasil. Uma caminhada de 40 anos pela C&T. Uma reunião de 70 artigos, que mostram os principais caminhos, erros e acertos da história da política científica brasileira. Os primeiros textos reunidos datam da década de 1970. O livro traz tanto artigos na íntegra, conforme foram publicados, quanto textos reformulados a partir de apresentações e palestras. Além disso, analisa os desdobramentos da implementação do PAC da Ciência na pesquisa científica e tecnológica do Brasil.

A DANÇA DO UNIVERSO. GLEISER, MARCELO
O que aconteceu no momento da Criação? Houve um instante determinado em que o Universo que nos rodeia surgiu? Essas questões são tão antigas como a própria humanidade. Muitos procuram resposta nos mitos e na religião. Outros, nas teorias científicas. Em ‘A dança do Universo’, o físico brasileiro Marcelo Gleiser mostra em linguagem clara que esses dois enfoques não são tão distantes quanto imaginamos, apresentando versões de diversas culturas para o mistério da Criação, até desembocar na explicação da ciência moderna para a origem do Universo.

O Ultimo Teorema de Fermat. Singh, Simon
História da busca épica para resolver o maior problema de matemática de todos os tempos.

A Janela de Euclides. Mlodinow, Leonard
O livro conta, de forma muito divertida e clara, a história da geometria, uma área que sempre deixou os estudantes meio confusos, a não ser quando adoram matemática. No livro, Mlodinow consegue a façanha de transformar a história da geometria, das linhas paralelas e das linhas curvas do Universo numa história cheia de graça e fascínio.

O SONHO DE MENDELEIEV – A VERDADEIRA HISTÓRIA DA QUÍMICA – PAUL STRATHERN
Neste livro o autor decanta a sensacional história da busca dos elementos químicos, que não é outra senão a verdadeira história da química. Desde os físicos gregos, passando pela alquimia medieval, até chegar à fissão do átomo, somos transportados pelo texto fluente e bem-humorado do autor, que além de explicar as sucessivas descobertas no campo da química, traça as biografias de seus protagonistas. Além de trabalhar em ambientes inóspitos, manipulando elementos químicos venenosos e radioativos, muitos deles se tornaram mártires da ciência.


Redação científica
Bases teóricas para redação científica

Ciência: da filosofia a publicação.

Dicas para redação científica.

Método lógico da redação científica.


Biogeografia
Armas, germes e aço. Jared Diamond
Armas, germes e aço aborda as origens dos impérios, da religião, da escrita, das colheitas e das armas. Fornece as bases das diferentes evoluções das sociedades humanas nos continentes, derrubando teorias racistas. Este relato da formação do mundo desafia o conhecimento convencional e traz indispensáveis lições para o futuro.

Colapso – Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. Jared Diamond
Nesta obra, o autor tece uma tese global abrangente por meio de uma série de fascinantes narrativas histórico-culturais. Traça um panorama catastrófico, mostrando o que acontece quando desperdiçamos nossos recursos, ignoramos os sinais de nosso meio ambiente, quando nos reproduzimos rápido demais ou cortamos árvores em excesso.

O CANTO DO DODÔ – BIOGEOGRAFIA DE ILHAS NUMA ERA DE EXTINÇÕES – DAVID QUAMMEN.
      Com um tom bem-humorado, mas sem deixar de lado o rigor científico, este livro conta como a história das ilhas, sua biologia e sua geografia podem nos ajudar a compreender a onda de extinções que assola o planeta.

O COSMOS DE HUMBOLDT – A VIAGEM À AMÉRICA LATINA QUE MUDOU A FORMA COMO VEMOS O MUNDO – GERARD HELFERICH.
A vida do explorador e cientista alemão Alexander von Humboldt e a viagem à América Latina que mudou a forma como vemos o mundo. Admirado por Charles Darwin, festejado por Thomas Jefferson em Washington, convidado para a coroação de Napoleão em Paris: o alemão Alexander von Humboldt foi a mente científica mais notável do início do século XIX. Quem foi esse homem, combinação única de cientista e aventureiro, que percorreu uma faixa de 9.600 quilómetros na América do Sul e Central, para revelar a europeus e norte-americanos boquiabertos um continente ainda desconhecido? Entre 1799 e 1804, Humboldt e Aimé Bonpland ampliaram dramaticamente o nosso conhecimento do universo natural. Arriscando a vida em terreno traiçoeiro, o viajante alemão de apenas 30 anos e o seu companheiro conduziram as primeiras grandes explorações científicas dos Andes e do Amazonas, atravessando o que hoje são Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, México e Cuba. O Cosmos de Humboldt conta a história desta fascinante aventura pelo continente americano. O escritor alemão Gerard Helferich mostra como Humboldt levou de volta para a Europa mais de 60.000 espécies de plantas e inúmeros animais do Novo Mundo, estabeleceu um recorde de altitude ao subir o vulcão Chimborazo, fez descobertas revolucionárias sobre os vulcões e o campo magnético da Terra, e apresentou as espantosas culturas dos astecas e dos incas a milhões de norte-americanos e europeus. Ao final de sua jornada épica, Humboldt tornou-se um dos homens mais célebres do mundo. As suas ideias revolucionaram a pesquisa científica, lançando os fundamentos para campos inteiros de estudo – como a climatologia, a oceanografia e vários ramos da geografia –, e influenciaram profundamente seguidores como Darwin e Louis Agassiz. As observações do cientista alemão permitem ainda perceber a situação instável das colónias do império espanhol na América no início do século XIX, pouco antes dos seus movimentos de independência. Combinação de relato de aventura e exploração científica, este livro traz um relato arrebatador de um dos espíritos mais audaciosos da história.


Comportamento
O macho demoníaco. A origem da agressividade humana. Richard Wrangham e Dale Peterson
A cada dia, percebe-se com assombro o crescimento da violência em nossa sociedade. Os jornais do mundo inteiro estampam diariamente cenas de crimes hediondos. Os hooligans transformam uma simples competição esportiva numa batalha de ódio e pancadaria. Conflitos cotidianos são resolvidos à bala e sangue, transformando em selvageria a vida nas cidades. Onde está a origem disso tudo? Existe na humanidade uma tendência natural para reações violentas? Partindo de um estudo sobre o comportamento social agressivo dos primatas, Wrangham e Peterson revelam muito sobre a própria condição humana. Após 27 anos de rigorosa pesquisa, eles observaram chimpanzés machos da África praticando estupros, ataques nas fronteiras de seus territórios, surras brutais e guerras contra grupos rivais. Com isso, concluíram que a violência dos chimpanzés precedeu e abriu o caminho para as guerras e o comportamento agressivo entre os homens. Ao estender a pesquisa aos bonobos, primatas que não apresentam tais comportamentos violentos, outra revelação instigante – são as fêmeas da espécie que asseguram a paz e as leis do grupamento.

MEMÓRIAS DE UM PRIMATA.  A VIDA POUCO CONVENCIONAL DE UM NEUROCIENTISTA ENTRE OS BABUÍNOS. ROBERTO M. SAPOLSKY.
      Uma narrativa empolgante e crítica sobre os mais de vinte anos de pesquisa do autor entre os babuínos africanos. O professor de biologia da Universidade de Stanford Robert Sapolsky relembra fatos curiosos, assustadores e engraçados do dia-a-dia de um americano na África.

MONSTRO DE DEUS – FERAS PREDADORAS: HISTÓRIA, CIÊNCIA E MITO QUAMMEN, DAVID.
       “Uma coisa é estar morto. Outra coisa é transformar-se em carne”. A idéia de sermos devorados evoca em nós muito mais terror do que a morte em si. Quais as razões – psicológicas e evolutivas – desse medo? É isso que Quammen nos explica, indo a lugares onde convivem humanos e feras devoradoras de gente.


Outros
Fora de Série – Outliers – Descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não – Malcolm Gladwell
O que torna algumas pessoas capazes de atingir um sucesso tão extraordinário e peculiar a ponto de serem chamadas de ?fora de série?? Costumamos acreditar que trajetórias excepcionais, como a dos gênios que revolucionam o mundo dos negócios, das artes, das ciências e dos esportes, devem-se unicamente ao talento. Mas neste livro você verá que o universo das personalidades brilhantes esconde uma lógica muito mais fascinante e complexa do que aparenta. Baseando-se na história de celebridades como Bill Gates, os Beatles e Mozart, Malcolm Gladwell mostra que ninguém ?se faz sozinho?. Todos os que se destacam por uma atuação fenomenal são, invariavelmente, pessoas que se beneficiaram de oportunidades incríveis, vantagens ocultas e heranças culturais. Tiveram a chance de aprender, trabalhar duro e interagir com o mundo de uma forma singular. Esses são os indivíduos fora de série – os outliers. Para Gladwell, mais importante do que entender como são essas pessoas é saber qual é sua cultura, a época em que nasceram, quem são seus amigos, sua família e o local de origem de seus antepassados, pois tudo isso exerce um impacto fundamental no padrão de qualidade das realizações humanas. E ele menciona a história de sua própria família como exemplo. Além disso, para se alcançar o nível de excelência em qualquer atividade são necessárias nada menos do que 10 mil horas de prática – o equivalente a três horas por dia (ou 20 horas por semana) de treinamento durante 10 anos. Aqui você saberá também de que maneira os legados culturais explicam questões interessantes, como o domínio que os asiáticos têm da matemática e o fato de o número de acidentes aéreos ser mais alto nos países onde as pessoas se encontram a uma distância muito grande do poder.