Simpósio realizado na Universidade abre o diálogo sobre transtornos mentais que podem levar ao suicídio

Pela segunda vez, a UNIFAL-MG promoveu na Instituição o Simpósio de Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio, evento que compôs a programação das ações vinculadas à campanha Setembro Amarelo.

Realizado nos dias 26 e 27/09, sob a coordenação da professora Luciene Alves Moreira Marques, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, o simpósio reuniu convidados como a professora e pesquisadora Lara Cristiana Silva, da área de Atenção Farmacêutica; a médica psiquiatra Maria Rosana Fernandes; a professora e pesquisadora em Farmácia Clínica, Sheilla Alessandra Ferreira Fernandes; o professor e pesquisador Denis Moreira, da área de Enfermagem, que estuda drogas e a sua influência nos transtornos mentais e suicídio; e o professor e pesquisador Fábio Colombo, do Centro de Valorização da Vida e da Prevenção ao Suicídio. O evento promoveu ainda, a mesa-redonda “Saindo do fundo do poço”, com a participação de pessoas que tiveram transtornos mentais e se recuperaram.

A abertura no dia 26, contou com a presença do pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace), Prof. Wellington Ferreira Lima, que destacou em sua fala, os inúmeros fatores que impactam o cotidiano das pessoas, sobretudo, na Instituição, causando algum tipo de desconforto que precisa de enfrentamento. “A quantidade de pessoas que apresenta algum quadro de sofrimento mental é muito grande. Na Universidade, a gente observa que isso atinge professores, atinge servidores técnicos e atinge alunos”, ressaltou, frisando que é preciso ultrapassar o tabu de  expressar as emoções e procurar ajuda de órgãos como a própria Prace, que também atende demandas psicossociais.

Em pronunciamento, a coordenadora do evento compartilhou a satisfação de ver a sala tão numerosa, tendo em vista que a primeira edição do simpósio realizada em 2015, contou com muitos interessados, porém, poucos compareceram para participar. “Nós ficamos muitos frustrados na época, de não poder transmitir a mensagem a um maior número de pessoas possível”, disse Profa. Luciene.

A coordenadora também comentou o seu envolvimento com o tema de saúde mental, revelando que por ter sido uma das pessoas que conseguiram superar a depressão, ela daria depoimento a respeito. “Eu não tenho vergonha, eu não tenho preconceito, eu não me sinto mais fraca ou mais forte, quando falo que já passei por isto. E talvez este seja um dos motivos que eu esteja engajada nessa frente”, falou.

 “Como compreender e ajudar pessoas?”, “Transtornos mentais e suicídio” e “Tratamento medicamentoso de transtornos depressivos e ansiosos: o que você precisa saber?” foram alguns dos temas trabalhados durante o simpósio.

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