Equipamentos de Proteção Coletiva

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São equipamentos de contenção que possibilitam a proteção do trabalhador e as demais pessoas em uma determinada área. Devem estar instalados em locais bem sinalizados e de fácil acesso.  São utilizados, portanto, para minimizar a exposição dos trabalhadores aos riscos e, em caso de acidentes, reduzir suas consequências.

Todos os trabalhadores devem ser treinados para a utilização dos EPCs.

Exemplos de EPCs:

  • Caixa de perfurocortante

Usada para descartar os resíduos perfurocortantes como: seringas hipodérmicas, agulhas de sutura, bisturis, dentre outros. (Recomenda-se que seja autoclavada antes do descarte final).

  • Autoclaves

Gera a esterilização de equipamentos termorresistentes e insumos através de calor úmido (vapor) e pressão. O monitoramento deve ser feito com registro de pressão e temperatura a cada ciclo de esterilização.

  • Auxiliares de pipetagem

São dispositivos para auxiliar a sucção em pipetas. Podem ser simples como peras de borracha, equipamentos elétricos ou eletrônicos.

  • Autoclaves dispensadores automáticos

São utilizados acoplados a frascos que contêm substâncias químicas, fazendo a sucção e dispensando os reagentes líquidos. Oferecem segurança ao operador porque evitam o risco de ocorrer derramamentos.

  • Anteparo para microscópio de fluorescência

É um dispositivo para proteção contra a radiação da luz ultravioleta, que pode causar danos aos olhos, inclusive cegueira. Este dispositivo é usado acoplado ao microscópio.

  • Chuveiro de emergência e lavas-olhos

É um chuveiro para banhos em caso de acidentes com produtos químicos ou material biológico sobre o profissional.

Este chuveiro é acionado por alavancas de mãos, cotovelos ou joelhos e deve ser colocado em local de fácil acesso, próximo às áreas laboratoriais.

O lava-olhos é utilizado quando ocorrer respingos ou salpicos acidentais de materiais biológicos ou químicos na mucosa ocular.

Alguns modelos vêm acoplados ao chuveiro de emergência.

A equipe do laboratório deve ser treinada para o uso deste equipamento, uma vez que jatos fortes de água podem prejudicar ainda mais o olho atingido.

Pode-se utilizar também o frasco lava-olhos. A água contida no frasco deve ser trocada pelo menos uma vez por semana, e o registro da troca anotado.

 

  • Cabines de exaustão química

É uma cabine de exaustão que protege o profissional da inalação de vapores e gases liberados por reagentes químicos e evita a contaminação do ambiente laboratorial, retirando do ambiente laboral os vapores e gases nocivos.

A velocidade de exaustão da capela deverá ser verificada periodicamente, a fim de examinar se o sistema de exaustão tem força suficiente para promover a exaustão de gases leves, que rapidamente, ocupam as camadas superiores e dos gases pesados que tendem a permanecer nas partes baixas da capela.

  • Cabines de Segurança Biológica – CSB – Fluxo Laminar

São equipamentos com sistemas de filtração de ar que protegem o profissional, o material que está sendo manipulado e o ambiente laboratorial dos aerossóis potencialmente infectantes que podem se espalhar durante os procedimentos microbiológicos.

As CSBs têm filtros de alta eficiência. O mais utilizado atualmente é o filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) que apresenta uma eficiência de filtração de 99,93% para partículas de 0,3μm de diâmetro, chamadas de MPPS (Maximum Penetration Particulate Size).

  • A escolha da cabine de segurança biológica

A escolha de uma cabine depende, em primeiro lugar, do tipo de proteção que se pretende obter:

  • proteção do produto ou ensaio;
  • proteção pessoal contra microrganismos dos Grupos de Risco 1 a 4;
  • proteção pessoal contra exposição a radionuclídeos e químicos tóxicos voláteis; ou
  • uma combinação deles.
  • Classificação das cabines de segurança biológica

Os sistemas de filtração das CSB são mais ou menos complexos, de acordo com o tipo de microrganismo ou produto que vai ser manipulado em cada cabine. Por isto, elas são classificadas em três tipos:

  • Classe I.
  • Classe II, subdivididas em A1, A2 e B2.
  • Classe III.

1. CSB – Classe I

É o tipo mais simples de cabine. É pouco utilizada atualmente por não proteger dos riscos presentes nos laboratórios clínicos.

2. CSB – Classe II

São os modelos mais utilizados nas atividades que apresentam risco biológico. Têm um filtro HEPA de exaustão e um filtro HEPA de insuflamento, garantindo a proteção do produto ou amostra, do operador/profissional de laboratório e do ambiente.

 

Podem ser de três tipos: A1, A2 e B2. Veja na tabela a seguir a comparação das CSBs de classe II, de acordo com o tipo de proteção desejada, características e indicações de uso.

3. CSB – Classe III

São hermeticamente fechadas e necessitam de um ambiente controlado para serem operadas. São usadas em laboratórios de contenção, onde se manipulam agentes de classes de risco 3 ou 4.

  • As CSBs nos laboratórios de DST, Aids e Hepatites Virais

As cabines mais adequadas para laboratórios de DST, Aids e Hepatites virais são as CSBs Classes II A2 ou B2.

Devem ser usadas nas seguintes situações:

Nos procedimentos com alto potencial de formação de aerossóis ou borrifos infecciosos, tais como:

  • Centrifugação;
  • Trituração;
  • Homogeneização;
  • Agitação vigorosa;
  • Ruptura por ultrassom; e
  • Abertura de recipientes contendo material em que a pressão interna possa ser menor que a pressão ambiental. Ex.: ampolas contendo material liofilizado.

Nos procedimentos com altas concentrações ou grandes volumes de materiais biológicos contendo microrganismos patogênicos de classes de risco 2 e 3.

As CSBs com sistema de exaustão externo (A2 e B2) permitem que os produtos biológicos sejam preparados e manipulados com produtos químicos voláteis. Porém, a proteção contra estes produtos é restrita.

O trabalho exclusivo com produtos químicos deve ser feito em capela de exaustão química e não em CSB.

  • Utilização da cabine de segurança biológica

As cabines de segurança biológica são equipamentos que trabalham com um fluxo ou cortina de ar como barreira de proteção. Assim, evite a interferência neste fluxo de ar enquanto estiver trabalhando em uma CSB;

Instale as cabines, preferencialmente, em locais exclusivos e protegidos, ou então, o mais afastado possível da porta de entrada do laboratório para evitar interferência no fluxo de ar. Se isto não for possível, limite a entrada de pessoas no ambiente durante o uso da cabine;

Não comece as atividades dentro da cabine se estiverem sendo usados misturadores ou centrífugas no laboratório.

Obs.: Trabalhar numa cabine de segurança biológica não significa estar protegido. Para que a proteção seja efetiva é muito importante saber usar a cabine corretamente:

Os profissionais que utilizam a CSB devem receber treinamento adequado;

Este equipamento deve passar por manutenções periódicas;

Procure conhecer e se informar sobre o equipamento com o qual você vai trabalhar.

  • Extintores de incêndios

O agente extintor mais apropriado para cada tipo de incêndio depende do material que está em combustão. Em alguns casos, alguns agentes extintores não devem ser utilizados, pois coloca em risco a vida do operador do equipamento. Os extintores trazem em seu corpo as classes de incêndio para as quais é mais eficiente, ou as classes para as quais não devem ser utilizados: