Pesquisas desenvolvidas na UNIFAL-MG na área de Química vão beneficiar a sociedade

Graduandos e pós-graduandos de Química da UNIFAL-MG têm desenvolvido trabalhos científicos cujos temas ganham relevância pelos benefícios que poderão trazer à sociedade.

Um desses estudos prevê, por exemplo, o desenvolvimento de eletrodos que poderão ser úteis para o diagnóstico de infecções de grande impacto na saúde pública brasileira, como a infecção por zika vírus. Segundo os pesquisadores, a grande necessidade no campo do diagnóstico dessa doença com significativo impacto na sociedade motivou a elaboração do estudo que tem como objetivo o desenvolvimento de um método simples e de fácil acesso para a identificação do material genético do vírus da dengue. Assim, está sendo desenvolvida por Luíza Olivari, Lucas Ferrarrezi, Ana Castro, Fabio Pisseti e Alzira Lucho, do grupo de pesquisa “Materiais e Eletroquímica”, do Instituto de Química (IQ), uma plataforma nanotecnológica utilizando um compósito com base em uma rede de sílica, funcionalizada com grupos tióis, nanopartículas de prata (nAg) e grafite para a detecção da dengue.

O material genético do vírus da dengue é utilizado como sonda para a construção do bioeletrodo aplicado no diagnóstico da doença (Fonte: O estrago que o Aedes aegypti está causando)

Outro tema de destaque entre as pesquisas desenvolvidas no IQ aborda a descrição de métodos modernos capazes de acessar a fauna e a flora brasileira para a descoberta de novas moléculas candidatas a fármacos. Conforme as pesquisadores, tais moléculas poderão ser úteis para o tratamento de doenças como Alzheimer, artrite reumatoide e câncer.  Diversas pesquisas, por exemplo, na área de produtos naturais tem sido feitas  a partir de substâncias com atividade farmacológica para auxiliar no desenvolvimento de novas formulações, a fim de colaborar no tratamento de doenças que atingem milhares de pessoas. Um desses estudos, realizado por Natalie de Barros Vieira e Daniela Aparecida Chagas, envolve a quantificação de tagitinina C, uma substância com propriedades medicinais como anti-inflamatória e anti-cancerígena, proveniente de uma planta largamente encontrada em todo país. O objetivo é determinar o local em que essa substância se encontra em maior concentração na planta para que possa ser isolada em quantidade considerável e, então, aplicada em formulações de novos medicamentos.

Entre outros trabalhos, os acadêmicos também têm estudado o desenvolvimento de materiais moleculares funcionais para captura de CO2 e metodologias aplicadas ao ensino de Química que podem favorecer o aprendizado de alunos de escolas do ensino fundamental, médio e superior.

Dada à importância dos temas, esses e outros projetos de pesquisa integraram a programação do 32º Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química, promovido pela Sociedade Brasileira de Química, em Juiz de Fora, no mês de novembro. Além da presença de alguns docentes do Instituto de Química da UNIFAL-MG, os Prof. Antônio Carlos Doriguetto, o Prof. Claudio Viegas Jr. e a Profa. Maria Vanda Marinho foram convidados a ministrar palestras. O encontro também recebeu discentes para as apresentações orais e em formato de pôster, tamanha relevância e grau de inovação dos projetos em desenvolvimento na Universidade.

Conforme a coordenadora do curso de Química Bacharelado, Profa. Giovana Lima Martins, os encontros regionais da Sociedade Brasileira de Química são importantes pois, geralmente, é o primeiro contato que os estudantes de graduação têm com um evento científico com pesquisadores de diferentes instituições do âmbito nacional e internacional externo à UNIFAL-MG.

A edição de 2018 reuniu aproximadamente 650 participantes que prestigiaram 400 trabalhos apresentados em formato pôster, nove conferências, sendo quatro de pesquisadores estrangeiros e uma mesa-redonda com o tema-tabu “Depressão da Pós-Graduação”.

 

Colaboração: Giovana Lima Martins, coordenadora do curso de Química (Bacharelado) da UNIFAL-MG

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