Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI/UNIFAL-MG) disponibiliza cartilha com dicas sobre o Ensino Remoto Emergencial

O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI/UNIFAL-MG), que compõe o Departamento de Direitos Humanos e Inclusão, da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace), lançou uma cartilha com orientações para os professores desenvolverem, de modo acessível, as atividades do Ensino Remoto Emergencial, o qual teve início nesta segunda-feira, dia 03/08.

No documento, é possível encontrar dicas sobre o Moodle Acadêmico e sobre as suas funcionalidades para a criação e exibição das aulas, como os gravadores de áudio e vídeo, e informações a respeito das traduções e das descrições com a hashtag #pracegover. Entre as dicas, recomenda-se que os professores disponibilizem as aulas para acesso posterior; utilizem letras maiores e canetas escuras, em cor preta ou azul, nas videoaulas com lousa; disponibilizem, preferencialmente, material em formato .PDF gerado a partir de editor de texto; e façam a audiodescrição de ilustrações trabalhadas na aula.

Uma das orientações do documento se refere, ainda, aos pedidos de tradução dos materiais audiovisuais para Libras, a fim de garantir acessibilidade aos estudantes surdos. De acordo com a cartilha, os profissionais responsáveis por desenvolver a atividade remota (professor, coordenador ou chefia responsável) devem mandar o conteúdo por meio do Sistema do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (SiNAI), com antecedência. No caso de atividades síncronas com a presença de estudante surdo, o intérprete deverá estar presente.

De acordo com a equipe de tradutores e intérpretes da UNIFAL-MG, a cartilha é um documento importante para a orientação de toda a comunidade acadêmica, uma vez que esta esclarece os processos de solicitação de serviço e informa o papel e as funções do intérprete. “É importante reforçar que nossa atribuição se dá no processo de comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. Não somos responsáveis por fazer ou corrigir atividades dos estudantes”, salientou a equipe.

Além da cartilha, o NAI disponibilizou um documento para otimizar o serviço dos intérpretes e tradutores durante o ERE. “A presença dos tradutores é a condição basilar para efetivar o direito adquirido por meio de documentos legais e políticas públicas, a fim de garantir a inclusão. É fundamental o uso do SiNAI para solicitação da equipe do Serviço de Tradução e interpretação de Libras, seja para atividades síncronas, seja para atividades assíncronas”, disse a Coordenadora do Departamento de Direitos Humanos e Inclusão e do NAI,  professora Débora Felício Faria, do Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG.

A coordenadora também ressalta a importância da Portaria 1142, de 23 de julho de 2020, na normatização da prestação de serviço de Tradução e Interpretação de Libras, durante o período de vigência das medidas de distanciamento social adotadas pela UNIFAL-MG, por conta da pandemia de Covid-19.

Confira a cartilha com orientações para o ERE aqui.

Conheça o NAI

O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão é o setor que busca garantir acessibilidade às pessoas com deficiência, em todos os espaços, ambientes, materiais e processos da Instituição. Entre suas ações, destacam-se a criação do SiNAI, sistema que estabelece contato com os estudantes e permite a solicitação de tradução e produção de material didático acessível, e o Programa de Apoio à Inclusão, cujo objetivo é oferecer apoio aos discentes com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Recentemente, o Núcleo tem compartilhado, no canal do Youtube, vídeos sobre temáticas diversas, como o Ensino Remoto Emergencial e o conceito de acessibilidade. Além disso, as atividades do Serviço de Tradução e Interpretação de Libras (TILS), neste período de isolamento social, têm buscado garantir a integração de estudantes e servidores surdos.

“Nossa atuação durante o período da pandemia se intensificou em função da necessidade de divulgar informações sobre as decisões da UNIFAL-MG à comunidade acadêmica. Enquanto vigorou a suspensão do calendário, nós passamos a atuar, com frequência, em eventos e reuniões institucionais. Agora, com o novo ensino remoto (ERE), daremos prioridade às atividades em que os estudantes e docentes surdos estejam participando de forma síncrona ou assíncrona”, disseram os tradutores e intérpretes do NAI.

No momento, a equipe é composta por quatro servidores: duas tradutoras na Sede, um tradutor em Poços de Caldas e um tradutor em Varginha.

Acesse o perfil do Departamento de Direitos Humanos e Inclusão no Instagram.

*Milena Favalli Simão é estagiária da Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG

Colaboração: Débora Felício Faria, coordenadora do NAI e professora do Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG; Equipe de tradutores e intérpretes do NAI

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