Projeto inédito da UNIFAL-MG é aprovado e recebe professora estrangeira para interações virtuais; iniciativa visa desenvolver ensino de língua inglesa na Instituição

Com a aprovação de projeto inédito financiado pela Comissão Fulbright e pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, a UNIFAL-MG irá contar com atuação de professora estrangeira entre os meses de agosto e dezembro de 2021, para desenvolver, virtualmente, o ensino de língua inglesa na Universidade. O projeto para receber um Virtual English Language Fellow (VELF) torna possível a oferta de curso de imersão para os alunos da Graduação em Licenciatura em Letras (Língua Inglesa) e Bacharelado (Línguas Estrangeiras), assim como um curso de treinamento voltado para o ensino de inglês em plataformas on-line.

Primeira reunião em grupo realizada entre as professoras Maria Clara Pivato Biajoli, Juliana Pimenta Attie, Daniela Silva de Freitas, Deborah Walter de Moura Castro e Christina Efird.

Idealizada pelas professoras Maria Clara Pivato Biajoli, Juliana Pimenta Attie, Daniela Silva de Freitas e Deborah Walter de Moura Castro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), a iniciativa busca viabilizar ações de ensino e aprendizagem para a formação de discentes e professores. “A proposta é fomentar o desenvolvimento dos nossos alunos para que eles possam atuar com a comunidade da UNIFAL-MG em projetos de extensão e de internacionalização, ensinando inglês para os outros cursos, para os alunos de Pós-Graduação, para servidores”, explicou Maria Clara Biajoli, coordenadora administrativa do Núcleo de Idiomas (Nucli).

Ao longo de 16 semanas de imersão total na língua e cultura inglesa, ficará a cargo da professora mestre visitante Christina Efird, da Universidade de Georgetown, planejar e desenvolver os cursos. “Diante da presença da professora Christina Efird, almejamos melhorar a fluência dos estudantes para que eles, o mais rápido possível, possam replicar o curso no futuro”, disse a professora Maria Clara Biajoli à Dicom.

Para ela, inclusive, as atividades são um desafio animador na medida em que se apresentam como uma espécie de simulação das vivências de intercâmbio em outro país. “A minha expectativa é que o público goste da imersão, de tudo ser em inglês, para adquirir habilidades essenciais. Quero que se sintam desafiados a encarar, a não desistir”, completou.

(Foto: Arquivo Pessoal/Prof. Claudio Umpierre Carlan)

Assim como a docente do Departamento de Letras, o diretor de Relações Internacionais e Interinstitucionais (DRI), Prof. Claudio Umpierre Carlan, vê o projeto como uma preparação para os participantes e uma ferramenta importante para o reconhecimento da Universidade. “O ponto principal é o fortalecimento da política linguística na UNIFAL-MG, aprovada há pouco tempo pelo Conselho Universitário (Consuni). Além disso, quanto mais projetos submetermos, mais a Instituição ganha expressão internacional e nacional perante MEC, Capes, CNPq e outros órgãos de fomento”, destacou o docente.

Além da proposta para seleção de VELF, realizada em 2021 como forma de suprimir a demanda de parcerias e colaborações durante a pandemia, que impossibilita viagens, a UNIFAL-MG submeteu, em 2019, um projeto à Fulbright para receber alunos já formados nos Estados Unidos, os English Teaching Assistant (ETA), que viriam, em duplas, ensinar inglês, atuar como monitores nas disciplinas e coordenar plantão de dúvidas. Com o início da pandemia, no entanto, não foi possível dar prosseguimento à iniciativa, e os intercambistas selecionados à época tiveram de voltar aos Estados Unidos.

Ofertado como disciplina regular, o curso de imersão se destina apenas a discentes do curso de Licenciatura em Letras (Língua Inglesa) e de Bacharelado (Línguas Estrangeiras). O segundo curso, de formação de professores de inglês para o universo on-line, é voltado para a capacitação da comunidade interna da UNIFAL-MG e de professores de inglês da rede pública.

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