“A pandemia impediu que as mulheres tivessem acesso às redes de proteção e de denúncia aos casos de violência. Elas ficaram submetidas ao agressor dentro de casa”, conta professora da UNIFAL-MG em participação no jornal Bom Dia Cidade

No dia 16/02, a professora do Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG, Marta Gouveia de Oliveira Rovai, falou sobre os casos de violência doméstica contra mulheres, que se agravou durante a pandemia. Na oportunidade, a docente mencionou a necessidade de políticas públicas que garantam a segurança das vítimas e comentou a questão da desigualdade de gênero.

“A pandemia impediu que as mulheres tivessem acesso às redes de proteção e de denúncia aos casos de violência. Elas ficaram submetidas ao agressor dentro de casa”, iniciou a professora Marta Rovai. “E quando eu converso por mulheres, elas costumam dizer que o que é falho é a realização da garantia de que elas possam voltar para casa com segurança, ou, de fato, o afastamento do homem. Nós não temos formas de controle eficientes da aproximação desse homem”, completou.

Segundo a docente, os crimes de feminicídio acontecem justamente quando as mulheres pedem a medida protetiva e decidem romper o ciclo de agressões físicas ou psicológicas. “Mas elas não encontram essa rede de proteção eficiente que garanta que o homem não se aproxime e não a atinja fisicamente”, disse a professora.

Ela também ressaltou a subnotificação de casos de agressão e o preconceito em relação à mulher, que muitas vezes recebe a culpa da violência que sofre. “Temos ainda um longo caminho para percorrer, no sentido de educar os próprios agentes, que deveriam proteger as mulheres, e a população”, salientou.

Na oportunidade, a docente também mencionou algumas formas de se denunciar um caso. Em 2020, segundo a Polícia Civil, foram quase 150 mil vítimas de violência doméstica em Minas Gerais.

Confira a participação completa abaixo:

Disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/9272488/

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