Registro de falta de vacina para aplicação de segunda dose é tema analisado por epidemiologista da UNIFAL-MG

No dia 05/05, o jornal da EPTV 1ª Edição destacou a falta de doses da CoronaVac nos municípios de Pouso Alegre e Extrema. A fim de analisar o assunto e destacar informações sobre a vacina e o intervalo de 21 a 28 dias entre primeira e segunda dose, o professor Sinézio Inácio da Silva Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNIFAL-MG, participou do jornal. 

O epidemiologista destacou a razão pela qual se deve tomar duas doses e destacou a preocupação que surgiu pela falta de vacina para quem já tomou a primeira. “Por que são duas doses? A primeira é uma dose que o corpo vai usar para produzir as primeiras células que vão produzir anticorpos e reconhecer esse vírus, só que, com o tempo, se você não tomar a segunda dose, essas células podem morrer e a quantidade desses anticorpos diminui”, explicou o professor sobre a geração de resposta imunológica.

No entanto, segundo ele, é necessário destacar as mudanças já ocorridas em relação aos intervalos de tempo. “É bom lembrar que, no caso, por exemplo, da CoronaVac, inicialmente se pensavam 14 dias entre primeira e segunda dose, mas depois se viu que, com quase um mês depois, 28 dias entre primeira e segunda dose, a resposta imunológica é melhor”, completou o docente, que alertou a necessidade de controle da situação. “Então, um pequeno atraso entre primeira e segunda dose não é problemático, um grande atraso gera uma dúvida se, de fato, vai ser comprometida essa eficiência da vacina”, finalizou.

Confira a participação completa abaixo:

Disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/9489944/

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