Saúde, economia e coronavírus: confira algumas notícias em destaque no “UNIFAL-MG na mídia”

Entre os dias 06 e 13/04, a UNIFAL-MG, por meio de docentes dos cursos da área da saúde e da economia, foi tema de destaque em jornais da região do Sul de Minas. Nas notícias, professores comentaram, especificamente, a situação causada pela pandemia do novo coronavírus e salientaram medidas de combate e prevenção à Covid-19. Confira:

Epidemiologista da UNIFAL-MG esclarece dúvidas sobre o novo coronavírus

No dia 06/04, a TV Grava fez uma transmissão no Facebook, com a presença do professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNIFAL-MG, Sinézio Inácio da Silva Júnior, a fim de responder dúvidas de internautas sobre a situação da doença causada pelo novo coronavírus, a Covid-19, no Brasil e na região do Sul de Minas, e sobre as formas de prevenção à pandemia.

Como explicou o docente, o coronavírus é uma categoria de vírus que causa doenças respiratórias. A Covid-19, que deriva da expressão em inglês coronavirus disease, é o nome da doença que surgiu em 2019, na China. A sua diferença em relação à influenza comum é que sua letalidade é de 30 a 40 vezes maior, uma vez que este vírus sofreu uma mutação que o tornou mais virulento, de modo a produzir manifestações mais graves nos humanos.

Segundo o Prof. Sinézio, uma análise da genética do vírus mostrou que este evoluiu do meio silvestre, especificamente do morcego “pata de cavalo”, encontrado na Ásia. “Provavelmente, outros animais que andam na floresta entraram em contato com os excrementos desse animal, do morcego. Isso foi o estopim”, disse o docente, que também comentou a ação do vírus no organismo humano. “O coronavírus tem proteínas em sua superfície que parecem formar uma ‘coroazinha’. Uma dessas proteínas, ele usa, vamos dizer assim, para grudar nas células do nosso corpo, de modo a penetrá-las. A outra proteína, uma enzima, ele usa, depois que proliferar na célula, para poder sair”, explicou.

Ao esclarecer o crescimento da doença especialmente no Brasil, o professor falou da evolução de curvas epidemiológicas. “Sabe-se que qualquer epidemia começa lenta, tem uma subida exponencial, chega no máximo, depois começa a diminuir a velocidade e cai rapidamente. Se o vírus circular sem cuidado, desconsiderando as medidas de distanciamento social, ele cursaria o seu nível normal, naturalmente, e isso significa que a epidemia teria fim se pelo menos 60% da população o pegasse”, disse o docente, que continuou: “E qual é a letalidade dessa doença no Brasil? Está em torno de 4,6%. No sudeste, está em 5,5%. Arredondando para 5,0%, se 48 mil pessoas pegarem a doença em Alfenas, para naturalmente imunizar a população, teremos em torno de 2.400 mortos. Vamos ter cuidado ao falar: ‘deixa cursar naturalmente’, pois essa não é uma gripe comum. Podemos prevenir isso ficando em casa”, concluiu, reafirmando que uma das intenções do isolamento social, portanto, é o achatamento da curva, pois seriam menos casos, diluídos em determinado período, a fim de dar tempo de o sistema tratar as pessoas infectadas.

Outros assuntos abordados foram as questões trazidas pelos internautas sobre a ingestão de vitamina C e a temperatura alta no país serem favoráveis ao combate da Covid-19. Quanto à vitamina C, o professor afirmou não existir uma evidência científica que comprove a sua prevenção contra a doença, ao passo que, do mesmo modo, não se pode dizer que, por ser um país tropical, o Brasil está protegido. “A resistência do vírus e o modo como ele é vulnerável a aspectos ambientais são coisas que estão sendo descobertas”, completou.

Na reportagem, ainda, o Prof. Sinézio destacou a questão do uso da máscara e a situação de casos específicos dos pacientes que integram o grupo de risco da doença, bem como daqueles pacientes assintomáticos que, do mesmo modo, devem manter atitudes de prevenção.

A matéria completa está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=clO9gdvSs5k

Docente da UNIFAL-MG comenta a pandemia do novo coronavírus no programa “Agora São Elas”

A professora Simone Albino da Silva, da Escola de Enfermagem, participou, no dia 08/04, do programa “Agora São Elas”. Na conversa, a docente pôde retomar a sua trajetória profissional e as ações de extensão mais recentes desenvolvidas na UNIFAL-MG, bem como pontuar uma questão de interesse da atualidade: a pandemia causada pelo novo coronavírus.

Sob a perspectiva da área de saúde coletiva, com a qual trabalha na UNIFAL-MG, a Prof. Simone explicou que a Universidade tem tratado o assunto com muita seriedade. “Nós temos desenvolvido trabalho intensamente, de forma remota. A situação nos impõe ritmo grande de mudança”, relatou a docente.

Em sua opinião, a Covid-19 trouxe uma mudança muito rápida e devastadora, pois é uma crise. “Desde a segunda guerra mundial, nunca se viu nada parecido. A doença impôs um ritmo de vida muito diferente em curto espaço de tempo e, como crise, ela tem uma solução, tem um tempo e, no futuro, vai ter um significado, uma mudança de vida para todos”, continuou.

Na reportagem, ainda, Simone reafirmou a importância da ciência, do Sistema Único de Saúde e de todos os profissionais que estão na linha de frente de combate à pandemia: enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas, entre outros. “As lições que temos são a necessidade de políticas sociais e econômicas que busquem uma distribuição de renda. A partir daí, a valorização da família, de bons atos de saúde física e mental, de higiene  e de alimentação. É necessário reavaliar esses hábitos”, disse.

A entrevista completa está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=w7GxtUoudRU

Docente da UNIFAL-MG fala sobre o isolamento social e a economia 

Ao lado da questão da saúde, outro tema em discussão é a situação econômica do país. Os brasileiros estão preocupados com o pagamento de contas e a geração de renda neste período de pandemia, e, em função disso, o jornal EPTV 1ª edição exibiu, no dia 13/04, uma reportagem com a professora de Economia do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UNIFAL-MG, Kellen Rocha de Souza, que comentou a importância de se manter o isolamento social.

“Em termos econômicos, o custo de um trabalhador se ausentar em seu trabalho, por exemplo, por um motivo pessoal, deve incluir o quanto ele deixa de produzir de bens e serviços e de gerar dinheiro para o país. Esse custo depende do setor analisado, da qualificação do trabalhador, entre outras variáveis”, iniciou a docente. “Por outro lado, se tivermos trabalhadores doentes porque estão saindo de casa para trabalhar em atividades não essenciais, teremos mais pessoas doentes nos hospitais e, consequentemente, menos mão de obra no mercado, bem como menor produção e crescimento da economia”, disse.

Na opinião da docente, com mais trabalhadores doentes, além do custo já especificado, o país terá outro custo: o gasto com saúde. Em Minas Gerais, a internação, segundo o departamento de informática do Sistema Único de Saúde, custa, em média, R$600,00 por dia, número que pode ser maior em outras regiões. Diante disso, a professora explicou que é importante a participação do Estado para suprir a falta de renda do trabalhador e evitar a falência de pequenos e médios produtores, assim como aconteceu em outros períodos da história.

A dica é: ficar em casa e não se expor ao risco de saúde podem ser medidas vantajosas tanto para a saúde quanto para a economia.

Confira a reportagem completa abaixo:

Disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/8477726/

UNIFAL-MG cede espaço para auxiliar os atendimentos da UPA de Varginha

No dia 13/04, o jornal EPTV 1ª edição e a TV Princesa exibiram reportagens sobre a cessão de dois prédios da UNIFAL-MG, campus de Varginha, para montagem de uma estrutura temporária destinada a atendimentos hospitalares. Como foi exibido, a ideia é que, com o espaço da Universidade, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Varginha, que fica em frente ao campus, receba apenas os casos suspeitos do novo coronavírus.

As obras ocupam cerca de 2700 m²  de áreas utilizadas como salas de aula. “Todo o trabalho é no sentido de garantir o reforço ao sistema de saúde municipal, porque a grande preocupação nossa com o coronavírus é exatamente isto: uma sobrecarga e um eventual colapso sistema de saúde”, disse o Prof. Sandro Amadeu Cerveira à EPTV.

Como medida de auxílio, além da cessão de prédios, o reitor da UNIFAL-MG salientou que a Instituição também fez doações de álcool em gel para o local. “Vários setores da UNIFAL-MG têm se organizado para produzir materiais necessários para o enfrentamento do coronavírus. Em torno de 100 litros de álcool 70% foram produzidos pelos colegas da Farmácia e da Química e certificados pelo nosso centro de controle de qualidade, a fim de garantir um álcool que ajude na assepsia do sistema de saúde e dos aparelhos de saúde construídos”, completou.

Na matéria da TV Princesa, o Prof. Sandro afirmou a importância de concretizar uma parceria com a prefeitura de Varginha neste período. “Disponibilizamos, para o serviço de saúde, dois prédios e o nosso apoio com energia elétrica e água, visando ao fortalecimento do nosso sistema de saúde. Quando os colegas da UPA propuseram a parceria, nós aceitamos imediatamente e fizemos todo o esforço no sentido de contribuir para que ela seja efetiva, para garantir o atendimento à população de Varginha”, disse.

O hospital de campanha já está em fase final de montagem. A previsão para a sua abertura no campus é até o final deste mês.

Confira a reportagem do EPTV abaixo:

Disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/8478029/

Confira a reportagem da TV Princesa abaixo:

Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=qin9PoDT9pc

Estudantes da UNIFAL-MG se aproximam de idosos durante a pandemia

Discentes e docentes da UNIFAL-MG criaram, em Alfenas, uma iniciativa para uma interação virtual em meio à pandemia: o projeto Junto Contigo, que promove encontros entre idosos e voluntários, por meio do Whatsapp, durante o período de isolamento social. Com o objetivo de apresentar o projeto, o jornal EPTV 1ª edição exibiu, no dia 13/04, uma matéria que contou com a participação das coordenadoras da ação e professoras da Escola de Enfermagem, Maria Regina Martinez e Ana Cláudia Mesquita Garcia, bem como de Poliana Pereira Vicente, discente do curso de Enfermagem.

Na oportunidade, Maria Regina explicou que a ideia surgiu no início da quarentena, quando conversava com seus pais por Whatsapp. “Minha mãe, meu pai e eu ficamos conversando, e caiu a minha ficha: as pessoas precisam de alguém, para além da família, que fique com eles”, disse a docente. Desde então, os encontros foram desenvolvidos entre idosos e estudantes voluntários, que passam por treinamento sobre escuta terapêutica.

Como explicou Poliana Pereira, o projeto tem sido interessante, pois, para os idosos, a pressão de ter que ficar em casa, de estar em isolamento e de sentir medo e incerteza é grande. Para o futuro, as expectativas são maiores ainda: “Espera-se que, quando as atividades presenciais voltarem ao normal, a gente possa ter essa interação, que agora acontece de forma remota, em forma presencial”, disse a professora Ana Cláudia Mesquita Garcia.

O telefone para contato é (35) 98834-8267. Os discentes que quiserem participar do Contigo precisam entrar enviar um e-mail para: juntocontigounifal@gmail.com.

Confira a reportagem completa abaixo:

Disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/8477894/

*Milena Favalli Simão é estagiária da Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG

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