Com o objetivo de verificar o perfil epidemiológico e possíveis correlações entre parâmetros de saúde e a evolução da doença nacional e regionalmente, pesquisadores da UNIFAL-MG desenvolvem o projeto de Iniciação Científica “Indicadores Covid-19”, a fim de monitorar, por meio de boletins semanais, o número de casos confirmados, recuperados, internados e óbitos.

O projeto é coordenado pelo epidemiologista e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNIFAL-MG, Sinézio Inácio da Silva Júnior, e conta com a participação das pesquisadoras Ana Carolina Carvalho da Silva, acadêmica do curso de Farmácia, e Ana Clara Figueredo Dias, do curso de Biomedicina.

A equipe verifica nas unidades da federação e em Minas Gerais – por macrorregião de saúde e municípios da macrorregião sul -, o perfil expresso por incidência, mortalidade, letalidade, coeficiente de incidência acumulada, coeficiente de prevalência e de mortalidade padronizados e não padronizados, agregados e desagregados conforme idade, sexo biológico, raça/etnia, local de residência, meses e semanas da situação epidêmica.

O estudo também apresenta indicadores de saúde que podem ser – e estão sendo – afetados pela pandemia, como internações, procedimentos hospitalares cirúrgicos e clínicos, tempo médio de internação e taxa de mortalidade hospitalar, além de dados sobre SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Confira a seguir os boletins:

:: Boletim Epidemiológico nº 18 – 19/04/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

O número 18 do boletim mostra que após um mês e dois dias de Onda Roxa, a média diária de casos na semana registrou 7.537. Uma diminuição de 24% em relação a uma semana antes, mas apenas 8% a menos comparando com duas semanas atrás, o que configura estabilidade.

Preocupação com a reversão de tendências de estabilidade e queda de novos casos: se, assim como a região Sul, outras regiões do estado começarem a reverter tendências de estabilidade e queda de novos casos, a eficiência da Onda Roxa estará comprometida. O último dia 16 de abril marcou novo recorde de novos casos num só dia no Sul de Minas com 2292 registros e também o fim da tendência de redução da incidência de dez dias seguidos. As internações e mortes continuam em crescimento. O que significa que não haverá redução da pressão por leitos e a diminuição de óbitos no curto prazo porque a estabilidade de novos casos está acima de 1000 registros diários, projetando uma média e 100 internações e mais de 30 mortes por dia.

Cobertura vacinal na região sul de Minas: o Sul de Minas alcançou cobertura vacinal das pessoas com 80 anos ou mais de 100% com a primeira dose e 63% com a segunda. Se a vacinação não começar a surtir efeito, espera-se a manutenção de grave situação epidemiológica para abril e maio. Mais do que medidas restritivas de circulação e aglomeração social, é urgente que seja intensificada a identificação de casos, rastreamento dos contatos e isolamento de ambos para a contenção do contágio. Acesse na íntegra


:: Suplemento da edição nº 17 – 14/04/2021 – Balanço da 4ª semana de Onda Roxa no combate à Covid-19 em Minas Gerais 

Depois de um mês de Onda Roxa em Minas Gerais, a situação de estabilidade na tendência de novos casos (incidência) permanece desde a última semana. Houve avanço, mas ainda pequeno se considerado o esforço feito. Falhas na maior adesão às medidas e a circulação de variantes mais transmissíveis podem explicar a dificuldade atual de diminuir o contágio no estado.

Situação nas regiões mineiras: das 14 regiões mineiras, 6 apresentam tendência de diminuição de novos casos, há uma semana eram 7. Mas houve piora na região Triângulo Norte que recentemente havia passado para a Onda Vermelha. Em estabilidade de incidência encontram-se 5 regiões e em 3 o contágio apresenta tendência de crescimento.

Tendências da região sul de Minas: na região sul de Minas, o avanço na redução de novos casos foi maior. A tendência de diminuição de incidência se mantém desde a semana passada em todas as regionais de saúde. Mas a mortalidade, embora estável, continua alta. Apenas em três meses e meio de 2021, as mortes por covid-19 já representam 72% do total de mortes de 2019 por todas as causas. Em 2021 o número esperado de mortes na região Sul já é 72% maior do que o normal. Efeitos positivos sobre internações e óbitos só devem ser observados dentro de uma a duas semanas.

Média semanal de casos:  na região, a média semanal de casos ainda está acima de 1000, mantendo o ritmo diário de internações em torno de 100 e de mortes em torno de 30. Há tendência de crescimento de internações na região, provocada pela situação da regional de Pouso Alegre, mas em óbitos houve melhora de crescimento para estabilidade. Entre os 10 municípios mais populosos do Sul de Minas, no início da Onda Roxa apenas 1 apresentava diminuição de novos casos e agora são 5. Com tendência de crescimento do contágio eram 6 e agora apenas 1 (Pouso Alegre). Considerando todos os municípios da região, no início da Onda Roxa, 52% apresentavam tendência de crescimento de novos casos e hoje são 18% e a tendência de queda do contágio, que se apresentava em 23% dos municípios, foi para 59%.

Situação ainda não controlada:  embora tenhamos tido avanços, é cedo para se dizer que a situação está controlada. É necessário manter a tendência de queda de novos casos por pelo menos duas semanas seguidas, principalmente devido ao aumento da circulação de variantes mais transmissíveis e o ritmo lento na vacinação. Acesse na íntegra

:: Boletim Epidemiológico nº 17 – 12/04/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição desta semana destaca que ainda faltando dois dias para o término da Onda Roxa, observase uma melhora no quadro epidemiológico de novos casos no sul de Minas.

Tendência de diminuição de incidência e crescimento de mortes e internações: em 12/04/2021, observase tendência de diminuição de incidência, mas ainda crescimento de mortes e de internações. Até agora, abril parece ser o pior mês em mortalidade na região.

Recorde média semanal de mortes: no dia 11/04 foi registrado o recorde de média semanal de mortes com 45 óbitos diários e no dia seguinte registrouse uma média de 42 óbitos por dia na semana. Esse número representa um aumento de 72% nas mortes normalmente registradas na região diariamente. É um fato inédito e configura uma tragédia sanitária nunca vista no histórico de registro de mortalidade na região sul-mineira.

Situação no estado de Minas Gerais: o estado de Minas Gerais, embora ainda permanecendo com tendência de estabilidade no número de casos, apresentou um crescimento de 26% de sua média semanal do dia 05 para o dia 12 de abril, indo de 7.907 para 9.946. Além disso, a tendência de estabilidade em internações, que havia uma semana antes, se reverteu para crescimento no último dia 12, tendência ainda também crescente no número de mortes.

Efeitos da Onda Roxa nas regiões do estado: no primeiro dia da Onda Roxa, 12 das 14 regiões de Minas Gerais estavam com tendência de crescimento de casos novos, no dia 12 de abril esse total baixou para 2. Apenas 3 municípios, dos dez mais populosos do sul de Minas, apresentam tendência de alta em casos novos: Pouso Alegre, Passos e Três Pontas Mas, é Pouso Alegre que vive a pior situação entre os maiores do sul de Minas, porque é o único que apresenta simultaneamente tendência de crescimento de casos, internações e óbitos. Para a cidade, projetase nos próximos dez dias uma demanda aproximada de 103 internações e um aumento de 30 mortes para o início de maio.

Mortalidade: em mortalidade, a situação melhorou em Passos, Itajubá e Alfenas, indo de crescimento para diminuição e em  Varginha passando de crescimento para estabilidade. Apesar disso, em Itajubá, se considerado o grande crescimento nas internações é de se supor um significativo aumento de mortes e possível reversão da tendência de diminuição da mortalidade.

Cobertura vacinal: a região sul atingiu uma cobertura vacinal dos idosos com 80 anos ou mais de 96% e 57%, respectivamente, de primeira e segunda dose. Na faixa de 75 a 79 anos, 90% das pessoas foram vacinadas com a primeira dose na região e na faixa de 70 a 74, 83%. Entre os dez maiores municípios em população destaque positivo para Pouso Alegre que se sobressaiu em cobertura com primeira e segunda dose nas faixas etárias prioritárias. E destaque negativo para Alfenas que registra apenas 63% e 24% de cobertura com primeira e segunda dose, respectivamente. Acesse na íntegra


:: Suplemento da edição nº 16 – 07/04/2021 – Balanço da 3ª semana de Onda Roxa no combate à Covid-19 em Minas Gerais 

Após três semanas de Onda Roxa em Minas Gerais, o quadro epidemiológico confirmou indicativos de melhora nesta última quarta-feira, 07 de abril.

Tendência de mortes e estabilidade de casos e internações:  no estado, a tendência de mortes permanece crescente, mas há estabilidade de casos e internações. Das 14 regiões de saúde apenas 2, a Leste e a Oeste, apresentam tendência de crescimento da incidência. Nas demais regiões, 8 apresentam tendência de diminuição (Leste-Sul, Nordeste, Noroeste, Norte, Sudeste, Sul, Triângulo-Norte e Triângulo-Sul) e 4  tendência de estabilidade (Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha e Vale do Aço). No Sul de Minas, há tendência de diminuição da incidência, mas mortes e internações permanecem em crescimento.

Média móvel semanal de casos na região sul de Minas: a média móvel semanal de casos na região Sul continua acima de 1.000 (1.089 em 07 de abril). Isso projeta de 20 a 30 mortes em média por dia na região e em torno de 70 internações diárias. As internações só começarão a diminuir dentro de pelo menos 10 dias e a mortalidade após mais duas semanas.

Emergência sanitária: o número de mortes por Covid-19 hoje representa sozinho 30% ou mais das mortes provocadas por todas as outras causas juntas no Sul de Minas. O que configura uma emergência sanitária jamais vista na história do estado. Entre os dez municípios com maior população da região Sul, registra-se tendência de diminuição de incidência em Varginha, Itajubá e Alfenas, estabilidade em Poços de Caldas, Pouso Alegre e Três Corações, mas crescimento em Passos, Lavras, São Sebastião do Paraíso e Três Pontas. Entre os municípios do Sul de Minas, no primeiro dia da Onda Roxa, 52% apresentavam tendência de crescimento da incidência, após três semanas esse número foi para 29%.

Situação dos municípios da região: a Onda Roxa no Sul de Minas foi mais positivo nos municípios com 30.000 habitantes ou mais. Dentre esses, houve melhora em 74%, com diminuição de novos casos. Mas, nos menores essa melhora foi de 47% e 51%, respectivamente naqueles com menos de 20.000 habitantes e de 20.000 a menos de 30.000. Ocorreram avanços, mas é cedo para se dizer que a situação está controlada. É necessário manter a tendência de queda de novos casos, especialmente num quadro em que as variantes mais transmissíveis avançam. Acesse na íntegra

 

:: Boletim Epidemiológico nº 16 – 05/04/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 16 aponta que, apesar da possível subnotificação de casos nos feriados de Páscoa, observa-se uma melhora na evolução do número de casos novos na região sul de Minas.

Tendência de estabilidade de casos novos e de crescimento de mortes e internações: diferente de uma semana atrás, nas regionais de saúde há tendência de estabilidade de casos novos, mas ainda há tendência de crescimento de mortes e internações. Exceto na regional de Varginha que apresenta tendência de estabilidade em internações. Permanece a tendência de crescimento de óbitos em todas as regionais.

Novo recorde de média semanal de casos: o recorde de média semanal de casos no sul de Minas foi para 1.493 em 02/04/2021. Desde então houve queda até o valor de 1.118 em 05/04/20211.

Cobertura vacinal: a região atingiu 95% de cobertura vacinal de sua população com 80 anos ou mais(primeira dose). Entre os 10 maiores municípios em população, ainda continuam com esse indicador abaixo de 90% os municípios de Três Corações (84%), Passos (80%) e Alfenas (63%).

Situação nas regionais de saúde em relação à alta, queda e estabilidade de novos casos, e mortalidade: apenas três municípios, dos dez mais populosos  (Passos, Três Corações e São Sebastião do Paraíso), apresentam tendência de alta em casos novos, havendo tendência de queda em Varginha, Itajubá e Alfenas. Poços de Caldas, Pouso Alegre, Lavras e Três Pontas apresentam tendência de estabilidade. Em mortalidade, Três Corações e Três Pontas apresentam tendência de queda, todos os demais 7 municípios sul-mineiros mais populosos apresentam tendência de crescimento. Coeficientes de mortalidade por idade indicam o início de um efeito protetor da vacinação nos mais idosos e maior ameaça da cepa P1 para os mais jovens. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 15 – Suplemento 1 – 31/03/2021 – Onda Roxa

Após duas semanas de onda roxa em Minas Gerais, o quadro epidemiológico geral ainda não melhorou significativamente. A variação das médias semanais de casos, internações e mortes comparadas com a de 14 dias atrás apresentam tendência de crescimento em Minas Gerais.

Mesma situação para o Sul de Minas e suas regionais de saúde, exceto para a regional de Pouso Alegre que apresenta tendência de estabilidade nas internações. No estado, a tendência que era de estabilidade nas internações piorou. Das 14 regiões mineiras a região Oeste e Triângulo Norte apresentam tendência de queda no contágio.

Na região Sul, todos os dez municípios mais populosos apresentaram aumento da média semanal de casos entre 17 e 31 de março. Nesse aspecto, de todos os municípios sul mineiros, 73% pioraram a situação, 4% ficaram na mesma e 23% melhoraram. Fato positivo foi o aumento de isolamento social registrado, que passou de 33% para 47% em Minas Gerais e de 32% para 47% no sul mineiro. Acesse o Suplemento 1 do Boletim 15 na íntegra.

:: Boletim Epidemiológico nº 15 – 29/03/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

O boletim nº 15 lembra que neste dia 31/03, quarta-feira, completando duas semanas de Onda Roxa em Minas Gerais, a região sul-mineira ainda segue com o agravamento do quadro epidêmico.

Tendência de crescimento, internações e mortes nas regionais de saúde: em 29/03/2021, observa-se tendência de crescimento de casos novos (incidência), internações e mortes. Destaque negativo para o crescimento da média semanal de mortes nas regionais de Passos e Pouso Alegre, com valores de 124% e 107%, respectivamente. A regional de Alfenas estabilizou a tendência de crescimento de óbitos, mas apresenta tendência de crescimento de internações. Na regional de Pouso Alegre, apesar da crescente tendência de óbitos, observamos tendência de estabilidade nas internações.

Novo recorde de média semanal de casos: o recorde de média semanal de casos no sul de Minas era de 1.205 em 22/03/2021 e foi sucessivamente quebrado, atingindo o novo recorde de 1431 em 29/03/2021. O recorde de casos num só dia, de 1.754 em 18/03/2021, passou para 2.107 no último dia 27.

Cobertura vacinal: a cobertura vacinal no Sul de Minas atingiu um total de 92% de sua população com 80 anos ou mais. Contudo, entre os 10 maiores municípios em população, o mais preocupante é Alfenas com apenas 63%. Acesse na íntegra


:: Suplemento da edição nº 14 – 25/03/2021 – Balanço da semana de Onda Roxa no combate à Covid-19 em Minas Gerais 

Quadro epidemiológico ainda não revertido:  como era esperado, apenas uma semana de Onda Roxa não reverteu o grave quadro epidemiológico vivido por Minas Gerais. Mesma situação se constatou para a região sul do estado, onde o contágio continuou avançando em ritmo crescente.

Discretos avanços: alguns discretos avanços foram registrados em em locais recentemente já muito atingidos pelo avanço do contágio. Mesmo assim, nesses locais ainda não se observou uma tendência consistente na queda do contágio.

Índice baixo de isolamento: o índice de isolamento social ainda é muito baixo para que seja efetivo na diminuição de casos, estando atualmente em 32% para a região sul e 33% para o estado.

Recordes de média semanal de casos:  desde o início da Onda Roxa, seguidas quebras de recorde de média semanal de casos foram registradas, chegando-se ao recorde atual de 1.301 casos em média por semana (24/03/2021).

Próxima semana decisiva:  a próxima semana será decisiva para podermos começar a dimensionar se a onda roxa será significativa para a diminuição do avanço do contágio ou não fará diferença em relação a medidas menos restritivas de movimentação social. Acesse na íntegra

:: Boletim Epidemiológico nº 14 – 22/03/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 14 do boletim mostra que, ainda sendo prematuro para se avaliar os efeitos da onda roxa, a região sul-mineira segue com o agravamento do quadro epidêmico. Em 22/03/2021, observa-se tendência de crescimento de casos novos (incidência), internações e mortes.

Média semanal de mortes: destaque negativo para o crescimento da média semanal de mortes na regional de Alfenas e Passos, com valores de 175% e 100%, respectivamente. Antes de 21/03/2021, o recorde de média semanal de casos havia sido em 24/01/2021 com 1.196, mas em 21 e 22 de março deste ano esse indicador chegou a 1.204 e 1.205, respectivamente.

Recorde de casos em um só dia: como previsto no boletim 13 um novo recorde de média semanal de casos se estabeleceu no sul de Minas. O recorde de novos casos registrado num só dia, que era de 1.512 em 23/01/2021, foi quebrado duas vezes nesta última semana, com 1.754 em 18/03/2021 (novo recorde) e 1.699 em 20/03/2021.

Cobertura vacinal: o sul de Minas atingiu um total de 85% de cobertura vacinal de sua população com 80 anos ou mais. Entre os 10 maiores municípios, no balanço do dia 22/03/2021 referente a 18/03/2021, Alfenas foi o que menos registrou cobertura vacinal dessa população idosa, com 63% e Pouso Alegre o que atingiu o maior número, com 96%. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 13 – 15/03/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 13 reforça o recorde de média semanal de casos na região sul de Minas Gerais, considerando o comportamento da curva de casos apenas do carnaval até o momento.

Tendências crescentes de casos, óbitos e internações: as curvas de novos casos, internações e mortes continuam com tendência de crescimento. A demanda hospitalar gerada pela pandemia tem e terá grandes reflexos sobre a mortalidade e saúde no Brasil.

Atraso nas cirurgias eletivas: em cirurgias eletivas o atraso é enorme. Em Minas Gerais de 2019 para 2020 houve uma redução de 103.151 cirurgias, uma diminuição de 49%. Na região sul de Minas as cirurgias eletivas diminuíram 51% nesse período e deixaram de ser feitos 15.157 procedimentos. Tratamentos foram atrasados, aumentando o sofrimento e risco de morte de milhares de pessoas.

Excedente de mortalidade: já se observa no Brasil, de 2019 para 2020, o chamado excedente de mortalidade. É urgente que a estratégia para guiar as medidas de distanciamento social deixe de ser a ocupação de leitos e passe a ser o ritmo do surgimento de casos.

Estratégia vacinal para a diminuição de mortes: com a lentidão da vacinação o alcance da imunidade coletiva ficou mais distante, sendo urgente voltar a estratégia vacinal para a diminuição de mortes. A vacinação dos profissionais da linha de frente deve ser priorizada. Mas há uma perigosa concorrência entre o esforço de se vacinar profissionais da saúde e população idosa. Há grande disparidade no ritmo de vacinação da população idosa e onde mais se vacina profissionais, menos idosos são vacinados. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 12 – 09/03/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 12 alerta que, no Brasil, a combinação de ritmo lento de vacinação e alto número diário de casos novos aumentam as chances de surgimento de variantes mais transmissíveis e resistentes a anticorpos.

Tendências crescentes de casos, óbitos e internações:  de novo estabelece-se a sincronização de curvas, com tendências crescentes de casos, óbitos e internações e crescente de casos em diversos locais ao mesmo tempo. Um cenário de combinações potencialmente trágicas para a saúde e a economia.

Cenário sul-mineiro e situação do município de Alfenas: o cenário sul-mineiro reproduz essas características, com especial preocupação para o município de Alfenas que, dentre os dez maiores da região, apresenta o maior número de casos por habitante, maior que o de Minas Gerais e Sul de Minas.

Atraso na proteção vacinal dos mais vulneráveis: diante da escassez de doses de vacina, a estratégia de priorizar a vacinação indiscriminada de profissionais de saúde tem contribuído para o atraso na proteção vacinal dos mais vulneráveis a morte e casos graves – as pessoas idosas. Estas
representam 83% do total de mortes e aquelas com 80 anos ou mais apresentam um risco 98 vezes maior de morrer de covid-19 em comparação com a faixa etária de 30 a 39 anos. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 11 – 02/03/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

O boletim nº 11 aponta até o dia 02/03, tendência de crescimento da média semanal de casos novos, sendo que nunca houve uma tão rápida reversão de tendência de diminuição para crescimento.

Reescalada de casos: a velocidade com que se reverteu a tendência de queda de casos novos indica aumento da taxa de transmissão e aponta para uma reescalada de casos. Isso é agravado pelo aumento na sincronia das curvas epidêmicas que potencializa o número de mortes por prejudicar o socorro oportuno.

Média de novos casos: a partir da última semana, a região sul-mineira registrou o surgimento de uma média diária de 677 novos casos, 13 mortes e 31 internações, caminhando para um dramático mês de março. O fator de crescimento médio de janeiro foi de 1,2 e o de fevereiro subiu para 1,3 indicando também aumento da taxa de transmissão.

Curva epidêmica: a curva epidêmica permaneceu em níveis elevados de casos novos por longo tempo. E, como a tática de priorizar a atenção hospitalar permaneceu como estratégia, caímos numa armadilha. Transformamos a tática (correta) numa estratégia (equivocada).

Combate: a guerra contra a Covid-19 se ganha evitando o surgimento de casos. Insistimos numa estratégia perdedora, sendo que o caminho vitorioso é evitar o surgimento de casos. Altos níveis de casos novos por longo tempo tem “ensinado” o vírus a se defender melhor de nossas defesas. As principais armas nesta guerra são: identificação de casos, rastreamento de contatos e isolamento de ambos. Além das máscaras e vacinas. E, diferente do que se tornou “fashion”, o que mais precisamos é de propaganda pelo uso das máscaras. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 10 – 24/02/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 10 aponta tendências de queda em casos novos,  internações e mortes até o dia 24/02/2021.

Média de novos casos: A média diária de mortes por Covid-19 durante toda a pandemia representa 10% do número total de mortes por dia em 2019, por todas as causas e, na média semanal de 24 de fevereiro, representa 23% desse total.  Em Minas Gerais, há tendência de estabilidade da média semanal de novos casos e óbitos e queda na média semanal de internações. O destaque negativo no estado são as regiões Noroeste e Norte do Triângulo Mineiro, que apresentam crescimento destes 3 indicadores.

Variantes do vírus: Começam a ser identificadas em diferentes locais do país, inclusive em Minas Gerais, variantes mutantes que afetam a resistência do vírus a anticorpos já desenvolvidos pelas pessoas, mas também aquelas que aumentam a transmissibilidade do vírus.

Efeito do feriado de Carnaval: O efeito do feriado de Carnaval sobre a incidência parece ter aparecido no registro de casos do dia 24/02/2021 e deverá ser confirmado até o final deste mês de fevereiro.

Vacinação e uso de máscaras: Demorar para vacinar pode ser grave ameaça, sendo fundamental a intensificação no uso de máscaras, de preferência duas ao invés de uma. Acesse na íntegra.


:: Boletim Epidemiológico nº 09 – 15/02/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 09 aponta tendências de queda em casos novos e internações e estabilidade das mortes até o dia 15 de fevereiro de 2021. 

Média de novos casos: De 20 de novembro do ano passado a 24 de janeiro deste ano houve crescimento contínuo do número de casos novos. Desde então (24/01/2021) temos registrado queda contínua nesse número, mas ainda com média de 636 casos novos diários na semana (quase 3 vezes maior do que a registrada no platô da pandemia).  A média diária de mortes de covid-19 durante toda a pandemia representa 10% do número total de mortes por dia em 2019, por todas as causas e, na média semanal de 15 de fevereiro, representa 31% desse total.

Variantes do vírus: A variante P.1 de Manaus parece ter influenciado o aumento de casos mais por escape imunológico do que por aumento de transmissibilidade. Começam a ser identificadas variantes mutantes em diferentes locais do país, não só aquelas que afetam a resistência do vírus a anticorpos já desenvolvidos pelas pessoas, mas também aquelas que aumentam a transmissibilidade do vírus.  Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 08 – 08/02/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A edição nº 08 aponta tendências de queda em casos novos e internações e crescimento das mortes até o dia 08 de fevereiro de 2021. 

Média de novos casos:  de 20 de novembro do ano passado a 24 de janeiro deste ano houve crescimento contínuo do número de casos novos. Desde então (24/01/2021) temos registrado queda contínua nesse número, mas ainda com média de mais de 699 casos novos diários na semana (quase 3 vezes maior do que a registrada no platô da pandemia). A média diária de mortes por Covid-19 até agora representa 10% do número total de mortes por dia em 2019, por todas as causas.

Curvas de casos de Manaus e sul de Minas: comparando as curvas de casos de Manaus e sul de Minas, pode-se supor que o ritmo de casos não foi, ainda, influenciado por variante mutante. Há tendência de queda do número de casos novos em Minas Gerais, exceto na região noroeste do estado que apresenta tendência de crescimento. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 07 – 04/02/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

O boletim nº 07 aponta que até 04 de fevereiro, o sul de Minas registrou tendências de queda em casos novos, estabilidade nas internações e crescimento das mortes.

Média de novos casos: de 20 de novembro de 2020 a 24 de janeiro de 2021 houve crescimento contínuo do número de casos novos. Desde então (24/01/2021) temos registrado queda contínua nesse número, mas ainda com média de mais de 800 casos novos diários na semana (3 vezes maior do que a registrada no platô da pandemia). A média diária de mortes de Covid-19 até agora representa 9% do número total de mortes por dia em 2019, por todas as causas.

Curvas de casos de Manaus e sul de Minas: comparando as curvas de casos de Manaus e sul de Minas, pode-se supor que, se o ritmo de casos foi influenciado por variante mutante, foi mais no sentido de a mutante ter ficado mais resistente ao sistema imunológico do que por ser mais transmissível. Há tendência de queda do número de casos novos em toda Minas Gerais, exceto na região noroeste do estado que apresenta tendência de crescimento.

Isolamento social x diminuição de casos: não há evidência de correlação do índice de isolamento social considerado pela Secretaria de Saúde de MG e o aumento ou diminuição do número de casos. A influência de contágios a partir de pequenas aglomerações (familiares, amigos, empresas etc.) e festas que não implicam grandes deslocamentos parece ser mais significativa no aumento da incidência. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 06 – 25/01/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A 6ª edição do boletim mostra que a região sul de Minas Gerais ainda vive um crescimento simultâneo de casos, mortes e internações.

Crescimento da média semanal: há grande aumento do crescimento da média semanal de mortes na regional de Alfenas e sul de Minas como um todo.

Indicadores de casos, internações e mortes: para Minas Gerais, observa-se tendência de estabilidade para casos e internações e tendência de crescimento de mortes. Em relação aos indicadores de casos, internações e mortes a situação do sul de Minas é pior do que a do estado. A cada 1.000 casos são geradas 70 internações e 21 mortes.

Questão dos leitos: a questão dos leitos traz dois aspectos críticos. Um é que a Covid-19 tem provocado redução no número de procedimentos terapêuticos e cirúrgicos. E o outro é que se criou a cultura do “tendo leito pode relaxar”. Isso é uma enorme inversão de prioridade, pois em qualquer epidemia o controle da incidência (novos casos) deve ser o principal. É fundamental fortalecer a atenção básica e prevenção. Com o predomínio da preocupação centrada no hospital, caímos numa armadilha em que, nem controlamos a pandemia, nem garantimos leitos suficientes.

Relação sul de Minas x Manaus: desde o início de novembro as curvas do sul de Minas e de Manaus continuam semelhantes, mas em menor grau. Os dados mostram maior diferença entre Manaus e o sul-mineiro a partir de 25 de janeiro, especialmente no ritmo de aumento de casos e nas evidências epidemiológicas e laboratoriais que indicam o efeito da mutante no aumento de casos em Manaus.

Desafio: hoje o maior desafio é diminuir o ritmo de contágio para quando uma cepa mutante mais transmissível chegar, para que ela não potencialize uma curva já em crescimento. Não é uma questão de “se”, mas “quando”. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico nº 05 – 18/01/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

Na 5ª edição, o boletim mostra que a epidemia avança: há crescimento simultâneo de casos, mortes e internações. Em 18/01/2021, tendência de crescimento de internações em todas as regionais de saúde.

Situação nos municípios com campus da UNIFAL-MG: Alfenas foi a cidade mais atingida pela pandemia e em Poços de Caldas houve maior número de mortes entre os doentes. Varginha é a melhor em menor letalidade e número de mortes por habitante. Alfenas tem oferecido mais risco de contágio e Poços de Caldas maior risco de morte para seus doentes.

Análise comparativa “Manaus x Sul de Minas Gerais”:  desde o início de novembro, as curvas do sul de Minas e de Manaus, são muito semelhantes. No dia 17 de janeiro, o Sul de Minas apresentou crescimento da média semanal de casos de 126 % e Manaus atingiu 125%. Pela semelhança das curvas do sul mineiro e a capital do Amazonas o crescimento da incidência é predominantemente reflexo das festividades de final de ano. O efeito da variante mutante sobre a incidência parece ainda não ter sido significativo. O decréscimo de casos novos pode estar ameaçado se a nova variante começar a circular com força. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico n° 04 – 11/01/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais 

A tendência explosiva de crescimento em número de casos e de mortes no sul de Minas Gerais, registrados até o dia 11 de janeiro, é retratada no Boletim n° 04 do projeto “Indicadores de Covid-19”. Segundo os dados analisados, o fenômeno da sincronização de curvas epidêmicas, já observado desde início de novembro, tem levado o sistema hospitalar à sobrecarga e à ameaça de colapso, a qual ocorre quando há incapacidade de atender, em tempo oportuno, a demanda hospitalar de urgência e emergência.

Em relação ao número de casos e óbitos por município, o estudo observou que, coerente e proporcionalmente, os locais com maior número de casos e óbitos são aqueles com maior população, com exceção do município de Extrema. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico n° 03 – 06/01/2021 – Situação epidêmica da Covid-19 no sul de Minas Gerais

A reescalada de casos de Covid-19 no Sul de Minas Gerais é o principal tema do terceiro boletim do projeto “Indicadores de Covid-19”. Segundo o estudo, a pandemia demorou cinco meses e meio para atingir o patamar de 340 casos em média móvel, mas, a partir de dezembro, esse estágio foi superado em 26 vezes.

Em 2020, o recorde de novos registros em um único dia, no sul do estado, ocorreu em 31/12, atingindo o número de 871 casos. Em 2021, os números se superaram: foram registrados 2.703 novos casos em um dia (06/01). Diferente do comportamento da média móvel de casos, o estudo observou que os maiores valores da média móvel de mortes não foram superados no mês de dezembro, fato que pode ser reflexo, além de um aumento no aprendizado e competência no tratamento dos doentes, de momentos com menor ocupação de leitos e predomínio do perfil etário de pessoas mais jovens. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico n° 02 – 28/12/2020 – Mutação do vírus

O segundo boletim epidemiológico fala sobre a estrutura dos coronavírus, caracterizados como vírus RNA que têm menos capacidade de corrigir erros de reprodução genética. Embora sejam mais mutáveis, esses vírus, normalmente, evoluem para provocar sintomas menos graves e/ou para se tornar mais transmissíveis, de modo a ganhar, assim, vantagem competitiva.

Conforme o estudo, as alterações genômicas que não alteram substancialmente o fenótipo, ou seja, a “cara” do vírus, como a cepa mutante B.1.1.7, não seriam suficientes para que as vacinas e o sistema imunológico deixassem de proteger o organismo. A pior mutação ocorreria a partir de mudança genômica, com mudança da “forma” e o surgimento de um novo vírus, assim como aconteceu com o SARSCoV, que produziu o SARS-CoV-2. Esse exemplo, no entanto, acontece quando mais de uma espécie hospedeira está envolvida. Acesse na íntegra


:: Boletim Epidemiológico n° 01 – 22/12/2020 – Interiorização da pandemia e sincronização da curva epidêmica

De acordo com o primeiro boletim epidemiológico, nenhum município brasileiro está sem caso de Covid-19. A transmissão comunitária ou sustentada praticamente dominou todo o território nacional, fazendo com que as barreiras sanitárias sejam menos efetivas. Os estados, as macro e microrregiões de saúde e os próprios municípios passaram a não ter mais uma defasagem no tempo epidêmico: a curva da média móvel de 7 dias está praticamente no mesmo estágio, agora, na maioria dos lugares – em ascensão e batendo (ou se aproximando de bater) recordes alcançados anteriormente, especialmente após os feriados de final de ano. Acesse na íntegra

 

Leia também: Pesquisadores da UNIFAL-MG monitoram, semanalmente, a evolução da Covid-19 no Brasil; projeto científico ajuda a compreender indicadores da pandemia

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