UNIFAL-MG completa 107 anos de fundação institucional e se reinventa para continuar protagonizando papel fundamental na maior crise sanitária e humanitária da história que já dura um ano

Neste sábado, 3 de abril, a UNIFAL-MG completa 107 anos de fundação institucional. Foi nesta data no ano de 1914 que nascia a então Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, a Efoa, que em 2005 se tornaria a Universidade Federal de Alfenas. Ao longo dessa jornada centenária, a Instituição passou por várias transformações, não apenas internamente, como também acompanhando os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e sanitários que mudaram os rumos da história mundial. Há um ano, a Universidade vive um dos momentos mais emblemáticos da sua trajetória: a pandemia do novo coronavírus. Neste período, a comunidade universitária não parou, reinventando-se para manter a Instituição em funcionamento.

Iniciou-se em março de 2020, uma nova realidade que já dura um ano e ainda sem previsão para que cerca de 13 mil pessoas, entre servidores, discentes, colaboradores e membros da comunidade externa, que movimentam a Universidade, voltem a conviver presencialmente pelas dependências dos campi de Alfenas, Poços de Caldas e Varginha. Na data em que se comemora 107 anos, a UNIFAL-MG demonstra capacidade científica, humanitária e de resiliência no enfrentamento à Covid-19. É este o motivo que temos para celebrar.

Logo no primeiro alerta, a Universidade criou o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da infecção pela Covid-19, constituído por profissionais de diferentes setores, o qual decidiu suspender as aulas presenciais em 18 de março de 2020, como forma de evitar a propagação do vírus. Assim, os professores e os técnicos administrativos transferiram suas atividades de trabalho para suas casas.

Neste mesmo período, mesmo com a necessidade de desenvolver atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária, por meio do formato virtual, a comunidade universitária se engajou em ações de enfrentamento à pandemia realizando pesquisas, projetos de extensão e produções de insumos para contribuir no combate à Covid-19.

Alguns dos dados das ações protagonizadas pela Universidade podem ser conferidos a seguir:

Conhecimento a serviço da sociedade

Além das aulas terem passado a ser pelo formato remoto, como forma de prevenção à Covid-19, a UNIFAL-MG também adotou o sistema de formaturas por webconferência.

Mais de 800 concluintes participaram dessas cerimônias virtuais. Muitos destes, para atuar na linha de frente no enfrentamento à Covid-19, nas redes de atenção à saúde da região.

Ciência e tecnologia a favor da vida

Cerca de 20 pesquisas científicas sobre a Covid-19 foram iniciadas no período.

Entre as quais, sete foram contempladas pela chamada institucional que destinou cerca de R$ 700 mil para desenvolvimento, envolvendo tratamento para infecções causadas pelo vírus Sars-CoV-2, descoberta de novos fármacos e monitoramento de casos de Covid-19.

União e solidariedade na luta contra a Covid-19

Ações e projetos de extensão somaram mais de 200 ao longo de 2020, sendo inúmeras iniciativas voltadas para o contexto da pandemia.

Somente ações de enfrentamento resultaram no atendimento a cerca de 4.000 pessoas da comunidade externa, por meio de produção e doação de máscaras, álcool gel, cestas básicas, materiais de orientação sobre cuidados, entre outros.

Universidade responsável, solidária e comprometida com a ciência

Para o reitor da Universidade, Prof. Sandro Amadeu Cerveira, falar do papel da UNIFAL-MG no enfrentamento à Covid-19 é falar de responsabilidade, solidariedade e compromisso com a ciência.

“Responsabilidade, pela decisão que a Universidade tomou, junto aos seus servidores e trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas, logo no início da pandemia no ano passado, de suspender as suas atividades presenciais e se organizar para a manutenção dos seus serviços essenciais, assim como as demais universidades de Minas Gerais”, explica. 

Segundo o reitor, a decisão garantiu a vida e a saúde de docentes, discentes, técnicos e trabalhadores terceirizados, e também, das comunidades do entorno de Alfenas, Varginha e Poços de Caldas. 

Ao enaltecer a atuação também solidária da comunidade universitária, o reitor destacou a mobilização dos servidores, discentes e colaboradores terceirizados para ajudar aos mais necessitados. “Desde o primeiro momento, a comunidade universitária se mobilizou de maneira muito intensa para colaborar entre si e com as pessoas das cidades onde estamos, no sentido de utilizar os recursos que nós temos de laboratórios, de serviços gerais e o nosso conhecimento científico, os nossos projetos de extensão, para ajudar as pessoas a enfrentarem esta terrível pandemia”, lembrou.

Prof. Sandro falou também dos inúmeros projetos de extensão realizados com a expertise de várias áreas do conhecimento em apoio à população, destacando o aspecto humanitário presente em cada um deles. “Nós tivemos colegas envolvidos desde o cuidado psicológico e afetivo com as pessoas em isolamento social até a construção de equipamentos para os hospitais a fim de melhorar e maximizar o atendimento às pessoas hospitalizadas, passando também por produção e doação de álcool gel e de máscaras e, ainda, pelo apoio econômico às famílias em maior grau de dificuldade”, salientou.

Conforme o reitor, esses projetos mostram o quanto a comunidade universitária é marcada pela solidariedade, a qual foi expressa de formas muito diversas, mas no mesmo sentido: salvar vidas e contribuir para melhor qualidade de vida das pessoas.

Em relação às contribuições científicas para o combate à Covid-19, Prof. Sandro lembrou o trabalho dos colegas cientistas à frente de várias pesquisas e descobertas. “Por meio do trabalho rigoroso e reconhecido, inclusive, internacionalmente, dos nossos colegas cientistas das diferentes áreas, a UNIFAL-MG prestou durante esse um ano, um fundamental apoio para o enfrentamento da pandemia, dando uma contribuição fantástica”, disse.

A produção científica na UNIFAL-MG, que se manteve em evidência tanto em pesquisas que vêm sendo realizadas em laboratórios quanto em análises de dados produzidos a partir de estudos econômicos, sociais e culturais sobre os impactos da pandemia divulgados para a imprensa, também foi comentada pelo reitor. “Nossos colegas têm produzido artigos, tanto científicos quanto para mídia em geral, com o objetivo de entender o processo de disseminação da doença e os processos sociais e econômicos que estão entrelaçados com a pandemia e temos produzido também boa ciência na área específica da saúde para contribuir com a produção de vacina e de pesquisa com novos fármacos, elementos de cuidado com a saúde”, afirmou. 

O reitor também destacou o investimento institucional de cerca de R$ 700 mil destinado às pesquisas exclusivas para o combate à Covid-19, disponibilizado com o apoio do MEC. “Certamente, junto aos demais colegas de outras instituições, chegaremos nas soluções para o problema da pandemia”, disse. 

Os estudos científicos, as pesquisas e a produção de insumos partiram de diversas áreas em uma atuação conjunta da comunidade universitária para o enfrentamento à pandemia. Para relembrar o compromisso da UNIFAL-MG na luta contra a Covid-19, reveja algumas dessas realizações:  

Ações e projetos de extensão

A comunidade universitária se uniu em diversas iniciativas de apoio e promoção da saúde pública. Entre as muitas ações, foi realizado projeto que mobilizou costureiras, professoras e estudantes para produção de cerca de 6.000 máscaras de tecido para doação; projeto de arrecadação de cestas básicas para famílias afetadas pela crise; projeto de educação ambiental de orientação para manuseio de materiais recicláveis para catadores de Poços de Caldas; produção de cerca de 3.500 litros de álcool gel doados para o sistema de saúde de Alfenas e Poços de Caldas e, entre outras iniciativas, ainda cedeu o espaço do campus Varginha para Hospital de Campanha.

Estudos e pesquisas científicas

As pesquisas voltadas para a temática da pandemia, muitas das quais ainda se encontram em desenvolvimento, envolveram o uso da Inteligência Artificial para diagnósticos, testagem, descobertas do tratamento das infecções, análise dos impactos sociais da pandemia na qualidade do sono, plataformas desenvolvidas com gráficos e mapas de monitoramento de casos de Covid-19 na região, estudos da variabilidade genética do novo coronavírus e desenvolvimento de equipamentos de proteção, como protetores faciais para profissionais de saúde e cabines de ventilação não invasiva para hospitais da região e, ainda, boletins semanais com estudos sobre casos de Covid-19.

Fortalecimento das divulgações científicas

Diante da crise sanitária de proporções inimagináveis provocada pela pandemia, a população passou a buscar informações de fontes científicas confiáveis. Com isso, as emissoras de rádio e TV, bem como jornais impressos e digitais, passaram a procurar diariamente pesquisadores da UNIFAL-MG para análises dos impactos da pandemia. A Universidade registrou um aumento de 254% de participação em reportagens locais, regionais e estaduais em relação a 2019. Essas inserções deram visibilidade não apenas para as pesquisas de enfrentamento à Covid-19 desenvolvidas na Instituição, como também para as análises dos pesquisadores sobre os impactos sociais e econômicos provocados pela pandemia.

Ao todo foram 177 participações em veículos de comunicação, principalmente, telejornais de abrangência regional, que contaram com entrevistas de 70 membros da comunidade universitária.


Desafios administrativos e acadêmicos para a Retomada de Atividades Presenciais

Pautada nas orientações técnicas do Grupo de Trabalho Multidisciplinar, constituído por servidores de diversas áreas, a Universidade elaborou um Plano Geral para a Retomada das Atividades Presenciais, que prevê retorno gradual, considerando os protocolos de segurança e os planos das unidades acadêmicas e administrativas. 

O documento foi dividido em etapas, iniciando-se em 0, fase atual, e seguindo até 5. As recomendações e critérios se aplicam a todos os membros da comunidade universitária, exceto aos pertencentes dos grupos de risco, cujo retorno às atividades presenciais é recomendado somente a partir da etapa 5 ou imunização dos grupos de risco segundo Plano Nacional de Imunização.

Atualmente, a Universidade se encontra na etapa 0, que diz respeito à preparação para a retomada gradual e segura das atividades presenciais não essenciais. Vale destacar que o estado de Minas Gerais se encontra na Onda Roxa, o que exigiu a restrição de acesso aos campi da UNIFAL-MG nas cidades de Alfenas, Poços de Caldas e Varginha, aos membros da comunidade universitária em atividades essenciais.

Para acompanhar a organização da UNIFAL-MG para a retomada de atividades presenciais, acesse aqui

Veja também as medidas de prevenção à Covid-19 tomadas pela Instituição durante a Onda Roxa

Mais informações sobre a atuação da Universidade no enfrentamento à Covid-19

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