Estudo da UNIFAL-MG sobre atividade farmacológica de mel orgânico nos componentes microbiano e inflamatório da doença periodontal recebe menção honrosa na 37ª Reunião Anual da SBPqO

O mel é um alimento funcional com várias atividades já comprovadas cientificamente, como antimicrobiana, anti-inflamatória, ação desodorizante e de debridamento de feridas. Pensando nisso, pesquisadores dos programas de pós-graduação em Ciências Biológicas e Odontologia da UNIFAL-MG, se uniram para realizar um estudo do potencial do mel orgânico brasileiro na redução de mediadores inflamatórios relacionados à perda óssea na doença periodontal. A pesquisa, que já apresenta resultados positivos, recebeu uma menção honrosa durante a 37ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizada virtualmente entre os dias 08 e 12 de setembro.

Intitulado “Consumo de mel orgânico brasileiro reduz influxo de neutrófilos em peritônio e reabsorção óssea na doença periodontal em camundongos“, o trabalho foi orientado pelo professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), Pedro Luiz Rosalen, e teve como objetivo avaliar, in vivo, o efeito da administração diária de mel orgânico na inflamação peritoneal aguda e doença periodontal de camundongos. “Concluímos que o mel orgânico avaliado é um alimento funcional apresentando atividade anti-inflamatória em processo agudo e diminuindo a reabsorção óssea alveolar em doença periodontal em modelos animais”, afirmou o orientador.

De acordo com o Prof. Pedro, o projeto teve início na Unicamp, com colaboração da USP e da Universidade de Guarulhos. Posteriormente, quando foi contratado como professor visitante, juntamente com o professor da Faculdade de Odontologia, Marcelo Franchin, ambos passaram a desenvolver as atividades dentro dos programas de pós-graduação da UNIFAL-MG, com ampliação para outros docentes e estudantes de iniciação científica e de mestrado interessados na prospecção de produtos naturais com alvo anti-inflamatório.

“Neste caso específico, o estudo foi com mel orgânico e demonstrou que este alimento tem uma atividade anti-inflamatória comprovada e que pode ser considerado um alimento funcional, que são alimentos que, além da função de nutrição e prazer alimentar, podem oferecer benefícios extras à saúde como na prevenção de doenças e redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como artrite, arteriosclerose, câncer e diabetes, obesidade entre outras”, explicaram os professores.

Segundo o Prof. Pedro, essa é a primeira vez que um estudo comprova que o uso diário do mel na alimentação, de forma equilibrada e sem excessos, nos ajuda a envelhecer com boa qualidade. O pesquisador destaca ainda o impacto do projeto para a Instituição: “são muitos professores da UNIFAL-MG envolvidos na pesquisa e todos são importantes parceiros para que esse trabalho prospere e progrida em outras direções, pois nós temos trabalhado tanto com o mel, quanto com a própolis do sul de minas. Além de docentes, temos envolvidos nesse estudo três alunos de iniciação científica e nove de mestrado, ou seja, há possibilidade de crescimento, o que demonstra que além do resultado importante para o mel, para a sociedade, nosso trabalho tem um papel importante para a ciência”.

O trabalho tem como autores: Diego Romário da Silva (UNICAMP e Faculdade Ágora, MT), Marcelo Franchin (PPGCO-UNIFAL-MG), Josy Goldoni Lazarini (UNICAMP), João M. S. Pingueiro (UNG), Bruno Bueno-Silva (UNG), Severino M. de Alencar (USP) e Pedro Luiz Rosalen (UNICAMP e PPGCB-UNIFAL-MG).

A 37ª Reunião Anual da SBPqO tinha a expectativa de reunir, em 2020, no Centro de Expo-Center D. Pedro, em Campinas, SP, 5000 participantes. No entanto, devido à pandemia, o evento foi transmitido para o Brasil todo do Hotel Hilton, em São Paulo.

Confira os trabalhos premiados neste link.

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