Pesquisa de discente do mestrado em Economia conquista 1º lugar do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar 2019

A pesquisa de Gisele Gonçalves de Brito, discente  da primeira turma do curso de mestrado em Economia da UNIFAL-MG campus Varginha, foi a vencedora do IX prêmio do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), na categoria Economia. O trabalho é fruto da dissertação de mestrado intitulada “Tendências e fatores associados ao custo da saúde privada no Brasil: uma análise via modelo getzen expandido para o envelhecimento da população”, defendida em setembro deste ano por Gisele, que analisou o custo das operadoras de saúde privada no Brasil, de 2002 a 2017.

Orientada pelas professoras do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Alinne Alvim Franchini e Pamila Cristina Lima Siviero, a discente explica que a pesquisa foi feita por meio de um modelo de decomposição denominado Getzen, originalmente desenvolvido para os Estados Unidos, mas que para além do modelo original, o estudo premiado realiza uma aplicação inédita, adequada ao contexto brasileiro. “O Modelo Getzen quantifica o papel dos fatores associados ao custo da saúde. Ele consiste na decomposição do custo da saúde nas variáveis renda per capita real, inflação, crescimento populacional e crescimento residual, sinônimo de tecnologia. No Brasil, porém, o uso de crescimento residual como sinônimo de tecnologia é contestável, pois outras variáveis são frequentemente associadas a tal custo. Dessa forma, este trabalho propõe uma nova versão do modelo, com a inclusão de um indicador de envelhecimento populacional”, afirmou.

Segundo Gisele, o principal resultado do trabalho foi a a identificação de que os custos da saúde privada no Brasil tendem a continuar seu crescimento acima da renda per capita real e da inflação, fato que impacta negativamente o aumento do número de beneficiários de planos de saúde. “O nível de poder aquisitivo para ter acesso a um plano de saúde, assim, é cada vez mais alto. A saúde privada tende a ser, então, cada vez mais cara, elitizada e passível de sofrer as consequências do risco moral, que a encarece ainda mais, juntamente com a judicialização e o envelhecimento populacional”, disse. De acordo com ela, é imprescindível que as operadoras de planos e seguros de saúde busquem medidas para enfrentar este cenário: “algumas possíveis ações são a medicina preventiva e uma melhor gestão das despesas assistenciais”, conclui.

O prêmio “IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar” tem o objetivo de promover a pesquisa e valorizar estudos com qualidade técnica e capacidade de contribuir para a evolução do setor de saúde suplementar. Para Gisele, que além do curso de mestrado também se graduou em Ciências Atuariais pela UNIFAL-MG,  conquistar o 1º lugar na categoria Economia foi uma honra e o reconhecimento de todo o esforço dedicado ao estudo: “o avaliador da categoria elogiou muito o trabalho e, esse ano, o IESS recebeu um número recorde de inscrições. Isso mostra o quanto eles gostaram da pesquisa pra nos conceder o prêmio”.

Os demais trabalhos vencedores estão disponíveis neste link.

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