Projeto Tekokuaba, da UNIFAL-MG, aproxima a ciência da população ao transformar temas complexos em conteúdo de fácil acesso em vídeo; nome do projeto significa “conhecimento das coisas” em tupi

Em tempos de circulação massiva de notícias falsas, um dos papéis da universidade é disponibilizar informação certificada e acessível à sociedade. Na UNIFAL-MG, uma das formas de realizar essa ação é por meio dos programas e projetos de extensão. A fim de compartilhá-los, iniciamos uma série sobre a temática “Divulgação Cientifica”, com matéria sobre o projeto Tekokuaba, cujo objetivo é divulgar ciência na internet.

Coordenado pelo professor Fernando Gonçalves Gardim, do Instituto de Ciência e Tecnologia da UNIFAL-MG, o projeto disponibiliza vídeos curtos no Youtube, com linguagem acessível e didática, mediante o aval de especialistas, professores e cientistas que estudam os temas diversos selecionados pela equipe. Alguns dos questionamentos das produções audiovisuais são: “O que são átomos?”, “Por que devemos utilizar álcool 70° contra a Covid-19?”, “Podemos visitar outros planetas?”, entre outros.

(Foto: Arquivo Pessoal/Prof. Fernando Gardim)

Com origem na língua tupi, o nome do projeto, Tekokuaba, significa “conhecimento das coisas”, sabedoria. Daí a pluralidade de temas para produção dos vídeos. “O projeto começou com divulgação para falar ‘do que somos feitos’ ou de Física de Partículas, minha área de pesquisa. Mas os temas são além daqueles sugeridos pela equipe, atendendo a necessidades atuais, como: ‘Ciência básica: gasto ou investimento?’ ou ‘Termômetro infravermelho, a ciência sobre isto!'”, explicou o professor Fernando Gardim.

Segundo ele, a intenção é colaborar para a construção de uma sociedade livre, fraterna e, sobretudo, informada. “Como sabemos, as nações que mais cresceram nas últimas décadas são aquelas apoiadas na ciência, grande motor para o desenvolvimento, então desejamos contribuir criando material com forte bases científicas, pensado a todos os públicos, mesmo não especialistas nos assuntos”, completou.

Quem produz o conteúdo é a equipe do projeto, composta pelo Prof. Fernando Gardim, pelo técnico administrativo Bruno Andrade, pela egressa Daiane Fávero e pelos discentes Gabriel Freitas, Michael Douglas Silva, Rafaela de Carvalho, Arthur Silvino e Mayara Pontes. Para a elaboração, o grupo realiza estudos e discussões dos temas com base em textos clássicos e outros materiais. A criação dos vídeos se desenvolve por softwares livres, com narração de estudantes ou convidados.

Registro anterior à pandemia. (Foto: Arquivo Pessoal/Prof. Fernando Gardim)

“Antes da pandemia, havia reuniões semanais para discutir os problemas e a forma de criar um bom material. Eram reuniões quinzenais, como estação de trabalho, para elaboração simultânea do vídeo: texto, imagens, animações, stop motion e fundo musical. Agora, com o distanciamento social, tivemos que fazer tudo remoto. Cada um na sua estação de trabalho pessoal, mas, como o conteúdo é digital, foi simples a adaptação”, relatou o coordenador do Tekokuaba.

(Foto: Arquivo Pessoal/Rafaela Carvalho)

Essa adaptação, inclusive, chamou a atenção da universitária Rafaela de Carvalho, do curso de Engenharia Ambiental. “Com o ensino remoto, sem dúvida, ter as habilidades que adquirimos com o projeto facilitou muito a minha aprendizagem. Trabalhar a escrita quando fazemos a produção de roteiro, a desenvoltura na hora da gravação de áudios, a criatividade e a produção de vídeos me possibilitou trabalhar habilidades diversas, e isso facilitou a minha adaptação ao ERE”, argumentou a discente. 

(Foto: Arquivo Pessoal/Michael Douglas Alves Silva)

O universitário Michael Douglas Alves Silva, também do curso de Engenharia Ambiental, destaca outras habilidades desenvolvidas ao participar do projeto, como a capacidade de trabalhar em equipe. “Comparar, analisar, discutir, descrever e julgar são outras ações bastante utilizadas no momento de escrever um roteiro. Essas competências, sem dúvidas, se refletem positivamente dentro do contexto profissional. Além disso, poder falar desde a ciência envolvida no movimento das estrelas até experiências comuns cotidianas é sempre um reaprendizado”, disse. 

(Foto: Arquivo Pessoal/Gabriel de Freitas Costa)

Na opinião de quem esteve no projeto desde o início, quando foi criado em 2015, as atividades se estendem ao universo tanto profissional quanto pessoal. Para Gabriel de Freitas Costa, recém-formado em Engenharia Química e discente do Programa de Mestrado em Ciência e Engenharia Ambiental da UNIFAL-MG, a capacidade de organizar ideias, dividir tarefas e saber cumprir prazos se aplicam à vida. “Além da capacidade de escrita e comunicação, o Tekokuaba me despertou um lado criativo e crítico, com a função de edição de vídeos. Isso me ajudou a olhar e resolver situações no dia a dia de maneira mais ampla”, destacou.

(Foto: Arquivo Pessoal/Daiane Fávero Alves)

Formada em Engenharia de Minas, Daiane Fávero Alves considera, no trabalho da equipe multidisciplinar do Tekokuaba, a possibilidade de desmistificar  e transmitir conhecimentos. “Como discentes, aprendemos diversos conteúdos na sala de aula, o que nos capacita como profissionais, contudo um dos maiores aprendizados, ao meu ver, está em usar o que aprendemos no meio acadêmico e desenvolver projetos que conectem comunidade e Universidade”, contou a egressa.

Atualmente, o canal do projeto conta com quase 3 mil inscritos. “Podemos, então, defini-lo como uma plataforma para todos os amantes de Ciência que, de alguma forma, precisam de informações seguras sobre diversos assuntos científicos”, finalizou o Prof. Fernando Gardim.

Confira alguns dos vídeos publicados pelo projeto:

Acompanhe o canal no Youtube: https://www.youtube.com/c/tekokuaba/videos

O projeto também está no Instagram: https://www.instagram.com/tekokuaba/

Colaboração: Prof. Fernando Gonçalves Gardim, do Instituto de Ciência e Tecnologia da UNIFAL-MG

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