Economista da UNIFAL-MG fala das implicações econômicas do auxílio emergencial do Governo Federal; saiba como solicitar o auxílio

Como medida para amenizar os efeitos da crise econômica que o país vem enfrentando, o Governo Federal adotou políticas de transferência de renda que têm sido objeto de análise dos economistas. Em vídeo, o professor de Economia da UNIFAL-MG, Fernando Pereira, analisa essas políticas como sendo fundamentais no contexto de enfrentamento do Covid-19, no entanto, observa que ainda são muito “tímidas” frente à dimensão da crise econômica que aflige o Brasil.

Para Prof. Fernando, a questão recai sobre o fato de que a transferência de renda é concedida a trabalhadores informais, cujo perfil atenda aos requisitos do Cadastro Único, e a trabalhadores assalariados que serão compensados pelo salário que os empregados deixarão de pagar nos próximos três meses. “Essa compensação é feita só em parte pelo valor do seguro desemprego e só vai resolver uma parcela do problema dos trabalhadores”, afirma.

Segundo o economista, se a população não tiver renda, o mercado interno vai sofrer uma grande queda de demanda agregada que refletirá nas empresas. “O que vai acontecer é que o mercado consumidor vai encolher e isso vai ter reflexo, principalmente, nas micro, pequenas e médias empresas, que vão ter um impacto com a queda de receita e de renda e, muito provavelmente, boa parte delas vai ter que fechar ou vai ter que deixar de pagar suas dívidas ou desempregar, gerando um ciclo vicioso”, analisa.

O professor observa ainda que o governo tem adotado medidas ultraliberais, as quais orientam políticas do estado mínimo, ou seja, do controle de gastos e investimentos públicos a fim de promover as contas públicas, o que estimularia o setor privado. Porém, na conjuntura de grandes crises, acredita que essas não são as melhores estratégias. “Em uma conjuntura de grande crise, como a que a gente está vivendo agora, o governo deve agir para recuperar essa economia, agindo diretamente com políticas de gastos, de investimentos e de transferência de renda massiva para que o setor privado possa em um futuro retomar a sua participação na economia”, afirma, acrescentando: “A ideia é que essa recuperação não ocorrerá sem a liderança do setor público.”

Confira na íntegra a análise do economista:

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