UNIFAL-MG comemora 15 anos de transformação em Universidade Federal neste dia 29 de julho

A UNIFAL-MG tem um motivo especial para comemorar a data de hoje, 29 de julho de 2020. Há exatos 15 anos, a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, então credenciada como Centro Universitário Federal (EFOA/CEUFE), transformava-se em Universidade Federal de Alfenas.

O projeto de criação da UNIFAL-MG é resultado do esforço coletivo da comunidade acadêmica, que se manteve atenta aos planos do novo governo federal, empossado em 2003, e soube aproveitar a oportunidade. À época, o governo pretendia aumentar o número de universidades federais e ofertar mais cursos de graduação e pós-graduação no país, por meio do Programa de Expansão Fase I das Instituições Federais de Ensino Superior.

A partir desse programa, a Instituição, que já era consolidada com seus 91 anos de fundação, buscou apoio do então deputado e ex-aluno da Instituição, Geraldo Thadeu, que articulou com outros políticos a aprovação do projeto de criação da Universidade, junto ao Congresso Federal. Após a aprovação, sob a Lei 11.154 de 29 de julho de 2005, o projeto seguiu para o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que o sancionou, transformando o Centro Universitário em Universidade Federal.

Foto histórica que registrou a solenidade comemorativa da implantação da Universidade Federal de Alfenas com hasteamento das bandeiras pouco antes da inauguração do auditório Dr. João Leão de Faria no dia 19 de agosto de 2005. Participaram do hasteamento: Prof. Roberto Martins Lourenço (vice-reitor entre 2005-2010); Prof. Antonio Martins de Siqueira (reitor entre 2005-2010); Profa. Silvana Coelho Leite Fava (pró-reitora de Graduação entre 2005-2010) e Prof. Marcelo Polo (pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação entre 2005-2010). (Foto: arquivo Dicom/UNIFAL-MG)

Para o docente aposentado Antonio Martins de Siqueira, o Prof. Tonhão, que era diretor da Instituição naquele período e um dos gestores responsáveis pela iniciativa de buscar a expansão, tornando-se o primeiro reitor da Universidade, a criação da UNIFAL-MG foi “uma vitória de toda comunidade acadêmica que trabalhou para que isto fosse possível, resultado da esperança e da luta de pessoas que acreditaram que os sonhos compartilhados têm o poder transformador”. Esta fala foi destacada pelo Prof. Tonhão, durante a solenidade comemorativa de transformação em universidade federal, realizada em agosto de 2005.

Outro docente que teve papel fundamental na fase de expansão e consolidação da Universidade é o professor Paulo Márcio de Faria e Silva, egresso do curso de Farmácia da EFOA e integrante do corpo docente do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) desde 1992.

Prof. Paulo Márcio foi assessor de planejamento na gestão do Prof. Tonhão, atuando diretamente no processo de expansão. A partir de 2010, o professor Paulo Márcio assumiu o posto de reitor da UNIFAL-MG e continuou o trabalho de consolidação da Universidade por dois mandatos (2010-2014/2014-2018).

Em entrevista concedida para a equipe de comunicação no ano de 2015, Prof. Paulo Márcio afirmou que o processo que levou à transformação da Universidade é resultado de um conjunto de fatores que envolvem gestores, políticas de valorização e ampliação do ensino superior, além da criação de cursos que levaram a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas ao patamar de Centro Universitário e, posteriormente, à Universidade Federal. “A criação da UNIFAL-MG reúne elementos de vontade própria no sentido de crescimento institucional, bem como, pode-se afirmar que foi resultado de uma acertada política de maiores investimentos na educação superior pública do Brasil”, enfatizou.

Na mesma entrevista, Prof. Paulo Márcio ressaltou o trabalho dos professores João Batista Magalhães, Maciro Manoel Pereira e do Tonhão como dirigentes que empreenderam esforços para implantar cursos que abriram as portas para mais um degrau no avanço institucional. Além dos ex-dirigentes, o professor também lembrou a dedicação dos docentes Erly Maria de Carvalho e Antônio Camilo Souza Cruz, e da técnica Jacira Campos Cabral, segundo os quais “tiveram maior responsabilidade na formulação e apresentação da proposta de criação da UNIFAL-MG.”

Refletindo sobre as transformações pelas quais as instituições passam ao longo da existência, o atual reitor da UNIFAL-MG, Prof. Sandro Amadeu Cerveira, observa que a transformação da Efoa/Ceufe em universidade federal não foi um processo ocorrido em um dia ou isento de contradições. “Não pode ser pensado como algo acabado”, diz.

Prof. Sandro destaca os aspectos do processo dessa transformação, iniciando pela dimensão histórica. “Para que a UNIFAL-MG fosse possível, houve a necessidade de um longo acúmulo de quase 100 anos”, afirma. Para ele, construir uma escola federal de qualidade da EFOA e depois EFOA/CEUFE no interior não foi uma tarefa fácil. “Exigiu sonhar com algo que não existia, mas como viver é melhor que sonhar, exigiu também que o tempo, a força e os recursos de muitos homens e mulheres, a maioria anônimos, fossem investidos mesmo em momentos difíceis e de nenhum glamour”, reconhece.

O segundo aspecto levantado pelo reitor, foi  o momento de expansão das universidades pelo qual passava o país. “É preciso lembrar que as coisas não acontecem sem que existam determinadas condições maiores. Assim como uma planta não germina por si, mas precisa de um conjunto propício as instituições não nascem apenas porque houve um desejo localizado. É fundamental compreender a UNIFAL-MG como parte do processo de expansão das universidades públicas e Institutos Federais ocorrido naquele momento”, salientou.

“Nossa homenagem às mulheres e aos homens que construíram a base sobre a qual foi erguida a UNIFAL-MG não pode ser protocolada. É preciso que olhemos para nossas próprias vidas e escolhas para entender um pouco do que foi o sacrifício e a alegria de construir e sustentar algo que era novo, mas no qual eles e elas escolheram acreditar e investir”, reforça o reitor.

Uma Universidade em constante transformação

Desde a transformação há 15 anos, a Instituição passou por muitas mudanças, com a ampliação da oferta de cursos de graduação e pós-graduação e da estrutura física, bem como do corpo docente, técnico, discente e de colaboradores terceirizados. Para atender à expansão, em 2009, foram construídos dois novos campi, um em Varginha e outro em Poços de Caldas, além de uma nova unidade educacional em Alfenas. A implantação da Universidade possibilitou estruturar e consolidar os cursos de pós-graduação stricto sensu, gerando empregos por meio de abertura de vagas em concursos públicos para professores e técnicos, o que, consequentemente, impactou na economia da região.

Em 2005, a Instituição contava com oito cursos de graduação e 1.351 alunos matriculados. Atualmente, a UNIFAL-MG oferece 38 cursos de graduação e 29 cursos de pós-graduação, voltados às diversas áreas do conhecimento, incluindo Saúde, Ciências da Natureza, Ciências Exatas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Letras, e Engenharias. Hoje, o corpo discente de graduação é constituído por 6.167 universitários. Na pós-graduação, são mais de 700 acadêmicos matriculados.

As ações de extensão universitária também ganham destaque especial na UNIFAL-MG, uma vez que possibilitam novas experiências e conhecimentos  aos discentes em projetos desenvolvidos com a comunidade externa, o que permite um intercâmbio permanente entre a sociedade e a Universidade.

O complexo universitário é formado por cerca de 600 docentes, mais de 300 servidores técnico-administrativos e mais de 300 colaboradores terceirizados, todos trabalhando juntos em busca por alcançar a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão.

Parabéns à Universidade Federal de Alfenas!

É um privilégio, para nós, da equipe da Diretoria de Comunicação Social (Dicom), fazer parte de uma Universidade  tão completa quanto a UNIFAL-MG.

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