Universitário do curso de Ciências Sociais é contratado pela Unesco Brasil; o consultor é responsável pela mobilização e acompanhamento das etapas regionais da 4ª Conferência Nacional da Juventude

Com objetivo de mobilizar as cidades do centro-oeste e do sul de Minas Gerais para a 4ª Conferência Nacional de Juventude, o acadêmico Guilherme Abraão, do 7º período do curso Ciências Sociais, foi contratado como consultor da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).  Como consultor, o universitário vai acompanhar as ações dos municípios e produzir relatórios técnicos para auxiliar na construção da política nacional de juventude.

A contratação do acadêmico ocorreu após a participação em processo seletivo. Ele foi selecionado para uma das 54 vagas disponibilizadas pela Unesco para todo Brasil. Em Minas Gerais, serão quatro consultores para atender o estado e Guilherme Abraão ficará responsável por cerca de 260 cidades. “O processo de mobilização das etapas é algo extremamente rico, é uma oportunidade única. Estar como consultor da Unesco é grandioso e abre muitas possibilidades. O trabalho está em uma área que venho estudando que é juventude”, explicou.

Guilherme Abraão é acadêmico do 7º período do curso de Ciências Sociais da UNIFAL-MG.

Uma das exigências do edital de seleção era experiência em atividades que envolvam integração de políticas públicas ou articulação da sociedade civil na temática da juventude. Guilherme Abraão é membro do Grupo de Estudos sobre Juventude, coordenado pelo professor Luís Antônio Groppo, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). No grupo, ele tem pesquisado os coletivos estudantis da UNIFAL-MG e as ocupações secundárias de 2016. Em 2019, publicou o artigo “Coletivos juvenis políticos em uma universidade pública mineira: microespaço público e experiências de participação no movimento estudantil” juntamente com o professor Groppo e colegas do grupo de estudos.

De acordo com o professor Groppo, coordenador do grupo de estudos, o exemplo do Guilherme revela a importância da ocupação dos mais diferentes espaços acadêmicos propiciados pela universidade, como a extensão e a pesquisa. “Também demonstra que os benefícios dessas participações podem ter inúmeros impactos positivos no currículo e na trajetória profissional dos discentes nem sempre previstos por nós, docentes. Esses impactos dependem muito da iniciativa e criatividade juvenis e não apenas dos incentivos acadêmicos”.

Segundo Guilherme, além da experiência profissional e da militância política e estudantil, a vivência acadêmica no grupo de pesquisa foi fundamental para sua seleção. “E sou muito grato a UNIFAL-MG, aos professores do curso de Ciências Sociais e aos membros do grupo de estudos. Esse ambiente da academia tem me motivado e, certamente, proporciona diferenciais na minha formação enquanto cidadão e na minha carreira profissional”.

Entre as funções como consultor, Guilherme Abraão explica que uma das responsabilidades é a  sensibilização das prefeituras para importância da temática “juventude” na gestão municipal. “No primeiro relatório, já notei que boa parte dos municípios não tem departamentos ou gestores que desempenhem plenamente as funções que podem criar políticas públicas para juventudes”, disse.

Conforme explicação do consultor, as etapas da conferência são essenciais para ouvir as proposições da juventude. “Mundialmente estamos vendo mobilizações sociais, muitas delas começam por insatisfações de temas que afetam diretamente a juventude. No Brasil, vimos grandes mobilizações questionando reajuste de tarifas que impactam no direito de ir e vir, de ter acesso à educação, cultura ou lazer. E vimos mais recentemente, inclusive em cidades do interior, escolas sendo ocupadas, estes jovens defendiam a qualidade de ensino e mais recursos para educação. A juventude consiste em uma grande parcela da população brasileira e não pode ser desprezada. As autoridades têm o desafio e obrigação de ouvir os jovens. Por isso, as etapas regionais da Conferência Nacional são fundamentais para reunir demandas dão diversas”, concluiu.

Guilherme Abrão é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e cursou a primeira graduação pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni). “Eu sempre quis fazer Ciências Sociais e também sonho em dar aulas. Comecei a estagiar na Escola Estadual Padre José Grimminck e o contato com a comunidade me fez apaixonar pela docência”, finalizou.  O novo consultor da Unesco também é aluno especial do mestrado em Educação da UNIFAL-MG, membro do Conselho Estadual de Cultura de Minas  Gerais e foi superintendente de cultura da prefeitura de Alfenas.

Sobre a Unesco

A Unesco é a agência das Nações Unidas que atua nas áreas de Educação, Ciências Naturais, Ciências Humanas e Sociais, Cultura e Comunicação e Informação. No Brasil, a Unesco foi estabelecida em 1964 com início das atividades em 1972. A defesa de uma educação de qualidade para todos e a promoção do desenvolvimento humano e social estão entre as prioridades da organização.

No Brasil, o órgão desenvolve projetos de cooperação técnica em parceria com as três esferas governamentais, a sociedade civil e a iniciativa privada, e, também, auxilia na formulação de políticas públicas de acordo com as metas acordadas entre os Estados Membros da Organização.

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