Atraso na vacinação contra a covid-19 traz consequências além do aumento das mortes, explica epidemiologista da UNIFAL-MG

O professor de epidemiologia Sinézio Inácio da Silva Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, da UNIFAL-MG, em participação ao vivo no Jornal da EPTV 1ª Edição, do dia 23/4, explicou as consequências do atraso na vacinação contra a covid-19 no Brasil. O programa previa a imunização dos grupos prioritários até maio deste ano, com o atraso, a tendência é a finalização da etapa em setembro.

Conforme explica Sinézio Júnior, o atraso vai expor diversas pessoas que deveriam estar imunizadas ao risco de contágio e morte por covid-19  e, consequentemente, amplia a demanda por internações colocando em risco o sistema de saúde no país. “Nós vamos ter dois problemas: o ritmo alto do contágio e um [pequeno] grupo de população que está vacinada […]. E esta mistura faz com que você aumente muito a chance de surgirem variantes mais transmissíveis e resistentes […]”, alerta o professor.

Quanto ao Sul de Minas, o epidemiologista  relata que a situação está um pouco melhor na comparação ao estado de Minas Gerais, pois os mais idosos, de 80 anos ou mais, já foram, em grande parte, imunizados. Entretanto, a vacinação para os idosos com menos de 80 anos ainda precisa avançar. “[…] E aí de repente, nós vamos ter que estar […] lançando mão de uma segunda geração de vacinas se as variantes resistentes ao sistema imunológico começarem a ficar mais complicadas”, finaliza.

Confira a entrevista completa:

A entrevista completa está disponível em https://globoplay.globo.com/v/9459667/

Colaboração: Túlio Rabelo, estagiário de Comunicação Social da UNIFAL-MG campus Varginha

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