Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos

Neste dia 10 de dezembro de 2018, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) completa 70 anos. O texto foi aprovado, em 1948, pelos Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) três anos após o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

Com um preâmbulo e 30 artigos que tratam de questões como liberdade, igualdade, dignidade, alimentação, moradia e ensino, a DUDH inspirou a Constituição Federal Brasileira de 1988, em que se assinala claramente a prevalência dos direitos humanos. Traduzido para 500 idiomas e dialetos, os artigos do documento defendem os direitos essenciais de todo o ser humano, como o direito à vida, à integridade física, à livre expressão e à associação, sem qualquer distinção de raça, cor, sexo, religião ou visão política.

Para o reitor da UNIFAL-MG, Prof. Sandro Amadeu Cerveira, é importante comemorar esta data por diversas razões, dentre elas pelo fato de que a DUDH foi concretizada em um período em que a humanidade vivenciou um momento de grande violação de direitos e horror. “A Declaração Universal de Direitos Humanos aponta para aquilo que nós podemos ser de melhor enquanto seres humanos. E ela é fundamental por assinalar a necessidade de defesa da pessoa independente de sua origem étnica e orientação sexual, por exemplo”, afirmou.

O papel das IFES na difusão da DUDH também foi abordado por ele: “a Universidade é um local de estudo dos direitos humanos, de produção intelectual e de formação das lideranças e das pessoas, por isso, é nossa função, enquanto educadores,  mostrar que esses direitos são uma escolha da humanidade e devem ser preservados, ampliados e defendidos”.

Outro ponto destacado pelo Prof. Sandro foi o momento político e social que nós vivemos no Brasil e no mundo, em que parece acontecer um refluxo do compromisso com a declaração da parte de muitos países e lideranças. “Quando nós temos um refluxo dos direitos humanos, todos perdem, independente de qual seja a nossa condição ou lugar social. Mas, principalmente, perdem as pessoas que estão em posições mais fragilizadas, os mais pobres, as mulheres, as pessoas que por condições de raça e etnia já vivem um processo de exclusão, e isso é muito grave”, finalizou, lembrando de que tal momento exige de nós compromisso e preocupação.

Conheça a Declaração Universal dos Direitos Humanos na íntegra.

Colaboração: Ascom Andifes

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