Novo coronavírus: conheça os sintomas e saiba como se prevenir

O Ministério da Saúde confirmou, na última quarta-feira (26/02), o primeiro caso de coronavírus (Covid-19) no Brasil, na cidade de São Paulo, em homem que viajou recentemente à Itália. Em razão da necessidade de se discutir o assunto, a UNIFAL-MG conversou com a professora da Faculdade de Medicina, Maria Olivia Ferreira Gouvea, que deu dicas sobre a prevenção, o diagnóstico e os cuidados em relação à epidemia.

De acordo com a docente, como a contaminação ocorre por meio de gotículas (tosse, espirro e fala), o vírus pode estar em qualquer superfície: corrimão, maçanetas, mesas, bancadas, copos e talheres. “A pessoa pode tocar nas superfícies, contaminar a mão e, depois, tocar rosto, boca e olhos”, explicou. Em caso de suspeita da doença, cujos principais sintomas incluem febre, tosse e dificuldade para respirar, a professora Maria Olivia salientou que são coletados materiais respiratórios, mas informou que, até o momento, não existe tratamento específico para o coronavírus, nem vacina. “Nesse contexto, então, o repouso, o isolamento (domiciliar ou hospitalar) e o consumo de bastante água são as recomendações após o diagnóstico”, disse.

Assim como afirma o Ministério da Saúde, a dica sobre a prevenção é que esta deve ser realizada com ações simples, que não impactam a rotina da população, como lavar as mãos frequentemente, com sabão ou detergente. É recomendável, também, portar álcool em gel e limpar, com desinfetantes, superfícies que possam estar infectadas, bem como manter distância mínima de um metro em relação a pessoas que estejam espirrando ou tossindo. Outras medidas necessárias são ficar em casa quando estiver doente, cobrir boca e nariz ao tossir, evitar apertos de mãos e cumprimentos no rosto e evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

“Mesmo com as recomendações, o importante é reforçar que, por mais que o vírus tenha alto índice de contaminação, o risco de morte é baixo. Muitas pessoas infectadas podem desenvolver sintomas similares à gripe ou até mesmo nem desenvolver os sintomas”, finalizou a docente.

Sobre o coronavírus

O novo coronavírus pertence a uma família de vírus que causa infecções respiratórias em humanos e animais, de nível leve a moderado,  com sintomas semelhantes ao resfriado comum. A sua identificação foi detectada, pela primeira vez, no final de 2019, em Wuhan, na China. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença está presente em pelo menos 47 países, em todos os continentes, mas 80% dos infectados se recuperam sem necessidade de tratamento especial. Apenas 6% dos casos são considerados muito graves, ao passo que 2-3% são letais.

Os critérios para definir um quadro suspeito de coronavírus passaram a considerar pessoas que apresentam febre e mais sintomas respiratórios, como tosse ou falta de ar, e que tiveram passagem, nos últimos 14 dias, por estes países: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã, Camboja e China.

Segundo a Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, no Brasil, até hoje, dia 28/02, foram registrados 66 casos suspeitos, 1 caso confirmado e 30 casos descartados em São Paulo, além de 17 casos suspeitos e 3 descartados em Minas Gerais.

Medidas de combate na UNIFAL-MG

Em consonância às ações adotadas no Brasil, o Centro de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (CIAST), da UNIFAL-MG, entrou em contato com a Regional de Saúde de Alfenas, com o objetivo de receber notificações sobre os casos suspeitos e dicas de condutas a serem tomadas, bem como com a vigilância epidemiológica de Alfenas, a fim de atualizar dados e contatos dos pacientes. “Estamos em contato com a empresa que irá realizar a vacinação da H1N1, para adiantar a data de sua aplicação, e temos folders de prevenção da H1n1, que são os mesmos cuidados em relação ao coronavírus”, disse a chefe do CIAST, enfermeira Aparecida Azola Costa Ribeiro.

*Milena Favalli Simão é estagiária da Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG

Colaboração: Maria Olivia Ferreira Gouvea, professora da Faculdade de Medicina da UNIFAL-MG

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