Pesquisa do Cogecom/Andifes divulga resultados das ações desenvolvidas por universidades públicas em 2020; conforme o estudo, mais 85 milhões de pessoas foram beneficiadas

Mesmo com a suspensão de aulas presenciais como medida de prevenção à covid-19 e os constantes cortes orçamentários, as universidades públicas brasileiras beneficiaram 85,5 milhões pessoas com ações de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária, conforme levantamento do Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (Cogecom), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O estudo, desenvolvido entre os meses de fevereiro e abril deste ano, envolveu 48 instituições e integra a campanha “Conhecimento e Cidadania” da Andifes.

Dados da pesquisa “Conhecimento e Cidadania: Conhecimento e Cidadania: Ações de Enfrentamento da Covid-19 realizadas pelas IFES (2020). (Arte: Bianca Maia/Dicom)

A pesquisa apontou também que mais de 50 mil estudantes concluíram a graduação nas universidades federais em 2020. Outros dados do levantamento revelaram que a rede federal de hospitais universitários, formada por 50 hospitais vinculados a 35 universidades, passou a disponibilizar, desde o início da pandemia, mais de dois mil leitos para pacientes com covid-19, sendo cerca de 1.300 leitos de enfermaria e em torno de 700 leitos de UTI.

Das ações de extensão, dos 29.451 projetos desenvolvidos em 2020, mais de 2 mil se voltaram à temática da Covid-19. Como enfrentamento à doença, foram produzidos, também, mais de 681 mil litros de álcool líquido e gel, 651 mil máscaras e 515 mil face shields. Os testes aplicados pelas universidades chegaram a 661.839.

De acordo com reitor da UNIFAL-MG, Prof. Sandro Cerveira, o estudo mostra o papel estratégico das universidades federais brasileiras. (Foto: Ivanei Salgado/Dicom)

Para o reitor da UNIFAL-MG, Prof. Sandro Amadeu Cerveira, o levantamento do Cogecom destacou o papel estratégico das universidades públicas para o país, ressaltando os três pilares do ensino superior: ensino, pesquisa e extensão. Segundo ele, as universidades contribuem para formação superior da população de uma forma geral, em especial dos cientistas, profissionais tão importantes e necessários no atual contexto.

No caso da extensão, o reitor da UNIFAL-MG ressaltou, além da produção de insumos e equipamentos para o enfrentamento da covid-19, a contribuição dos projetos na divulgação de informações corretas sobre a pandemia para sociedade, combatendo a desinformação promovida pelas fake news.

No campo da pesquisa e pós-graduação, o levantamento do Cogecom apontou o desenvolvimento de mais de 73 mil pesquisas em várias áreas do conhecimento. Desse total, 2.015 têm relação direta com a covid-19 e implicações da doença. “Quanto às pesquisas científicas básicas ou aplicadas, por fim, nós podemos evidenciar como as universidades públicas são não apenas um patrimônio, no sentido de algo estático, mas são absolutamente dinâmicas. Sem elas, não há possibilidade de o país enfrentar a pandemia de covid-19 ou os demais desafios estratégicos”, finalizou o professor Sandro Cerveira.

Segundo o presidente da Andifes, reitor Edward Madureira, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o estudo do Cogecom demonstrou que, enquanto o mundo precisou parar, as universidades federais não só continuaram, mas redobraram esforços e se apresentaram como aliadas dos brasileiros contra o coronavírus. “E não poderia ser diferente. Recebemos esses números com alegria, mas não com surpresa, porque nunca esperamos nada diferente das nossas instituições. Mesmo diante da maior crise sanitária da história, as universidades federais honraram o compromisso com a Ciência e com os brasileiros”, celebrou.

O estudo completo pode ser acessado em: Conhecimento e Cidadania: Ações de Enfrentamento da Covid-19 realizadas pelas IFES (2020)

UNIFAL-MG em 2020

No ano em que a pandemia de coronavírus transformou realidades, a Instituição se reinventou para que pudesse continuar em funcionamento. Na Universidade, mais de 800 discentes se graduaram em cerimônias virtuais, por webconferência, muitos deles para atuar na linha de frente no enfrentamento à Covid-19, nas redes de atenção à saúde da região.

Em 2020, a UNIFAL-MG graduou mais de 800 novos profissionais de diversas áreas. (Arte: Bianca Maia/Dicom)

No âmbito de pesquisas científicas, cerca de 20 estudos sobre a Covid-19 foram iniciados no período. Deste número, sete foram contemplados pela chamada institucional que destinou R$ 700 mil para desenvolvimento, envolvendo tratamento para infecções causadas pelo vírus Sars-CoV-2, descoberta de novos fármacos e monitoramento de casos de Covid-19.

Outros estudos envolveram análises dos impactos da pandemia na qualidade do sono; produções de plataformas com gráficos e mapas de monitoramento de casos de Covid-19 na região; análises da variabilidade genética do novo coronavírus; desenvolvimento de equipamentos de proteção, como protetores faciais para profissionais de saúde e cabines de ventilação não invasiva para hospitais da região; e boletins semanais com estudos sobre casos de Covid-19.

As ações e projetos de extensão somaram mais de 200 ao longo de 2020, sendo inúmeras iniciativas voltadas para o contexto da pandemia. Somente ações de enfrentamento resultaram no atendimento a cerca de 4.000 pessoas da comunidade externa, por meio de produção e doação de máscaras, álcool gel, cestas básicas, materiais de orientação sobre cuidados, entre outros.

Para mais informações, acesse: UNIFAL-MG completa 107 anos de fundação institucional e se reinventa para continuar protagonizando papel fundamental na maior crise sanitária e humanitária da história que já dura um ano

Confira a notícia completa da Andifes: Mesmo com a pandemia que impactou todas as atividades humanas, mais de 50 mil estudantes se formaram nas universidades federais em 2020


*Com informações do Cogecom/Andifes

Colaboração: Ivanei Salgado, Diretoria de Comunicação Social da UNIFAL-MG.

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