Dados comprovam que 70,1% dos discentes da UNIFAL-MG estudaram em escolas públicas; confira os resultados da pesquisa do perfil do graduando

Os resultados da 5ª edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais foram divulgados recentemente pela Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (FONAPRACE). Em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que coordenou o processo e analisou os dados coletados, o levantamento reuniu informações sobre os discentes de graduação de 65 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), incluindo a UNIFAL-MG, a fim de implementar políticas públicas adequadas aos dados informados pelos alunos.

De acordo com o relatório executivo, mais de 420 mil estudantes de cursos presenciais em nível nacional responderam ao formulário que apresentava perguntas sobre escolaridade, renda, moradia, faixa etária, identidade de gênero, cor ou raça, bem como questões referentes ao histórico escolar, às bolsas de assistência estudantil, entre outras. Em relação à UNIFAL-MG, dos 6533 alunos matriculados em cursos de graduação no ano de 2018, 1555 contribuíram ativamente para a realização da pesquisa, que foi realizada entre os dias 1º de fevereiro e 30 de junho de 2018.

Conheça o perfil dos estudantes da UNIFAL-MG

Dados do levantamento demonstram que grande parte dos estudantes (76,9%) da UNIFAL-MG cursam Bacharelado, enquanto o restante (23,1%) frequenta os cursos de Licenciatura oferecidos pela Instituição. Segundo a pesquisa, a maioria dos discentes é do estado de Minas Gerais (67,5%) e de São Paulo (28,4%), sendo que 47,4% moram em repúblicas, 52,2% vão ao campus a pé e 83,2% residem na cidade em que cursam a graduação.

Para permanecer na UNIFAL-MG, 14% dos discentes participam ou participaram do Programa de Assistência Estudantil na modalidade “Bolsa Permanência” e 51% recebem ou receberam auxílios alimentação, moradia e/ou creche. Na pesquisa, 55,5%  afirmam atuar em alguma atividade ou programa acadêmico, como projetos de extensão e de pesquisa, monitoria, estágio não obrigatório, PIBID, PET e Empresa Júnior. Em relação à mobilidade estudantil, o levantamento informa que atualmente 102 alunos participam do programa em nível nacional, enquanto 138 estão em mobilidade acadêmica internacional.

Outras informações coletadas apresentam a porcentagem de alunos com algum tipo de deficiência (4,6%) e mostram que discentes do sexo feminino (64,8%) são maioria na Instituição. A pesquisa apresenta ainda dados referentes à orientação sexual e à cor da pele dos alunos: 563 (8,6%) declaram ser homossexuais; 5219 (79,9%), heterossexuais; e 451 (6,9%), bissexuais. Quanto à cor da pele, 1,6% dos alunos se declaram amarelos; 58%, brancos; 29,3%, pardos; 0,5%, pretos quilombola; e 8,2%, pretos não-quilombola.

Sobre a faixa etária e o histórico escolar, as informações mostram que 72,7% dos estudantes têm entre 18 e 24 anos e que 70,1% estudaram em escolas públicas, enquanto os outros 29,9% frequentaram escolas particulares.

Em relação à saúde, 64,3% afirmam procurar a rede pública de saúde quando precisam de atendimento médico e 41% dizem não praticar atividade física regularmente. Quando o assunto é saúde mental e emocional, os índices são elevados: 77,3% informam sofrer com ansiedade e 43,1% dizem ter insônia. E, ainda, 5,7% dos discentes relatam casos de discriminação e preconceitos que interferem o contexto social e acadêmico.

Por fim, os dados também demonstram que 20,3% dos nossos estudantes trabalham e 36% estão à procura de emprego, visto que 30,3% acreditam que as dificuldades financeiras impactam o desenvolvimento dos estudos.

Relatório Nacional

A Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais acontece nacionalmente desde 1996. Nesta 5ª edição foram registrados resultados que demonstram avanços relacionados principalmente à diversidade racial e às cotas no país. O percentual de cotistas subiu para 48,3% em comparação a 2014, ano em que os dados registraram 38,2%. Já o aumento do número de negros [pretos (as)quilombolas, pretos (as) não quilombolas e pardos(as)], que ocupam 51,2% do total pesquisado, mostram mudanças no quadro racial em relação às outras edições, assim como o número de indígenas aldeados: em 2014 o número se limitava a 2.329, enquanto, em 2018, os dados registram 4.672 indígenas nas IFES. Por outro lado, o percentual de discentes do sexo feminino nas universidades se manteve relativamente estável, visto que, em 1996, as mulheres ocupavam 51,4% do corpo discente e, atualmente, ocupam 54,6%.

De acordo com a Andifes, a 5º Pesquisa mostra que o perfil dos estudantes de graduação das universidades federais brasileiras está, a cada edição, mais próximo do perfil sociodemográfico do Brasil. Os resultados mostram que as universidades expressam a diversidade cultural, racial e de sexo da população brasileira, assim como a desigualdade de renda. A renda mensal familiar nominal média per capita no país, publicada pelo IBGE em 2018, era de R$1.373,00, enquanto a renda mensal familiar nominal média per capita dos estudantes da graduação é de R$1.328,00.

Confira na íntegra o relatório executivo da 5ª edição da Pesquisa.

*Milena Favalli Simão é estagiária da Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG

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