Pesquisa de TCC do curso de Enfermagem avalia os impactos de exercícios orientais terapêuticos na saúde de universitários da UNIFAL-MG, participantes de programa de extensão; o estudo gerou artigo científico publicado em periódico da área de saúde

A estudante Suellen Andrade Pereira, graduanda em Enfermagem pela UNIFAL-MG, buscou na extensão universitária o tema para o seu trabalho de conclusão de curso (TCC). A universitária pesquisou o impacto dos exercícios orientais terapêuticos, oferecidos pelo programa de extensão “UNIFAL-MG sem estresse” (PULSE) em parceria com o programa Cidade Escola, da Prefeitura de Alfenas, sobre os biomarcadores de estresse dos estudantes participantes. O TCC foi defendido em setembro de 2020 e gerou um artigo científico publicado no periódico Research, Society and Development.

As práticas de Exercícios Orientais Terapêuticos são realizadas no campus sede da UNIFAL-MG e atende a comunidade universitária e sociedade em geral. (Foto Suellen Pereira)

 Os exercícios orientais terapêuticos (EOT) são práticas de origem oriental, tais como Yoga, Meditação, Shiatsu, Do-in e Katis do Kung Fung. A atividade é ministrada pelo fisioterapeuta e historiador Lucas Feres, ex-aluno da UNIFAL-MG, e integrador cultural do Programa Cidade Escola. A pesquisa coletou dados sociodemográfico e analisou a saliva e os batimentos cardíacos dos participantes, antes e depois da prática dos exercícios. O estudo durou quatro meses e envolveu 19 estudantes de vários cursos do campus sede da UNIFAL-MG.

A estudante obteve os dados pela mensuração da enzima Alfa-Amilase Salivar (SAA) presente na saliva, e pela medição da variabilidade da frequência cardíaca, por meio do cardiofrequencímetro. De acordo com a pesquisa, não houve tanta variação na mensuração da enzima, no entanto, a frequência cardíaca apontou que os praticantes ficaram mais relaxados após os exercícios orientais terapêuticos.

De acordo com a pesquisadora, o estudo partiu das evidências científicas sobre a vulnerabilidade do estudante universitário ao estresse, ansiedade, depressão, entre outros. “Essa realidade também está presente na UNIFAL-MG por isso torna-se importante estudar ações para a promoção da saúde e o estimulo à construção de redes de apoio social como fatores de proteção para essa população”, destaca a estudante de enfermagem.

Suellen Pereira é graduanda em Enfermagem pela UNIFAL-MG. (Foto: arquivo pessoal)

Em relação à situação dos estudantes universitários, conforme o professor Wellington Ferreira de Lima, pró-reitor de assuntos comunitários e estudantis, diversos estudos mostram que a entrada na universidade é um momento de mudanças profundas nos modos de vida do estudante que afetam os hábitos alimentares e de repouso, a prática esportiva e o aumento do consumo de álcool e tabaco. O pró-reitor lembra que também é um momento da transição para a vida adulta. “Portanto, ações de promoção de saúde que têm como público alvo o estudante universitário é uma preocupação que cresce nas pesquisas acadêmicas e nas esferas da gestão das universidades”, completou.

Diante desse cenário, a UNIFAL-MG realiza ações de incentivo e de promoção da saúde por meio de programas e projetos de extensão e institucionais em contexto com as políticas de assistência estudantil.  O programa “UNIFAL-MG sem estresse” e o “Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Acadêmico” (Progrida) são algumas das iniciativas.

A prática é ministrada pelo fisioterapeuta e historiador Lucas Feres (agachado à esquerda da foto). (Foto: Suellen Pereira)

“Fico feliz em coordenar um programa que pode oferecer algo benéfico aos estudantes universitários, como melhorar a sua qualidade de vida e ampliar os seus laços sociais, aspectos importantes para a promoção da saúde”, relata a professora Vânia Regina Bressan, da Escola de Enfermagem e coordenadora do “UNIFAL-MG sem estresse”. Sobre a pesquisa desenvolvida, ela revela o sentimento de “dever cumprido” pela possibilidade de avaliação das ações de extensão e verificação  das contribuições à comunidade.

Além do levantamento de dados fisiológicos, a pesquisa da Suellen Pereira apresenta relatos de estudantes. Uma delas fala dos impactos dos exercícios em sua saúde física e mental e os benefícios para o período universitário. “[…] têm pessoas que não conseguem terminar a graduação do tanto que ela exige da  nossa  saúde  mental  e  os  exercícios  orientais  terapêuticos   [ajudaram] de  uma  maneira  geral,  completa,  emocional […]”. Outra discente destaca o vínculo entre os participantes “[…]e era um lugar que eu me sentia bem não só pela prática dos exercícios orientais, […] era um espaço que eu me sentia bem, então eu acho que a questão do vínculo me ajudou a não desistir de ir nas aulas”, ressaltou.

Sobre a escolha do tema pesquisado, a estudante revelou que a ideia surgiu da sua insatisfação com o modelo de saúde focalizado na doença e do maior alinhamento das práticas diagnósticas e terapêuticas aos interesses econômicos do que nas pessoas.  “A minha pesquisa apontou a importância de ações minimizadoras de agravos e promoção da saúde no ambiente acadêmico, uma vez que a EOT pode ser considerada um método inovador capaz de articular terapias complementares existentes em uma só atividade norteada pela integralidade e as necessidades ampliadas de saúde dos estudantes universitários”, finalizou estudante Suellen Pereira.

Conheça os programas “UNIFAL-MG sem estresse” e “Progrida”

O Programa “UNIFAL-MG sem estresse” (PULSE) surgiu a partir das demandas dos estudantes da UNIFAL-MG relacionadas às dificuldades nos estudos e em relações interpessoais, falta de tempo para realização de atividades físicas e para a manutenção de um estilo de vida mais saudável. O PULSE congrega projetos com atuação na área de esporte, cultura, recreação e apoio pedagógico e, anualmente, realiza a Mostra de Talentos do UNIFAL-MG sem Estresse. As atividades serão oferecidas para a comunidade universitária e para sociedade em geral e busca contribuir para a melhora da qualidade de vida e desenvolvimento acadêmico. Com a pandemia de Covid-19, as atividades presenciais do programa foram suspensas.

Para saber as atividades do PULSE, siga o programa no Instagram: @unifalsemestresse

O “Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Acadêmico” (Progrida) é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Prace) com objetivo contribuir para a permanência e a conclusão do curso de discentes da UNIFALMG, por meio de ações para promover saúde, esporte, cultura, lazer, e integração do estudante ao contexto universitário considerando aspectos biológicos, pedagógicos, acadêmicos e psicossociais. O Progrida foi instituído pela Resolução 5/2019 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão  (CEPE).  Nos 3 anos de atividades, o programa já teve mais de 30 projetos componentes (parceiros e promovidos pela Prace) e ultrapassou 10 mil participações presenciais e mediadas por tecnologia.

Acompanhe as atividades do Progrida pelo Instagram: @progridaunifalalfenas; @progrida.pocos; @progridavarginha

 

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