Plataforma de Submissão de Projetos da UNIFAL-MG passa por mudanças e viabiliza chamadas de fluxo contínuo para envio de planos de trabalho de Iniciação Científica Voluntária e Iniciação Tecnológica Voluntária

A partir da integração entre a Plataforma de Submissão de Projetos (PSP) e a Plataforma de Gestão de Projetos de Pesquisa (GPesq), mediante auxílio do Núcleo de Tecnologia de Informação (NTI), a UNIFAL-MG publicou editais de fluxo contínuo para submissão de propostas de planos de trabalho aos programas institucionais de Iniciação Científica Voluntária (PIVIC) e Iniciação Tecnológica Voluntária (PIVITI). O objetivo da iniciativa é proporcionar maior sistematização de pesquisas, assim como possibilitar a articulação das iniciações feitas por discentes dos cursos de Graduação.

O interesse pela publicação de editais em fluxo contínuo é fruto de diálogos entre o Comitê Interno de Programas de Iniciação Científica, Tecnológica e Inovação (CIPICTI) e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) junto à Câmara de Pesquisa da Universidade. “Trata-se de uma demanda desejada já há algum tempo na Instituição, e também propósito da atual gestão, o de implementar Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica em fluxo contínuo. Já houve, no passado, uma tentativa de adotar esse modelo, mas a experiência vigorou por pouco tempo, pois era ainda feita ‘manualmente’, sem o auxílio de um sistema”, explicou o professor do Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG e coordenador de Pesquisa da PRPPG, Luís Antônio Groppo.

Segundo o docente, conforme o PIVIC foi se expandindo, a demanda por editais de fluxo contínuo se intensificou. “Então, em diálogo com o NTI, chegou-se à conclusão de que seria interessante integrar as duas plataformas: PSP e GPesq. Mas, para além de uma questão técnica, houve também mudanças no paradigma da Iniciação Científica na Universidade, graças à atuação do CIPICTI, em especial do seu presidente, Prof. Carlos Tadeu Sipierski”, salientou.

Com esse desenvolvimento, tornou-se possível a maior desvinculação entre a Iniciação Científica (IC) e a Iniciação Tecnológica (IT), que passaram a ser tratadas como um plano de ações a ser desenvolvido pelo discente dentro do Projeto de Pesquisa (PQ) ou do Projeto de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (DT) do orientador. “Para tanto, primeiro, foi preciso construir os editais em fluxo contínuo projetos dos docentes”, contou o Prof. Luís Antônio Groppo.

A intenção a partir da iniciativa, conforme o docente explicou à Dicom, não seria o controle ou a vigilância, mas o maior conhecimento e planejamento institucional sobre o que tem sido feito por pesquisadores – discentes, docentes, técnicos administrativos -, a fim de compartilhar com a sociedade, tanto a local quanto a nacionalmente, os avanços e impactos sociais de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e inovação da UNIFAL-MG. “Enfim, todo esse processo é importante, também, para podermos ter ações mais bem informadas de avaliação em editais de bolsas e recursos. Afinal, esperamos que os próximos editais de Iniciação com bolsa, que vão ser lançados em breve, também tenham articulação com projetos já registrados na Plataforma PSP/GPEsq. Vale o reforço ao incentivo para que nossos pesquisadores façam o registro de suas ações”, completou o professor Luís Antônio Groppo.

Outro aspecto positivo, segundo ele, é a contribuição das iniciações para a efetivação de um dos tripés constituintes da Universidade, a pesquisa, permitindo o engajamento ativo de estudantes de Graduação. “A IC e a IT, inclusive para estudantes de Ensino Médio, apresentam as carreiras científicas, tecnológicas e de inovação e podem desenvolver projetos de vida, desejo de formação profissional engajados nestes campos, uma vez que a dimensão formativa é primordial”, finalizou.

Na opinião da professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIFAL-MG, Vanessa Bergamin Boralli Marques, o registro das ações de pesquisas desenvolvidas por todos os servidores em sistema seguro, que preza pela por normas e sigilo, é necessário para compartilhar com a comunidade interna e externa informações sobre trabalhos de diferentes áreas do conhecimento.

Saiba mais

Conforme sugestão do professor Carlos Tadeu, do Instituto de Ciências Humanas e Letras, a UNIFAL-MG realizou Fóruns de Líderes de Grupos de Pesquisa. O primeiro deles, sob coordenação dos professores Luís Groppo e Carlos Tadeu, aconteceu em outubro de 2018, a fim de apresentar a proposta de um novo paradigma para a pesquisa na UNIFAL-MG. O segundo Fórum aconteceu em outubro de 2019, com representantes de 29 grupos de pesquisa e mesa-coordenadora formada por membros da Comissão que elaborou a proposta de Política de Pesquisa da UNIFAL-MG. Foi necessária, também, a revisão das Normas dos Programas de Iniciação Científica e Tecnológica e a aprovação, pelo CEPE, de uma Resolução sobre a submissão e o registro de projetos de pesquisa de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

Para submeter as propostas, cada plano de trabalho deve estar vinculado a um projeto previamente registrado e aprovado na Plataforma PSP/GPesq do qual o orientador participe, exclusivamente por este endereço eletrônico. Para mais informações, acesse os Editais de Pesquisa disponíveis na página da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.

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