:: Suplemento da edição nº 16 – 07/04/2021 – Balanço da 3ª semana de Onda Roxa no combate à Covid-19 em Minas Gerais

Após três semanas de Onda Roxa em Minas Gerais, o quadro epidemiológico confirmou indicativos de melhora nesta última quarta-feira, 07 de abril.

Tendência de mortes e estabilidade de casos e internações:  no estado, a tendência de mortes permanece crescente, mas há estabilidade de casos e internações. Das 14 regiões de saúde apenas 2, a Leste e a Oeste, apresentam tendência de crescimento da incidência. Nas demais regiões, 8 apresentam tendência de diminuição (Leste-Sul, Nordeste, Noroeste, Norte, Sudeste, Sul, Triângulo-Norte e Triângulo-Sul) e 4  tendência de estabilidade (Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha e Vale do Aço). No Sul de Minas, há tendência de diminuição da incidência, mas mortes e internações permanecem em crescimento.

Média móvel semanal de casos na região sul de Minas: a média móvel semanal de casos na região Sul continua acima de 1.000 (1.089 em 07 de abril). Isso projeta de 20 a 30 mortes em média por dia na região e em torno de 70 internações diárias. As internações só começarão a diminuir dentro de pelo menos 10 dias e a mortalidade após mais duas semanas.

Emergência sanitária: o número de mortes por Covid-19 hoje representa sozinho 30% ou mais das mortes provocadas por todas as outras causas juntas no Sul de Minas. O que configura uma emergência sanitária jamais vista na história do estado. Entre os dez municípios com maior população da região Sul, registra-se tendência de diminuição de incidência em Varginha, Itajubá e Alfenas, estabilidade em Poços de Caldas, Pouso Alegre e Três Corações, mas crescimento em Passos, Lavras, São Sebastião do Paraíso e Três Pontas. Entre os municípios do Sul de Minas, no primeiro dia da Onda Roxa, 52% apresentavam tendência de crescimento da incidência, após três semanas esse número foi para 29%.

Situação dos municípios da região: a Onda Roxa no Sul de Minas foi mais positivo nos municípios com 30.000 habitantes ou mais. Dentre esses, houve melhora em 74%, com diminuição de novos casos. Mas, nos menores essa melhora foi de 47% e 51%, respectivamente naqueles com menos de 20.000 habitantes e de 20.000 a menos de 30.000. Ocorreram avanços, mas é cedo para se dizer que a situação está controladaÉ necessário manter a tendência de queda de novos casosespecialmente num quadro em que as variantes mais transmissíveis avançamAcesse na íntegra

 

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